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Existem várias propostas de metodologias de desenvolvimento de software. Obviamente, não é o foco desse post discutí-las. Uma das mais famosas é o Rational Unified Process (RUP), um padrão adaptável e muitas vezes criticado pela criação excessiva de documentação mesmo para projetos nanicos a médios. Ele é largamente usado por empresas quando o maior custo é justificado, já que um projeto pode chegar a custar 40% mais.

Do lado oposto, temos as metodologias ágeis, como o SCRUM e o eXtreme Programming. E no meio temos literalmente dezenas de processos de desenvolvimento de software, cada uma atendendo requisitos específicos. Mas nada disso é importante e nenhum treinamento, experiência, livros, certificações ou mestrados serão capazes de derrotar o Anta Unified Process (AnUP) que existe em um nível acima da Programação Orientada a Gambiarras, o POG.

daguerreótipo

 

Em 1839, Louis Jacques Mandé Daguerre apresentou para a Academia de Ciências da França o que viria a ser chamado de fotografia. Juntamente ao novo processo de representação da imagem Daguerre também apresentou o Daguerreótipo, na verdade a primeira câmera fotográfica do mundo. O equipamento, que nada mais era do que uma caixa com lente e substâncias fotossensíveis, era baseado no conceito da câmara escura, já descrita por outros pensadores como Aristóteles e Leonardo Da Vince, e nas experiência de fotosensibilidade executadas por Joseph-Nicéphore Niépce. A câmera era grande, desajeitada e difícil de ser manuseada. Eram necessários quase 8 minutos de exposição para se ter uma imagem formada sobre uma fina camada de prata polida, aplicada sobre uma placa de cobre e sensibilizada em vapor de iodo. Ser fotógrafo dependia de uma ampla gama de conhecimentos além de muito dinheiro. Em 1850 se fundaram os primeiros Foto Clubes na França e Inglaterra, onde os participantes eram artistas renomados e membros da aristocracia.

Nada disso teria mudado até hoje se em meados de 1888, um bancário chamado George Eastman não tivesse revolucionado o meio fotográfico. Chateado com o grande trabalho necessário para montar suas placas de vidro (os negativos tinham que ser preparados antes das fotos) ele passou a usar seu tempo livre para procurar modos de facilitar o processo fotográfico. Nesse ano de 1888, Eastman patenteou o primeiro filme de rolo da história. Juntamente a isso criou uma nova câmera fotográfica que usaria esse filme de maneira simples e barata. A câmera, que se assemelhava a uma caixa de sapatos, era vendida com um rolo de 100 poses. Depois que todas as fotos eram feitas o equipamento era enviado para a fábrica onde o filme era revelado. Depois se devolvia ao cliente as cópias em papel e a câmera com um novo filme de 100 poses. Esse pequeno aparelho foi responsável por uma explosão de popularidade da fotografia. Todos poderiam agora ser fotógrafos. As mais importantes fotos do cotidiano das cidades e lembranças de família começaram a ser feitas nesse período. Eastman vendia seu equipamento com o slogan "você aperta um botão e nós fazemos o resto". A idéia de Eastman, que foi criada nos momentos de folga do seu trabalho no banco, deu início a Kodak, que na verdade e uma onomatopéia do som que o obturador das primeiras câmeras de rolo faziam ao registrar uma foto.

Por mais surpreendente que pareça, a próxima revolução que aconteceria no meio fotográfico se deu apenas há alguns anos atrás com o aparecimento da fotografia digital. Com o progressivo barateamento dos equipamentos e a convergência para outros meios como, por exemplo, os telefones celulares, nunca se registrou tantas imagens como agora. Temos a facilidade de fazer a foto, ver seu resultado e já disponibilizá-la para apreciação nas dezenas de álbuns virtuais existentes na internet. Assim como na revolução proporcionada por George Eastman, várias pessoas estão descobrindo o prazer de fotografar. Muitas encaram apenas como mais uma comodidade do cotidiano e para abastecer o álbum familiar, mas muitos encontraram nessa experiência uma nova forma de expressão artística até então desconhecida. Todos os grandes fotógrafos dignos de serem lembrados na história começaram na fotografia com esse fascínio pela captura e expressão da luz.

Mas, porque estou com todo esse papo chato?? Bem, vou contar por que. Estava em uma reunião de um recém fundado Foto Clube aqui de minha cidade ouvindo todos os planos grandiosos para esse ano. Uma das atividades planejadas é tentar organizar um curso com o Altair Hope (um dos papas do Photoshop tupiniquim). No meio da discussão, um dos membros falou que os cursos eram só para pessoas sérias e que não aceitariam ninguém com uma "cybershotizinha" participando. Opa!!!!! Peraí, como assim?? Nesse momento minha mente fez uma viagem transcendental pelo mundo do mercado fotográfico e me lembrei de uma verdade absoluta: fotógrafos são as pessoas mais preconceituosas, orgulhosas e tapadas do mundo. Se você não tem uma câmera que parece um canhão e milhares de reais em lentes e acessórios, você não merece respeito. Tudo que os grandes mestres ensinaram com a questão da sensibilidade, do olhar e da composição artística foram esquecidos em substituição ao aparelhamento técnico. Qualquer um pode comprar uma câmera de trinta mil reais, mas poucos podem produzir arte. Dentro dessa perspectiva, Henri Cartier-Bresson não poderia participar do Foto Clube, afinal de contas ele passou a vida inteira fotografando com uma pequena Rangefinder. Outro que seria barrado, com certeza, é Robert Capa, que desembarcou com as tropas aliadas em Omaha Beach durante o Dia D apenas com duas Contax II penduradas do pescoço.

