- Feed completo
- Feed dos comentários
- Feed do Fórum
- Feed Canal Games
- Feed Canal Fotografia
- Feed Canal Mobile
- Receba o Meio Bit via e-mail
Mantenha-se informado sobre as nossas novidades com nosso newsletter semanal, todas as segundas-feiras
2009 inicia com o gosto amargo da crise financeira. Conversando com o Manoel Lemos (WebCo), discutimos que boa parte das pessoas aqui no Brasil parece não se dar conta da avalanche que está vindo ao nosso encontro. Para todas as pequenas empresas (o Meio Bit incluído, claro), 2009 promete ser um ano bastante difícil. Vamos explorar um pouco melhor o que está ocorrendo no nosso nicho, o de sites de conteúdo.
Tenho a impressão de que os netbooks irão ser a sensação deste fim de ano e, muita gente irá largar o notebook tradicional. A Asus foi quem lançou os primeiros modelos de EEE Pc, em seguida as grandes fabricantes se mexeram rapidamente para lançar o seu modelo e garantir uma fatia do mercado. Hoje há várias marcas com diferentes sistemas operacionais, tamanhos de tela, HD, ou mesmo sem ele, contando apenas com memória SSD.
Em meio a tantas opções é preciso ter algumas prioridades na hora de fazer a escolha. Estava em busca de um que fosse leve, pequeno, com uma bateria com boa durabilidade e teclado confortável (Sony Vaio?fora do orçamento). Achei que o Acer Aspire One seria uma boa opção para mim. E, é sobre ele que vou escrever as minhas primeiras impressões destas 2 semanas que estou com ele.
Hoje em dia a menos que você use Satux Linux espetar um pendrive é algo natural, simples e que qualquer salsinha faz, sem pensar duas vezes. Mas não quer dizer que sempre tenha sido assim. Em uma época onde o Star Wars Kid faz parte do passado distante, há muito que nós, os jurássicos considerávamos normal, mas hoje se quer faz sentido.
Então vamos relembrar algumas atividades dos velhos tempos, do Início da Microinformática, quando ao invés de "Internauta" (termo que abomino) éramos chamados de micreiros:
1 - Reinstalar o Windows
No tempo em que ninguém passava um dia inteiro sem duas ou três telas azuis era consenso que instalações do Windows tinham prazo de validade, se tornando mais lentas e instáveis com o passar do tempo. Um usuário normal sobrevivia uns seis meses, mas micreiros que gostavam de instalar muita coisa nunca passavam mais de dois meses sem uma boa reformatada. Hoje minhas duas últimas reinstalações do Windows foram devido a HDs com defeito.
2 - Formatar Disquetes
Comprar uma caixa de disquetes era legal, garantíamos um monte de espaço para visitar os amigos e "trocar programas", mas para facilitar a vida de todo mundo era preciso gastar uma ou duas horas formatando os discos. Nada mais deselegante aliás do que chegar na casa de alguém, puxar uma caixa de disquetes e dizer "ah, tem que formatar". Com o tempo vieram disquetes pré-formatados, Zip Drives e CD-Rs, e os disquetes seguiram o caminho do Corega, ficando restrito aos usuários da 3a Idade.
3 - Recompilar Kernel
Por falar em Zip Drive, essa era a única forma de fazer o periférico funcionar no Linux. Uns 12 anos atrás eu lembro de ter perguntado em uma lista como configurar o equipamento e foi essa a resposta. "instala o módulo X, recompila o kernel.." quando protestei fui chamado de (surpresa) "burro, acomodado, escravo da Microsoft", e que o Linux estava quase pronto para o desktop e se o usuário não queria nem recompilar o kernel para instalar um periférico, azar o dele. Hoje em 99% dos casos o sujeito recompila o kernel porque pode, não por precisar.
4 - Escolher placa de som no início do jogo
Quando os jogos rodavam em DOS cada fabricante era responsável pelos drivers utilizados por seu programa, e não havia detecção de hardware. O programa confiava no usuário para informar qual sua placa de som (entre outros hardwares). Assim era bom saber se você possuía uma Soundblaster / SB16, SBAWE64, SB32, AdLib... E não, não havia arquivo de configuração, cada execução do programa, era bom selecionar.
5 - Resolver conflitos de COM, IRQ, DMA.
Deixe adivinhar: Você não tem idéia do que estou falando e não sabia que era comum espetar um modem e o mouse parar de funcionar, certo? Pois é, na Idade das Trevas, antes do Plug and Play (que inicialmente era Plug and Pray) era preciso anotar direitinho os recursos utilizados por cada hardware. E se ficasse sem recursos, AZAR O SEU. Ah, alguns programas não queriam saber das portas COM via software do Windows, mesmo que ele disponibilizasse COM1..COM12, o programa só aceitava de COM1 até COM4. Uma diliça de problema para resolver.
6 - Configurar string de modem
No tempo da linha discada cada caso era um caso. As centrais variavam das maravilhosas CPA topo-de-linha a centrais eletromecânicas de mais de 60 anos, então não havia configuração que atendesse todo mundo. Trabalhávamos semanas afinando nossos modems, habilitando e desabilitando filtros, colocando pausas entre os números (às vezes o único jeito de discar) e como algumas centrais em horário de pico levavam até 40 segundos para dar tom de discagem, era comum ter ",,,,,,,,,,,," na frente do número, a vírgula significava uma pausa de 3 segundos.
AT&F1, ATDT e +++ eram a língua franca entre os aventureiros do mundo (semi)online.
7 - Configurar Internet no Celular
EU fui o responsável pela primeira conexão Internet Bluetooth via celular no Brasil, fazendo um Palm acessar a web através de um celular, e se isso soa como algo patético, acredite, hoje é. Trocar de SIMCARD no meu E71 é tudo que preciso para configurar a conexão Internet daquela operadora específica. Na maioria dos telefones a configuração é igualmente automática. Nos velhos tempos páginas e páginas de mensagens eram dedicas" class="" title="">dicadas às configurações mais esotéricas, que faziam a linha discada parecer simples e objetiva. AT+CGDCONT=1,"IP","claro.com.br", *99***1# - lembra?
8 - Guardar CD de driver com a própria vida
O material mais valioso de qualquer micreiro era o CD com o driver de seu último periférico. Não havia Internet, no máximo algum BBS perdido na Malásia Setentrional onde com sorte você gastaria uns NT$1200,00 (Narjara Tureta, uma das moedas intermediárias durante o Plano Cruzado) para baixar o arquivo que faria sua placa de vídeo Trident ou Cirrus Logic funcionar. Hoje basta procurar o website do fabricante e pronto. Minhas placas de vídeo sequer têm o CD removido do envelope.
9 - Perguntar se alguém tem eMail
No começo era perguntado quase em tom de "desculpe, não quero ofender", pois ter email era algo tão chique e moderno que quando o sujeito não tinha, se sentia humilhado. E não era raro. Raro era gente que checasse o email mais de uma vez por semana. Também era comum o usuário que sabia ler mas não sabia responder, e a caixa de saída parecia um histórico de uma vida de mensagens não-enviadas. Hoje alguém não ter email é tão inadmissível quanto não ter Orkut, mas não posso dizer que me sinto humilhado ao responder que tenho Orkut sim mas não gosto, não uso e não abro links de Orkut que me enviam.
10 - Assistir filmes e invejar os computadores dos heróis
Águia de Fogo em 1985 tinha um drive de CD-ROM, era o máximo. Os computadores nos anos 80 eram poderosos, mágicos, assombravam o mundo com seus gráficos de 16 cores. Hoje tirando uma ou outra mentira (cof, Jack Bauer, cof) o que vemos nas telas pode ser exagerado mas o visual e as máquinas são equipamentos de linha. Se você não tem o mesmo computador que o Sheldon é porque você é pobre, não porque a máquina não existe. Mesmo nas séries com tecnologia avançada, é tudo de uso corrente, a ponto da Penélope Garcia de Criminal Minds usar Linux, e o pessoal de CSI usar o Microsoft Photosynth, se bem que esse último realmente parece ficção científica.
Hoje, o mercado tem ofertas de notebooks ou micros com discos com mais de 120 Gigabytes de espaço. Uma das tarefas mais cansativas é fazer o backup de todos os arquivos (fotos, musicas, filmes e downloads) acumulados ao longo dos meses. A principal mídia disponível é o DVD, mas ele só comporta 4,3 GB. Gravar tudo isso em DVDs é inviável. O meu volume de dados acumulados é de cerca de 100 GB, eu gastaria apenas 25 discos, mas cerca de e um dia de trabalho para gravar tudo isto. A questão é se as mídias são realmente confiáveis? Quanto tempo elas durariam?
Há pouco tempo o Cardoso afirmou que os DVDs também estavam mortos para ele. * (8/10/2008)
Há cerca de dois anos tenho usado a solução de HDs externos conectados à porta USB. É uma solução barata (R$ 0,54/GB) e fácil de ser configurada. Basicamente basta colocar um HD dentro da gaveta USB e ligar este dispositivo a uma porta do computador. Após o particionamento e a formatação do disco está criada uma solução de backup.
Uma das desvantagens das gavetas USB é o fato delas estarem ligadas apenas a um computador e mesmo sendo compartilhadas na rede, geralmente não possuem recursos avançados como o espelhamento de discos para maior segurança. Pensando neste problema fiz o teste de um dispositivo que suporta dois discos e pode ser ligado diretamente na rede.