A maravilha da fotografia é que você não precisa entrar em uma faculdade, não precisa fazer um curso e nem ter uma ferramenta caríssima para produzir arte. É só passar pelo Flickr ou pelo Picasa para encontrar amadores construindo imagens sensacionais com câmeras compactas das mais variadas marcas. Impossível dizer que o estudo não é necessário, mas a sensibilidade e olhar fotográfico não se aprendem. Você nasce com ele. É possível compensar a falta da sensibilidade com o conhecimento técnico, mas nada substituí o olhar fotográfico. Seu cérebro é sua melhor câmera. Olhe primeiro, fotografe depois.

Peço desculpas aos leitores do Meio Bit por esse desabafo. Talvez esse não seja o melhor local para esse texto, mas nos meses em que estou escrevendo aqui notei que muitos dos usuários mais antigos gostam de fotografia. Além disso, tenho recebido muitos e-mails sobre a questão da compra do equipamento. Então, para muitos, esse pequeno artigo vai ser pertinente.

"A câmera não faz diferença nenhuma. Todas elas gravam o que você está vendo. Mas você precisa VER" (Ernst Haas)

Software é escrito por humanos, então fica óbvio que nenhum projeto de software é perfeito. Não importa se você está fazendo software para aviões, robôs ou uma locadora, erros serão cometidos. Mas não estou falando apenas de bugs, as falhas de programação.

Erros podem ser cometidos na escolha de tecnologias como linguagem de programação, plataforma, ferramentas, base de dados, arquitetura e vários outros pontos. Ao contrário do que se prega, criar software não é como montar carros de passeio em série e sim montar um carro único, com características que agradem o cliente. De projeto em projeto, existem lições a serem aprendidas e o postmortem é justamente isso, mas de forma organizada e raramente feito.

A carreira em TI é desafiadora pois a todo momento surgem novas tecnologias e desafios. E um dos maiores desafios que um profissional pode encontrar é um projeto órfão que precisa ser terminado por motivos contratuais, mas tornou-se um estorvo para a empresa.

Ao longo dos anos, é fácil encontrar uma série de projetos com esses problemas em maior ou menor nível. Não sou um especialista em gerência de projetos, mas basta usar o bom senso para ver quando algo está absolutamente abandonado e a bomba cai justamente no seu colo. O único jeito é arregaçar as mangas e e evitar os erros cometidos anteriormente.

Existem algumas dicas para identificar se o pequeno "Papah Cuhas Teiro" foi designado a você:

Fabião's picture

Acessibilidade: Muito além do Acid3

Google Daltonico

Se você perguntar para qualquer pessoa: “Você acha correto que o governo tome medidas para inclusão plena do portador de necessidades especiais à sociedade?”, todos, sem exceção, dirão que sim. Porém, poucos são os desenvolvedores de websites e aplicações que realmente se preocupam com o acesso dos seus produtos ao público que possui deficiências motoras, auditivas e visuais, tornando a internet e o desktop uma espécie de “calçada sem guia rebaixada cibernética” e dificultando ao máximo a tarefa de navegação não convencional. No caso da web, pior ainda: Sites cheios de técnicas não ortodoxas de visualização, uso excessivo de AJAX, “captchas” imagens no lugar de texto em prol do visual e certas “gambiarras” que viram armadilhas pro coitado que tentar navegar na página usando um software leitor de tela, por exemplo.

A W3C, além de regular os padrões da web quando dizem respeito a renderização do conteúdo que aparece em nossos browsers, também mantém seus “padrões” para acessibilidade, na Web Accessibility Initiative (WAI), que sugere aos webdesigners algumas boas práticas no desenvolvimento e montagem de suas páginas. A maioria destas regras são de fácil execução e implementação, tais como sempre usar o atributo “alt” em suas imagens, para descrever textualmente a imagem que está no layout e permitir que um browser de texto (ou um daemon que leia páginas e envie para algum hipotético cara que não toma banho) exibir uma referência e possibilitar aos leitores de tela “dizerem” ao usuário o que aquela imagem é, entre outras.

Eis que surge uma oportunidade de criar um website, simples, 10 páginas no máximo, com formulário de contato, histórico, uma lista de produtos e serviços, informações relevantes, galeria de fotos e que deva funcionar bem com webstandards. Perfeito. O profissional deverá criar a arte, montar o código, registrar o domínio, exibir as telas, testar e entregar. E ainda configurar as contas de e-mail e vários outros detalhes. No meio da criação, o cliente pede para migrar o formulário de cadastro de clientes de um "sisteminha" em Access e colocar ele na web também, alimentando a mesma base (mudança de escopo, entubação, vocês sabem).

Agora, use seu bom senso e uma boa dose de chutometria para adivinhar quanto foi cobrado e a reação do cliente.

Você acaba de ser chamado para participar de um novo projeto. A tecnologia a ser usada, será de ponta, já que o cliente deseja alterar uma aplicação e pediu, especificamente, para usar o que há de mais moderno.

O problema é que o prazo está curto demais e o Gerente Noçãoless™, prometeu que tudo seria feito dentro do prazo acordado, com o desenvolvimento iniciando-se imediatamente. E como o tempo é curto não foi especificado direito o que a entrega deveria conter. E como o sistema precisa estar pronto para ontem, não é feito um protótipo de tela. O código começa a ser feito imediatamente, com base em vários "print screens" fornecidos do sistema anterior.

Feito o pagamento inicial, a equipe começa a desenvolver algumas telas, código de acesso à base de dados e quando já se passaram 20% do tempo, já existe uma versão funcional do sistema. O mundo é perfeito e estão todos felizes, mesmo virando algumas noites e perdido 2 ou 3 finais de semana. Chega o dia para mostrar 1 mês de trabalho duro...



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