A solução que escolhi foi o Storage Central Turbo da Netgear, um dispositivo no formato semelhante a um cubo (17,53 x 15 x 14,57 cm) com duas baias para HDs SATA e conexão ethernet 10/100/1000 Mbps. Ele é um dos poucos dispositivos de storage que podem ser encontrados no Rio de Janeiro. O seu preço médio é R$ 600,00.
A instalação dos HDs no SC-101T é simples e dispensa o uso de ferrramentas. A tampa dianteira desliza para cima exibindo o espaço para inserir os dois discos. A remoção ou troca dos discos é feita com o acionamento de uma alavanca na parta traseira do produto.
O programa de instalação do storage, ao ser executado, procura o dispositivo na rede e atribui para cada disco rígido um endereço IP. Existem as opções de usar o espelhamento de disco (RAID 1) ou usar cada disco mapeado como um drive de rede no Windows. Para os testes usei dois discos de 500 GB sem espelhamento totalizando 1Tera Byte de espaço.
Para medir a velocidade do storage copiei diversos DVDs com MP3s cada um com 4,3GB de dados e anotei os tempos de transferência. Em uma rede de 100 Mbps a cópia destes arquivos ocorre em cerca de 9 min. e 20 s. Se for usada uma rede Gigabit (1000 Mbps) o tempo cai para apenas 3 min e 10 seg.
Encontrei dois defeitos no teste. O primeiro foi a necessidade de um servidor DHCP na rede para a instalação do dispositivo. Mesmo sendo padrão o uso de DHCP em redes domésticas ele não é implementado em redes maiores por medida de segurança. O segundo defeito é a falta dos drivers compatíveis com o Windows Vista no CD de instalação. Estes drivers estão disponíveis no site do fabricante.
O custo médio do megabyte armazenado é um pouco superior quando comparado às gavetas USB, mas a segurança do espelhamento e a facilidade de acesso pela rede compensam a diferença. O SC 101 T é um produto que atende bem aos propósitos de armazenamento em rede para residências e pequenos escritórios.
No principio havia a luz, e muitos viram que ela era boa. Mas, alguns queriam ir mais longe. Como o próprio nome diz, fotografia significa “escrever com a luz” e sua descoberta, ou invenção, não pode ser creditada a apenas uma pessoa. Tudo foi uma enorme junção de pequenas descobertas que passou por Aristóteles, que já descrevia o processo da Câmara Escura, e terminou com diversos químicos que descobriram e empregaram a sensibilidade do sal de prata em relação a luz. Toda essa cascata de pequenas descobertas culminou com Joseph Nicéphore Niépce, no longínquo ano de 1826, apresentando ao mundo o primeiro exemplar do que viríamos a chamar de fotografia. Mas, aqui cabe fazer uma pequena justiça histórica. O primeiro indivíduo do mundo a usar o termo fotografia foi o brasileiro Hercule Florence, na vila rural de São Carlos, hoje conhecida como Campinas. Embora tenha feito experimentos na mesma linha de Niépce, o brasileiro acabou desistindo de sua procura e teve o nome esquecido pela história oficial, pelo menos até recentemente.
De Niépce até as primeiras câmeras fotográficas foi um pulinho, mas eram geringonças grandes, pesadas e complicadas de serem usadas. Foi preciso a engenhosidade de um bancário chamado George Eastman, em 1880, para transformar a fotografia em um produto de massa. Durante as noites, em seu laboratório, ele passava horas planejando e idealizando o que chamamos hoje de filme fotográfico. Eastman foi o primeiro a colocar no mercado um fotograma em rolo com todos os produtos químicos necessários para se realizar uma fotografia. Sua empresa começou a vender pequenas câmeras fotográficas com rolos de filme com 100 poses. Após fazer as fotos, o feliz comprador do equipamento tinha que enviar a câmera até a empresa, onde as fotos seriam reveladas e reenviadas pelo correio impressas em papel juntamente com a câmera com um novo rolo de 100 poses. O lema da empresa era “Você aperta um botão e nós fazemos o resto”. A empresa, que adotou o nome de Kodak, proporcionou a primeira grande revolução dentro da fotografia. De um dia para o outro, todos se transformaram em fotógrafos e passaram a registrar o cotidiano, construir seu próprio sítio de memórias em forma de álbuns fotográficos de família.
Não adianta muito querer adaptar algo que funciona bem em um ambiente para outro completamente diferente. Pode até ser que em determinadas situações a coisa funcione, mas se não for feita uma mudança estrutural radicas" class="" title="">dical, pode-se fazer o marketing que for: a coisa vai continuar funcionando bem somente no ambiente para o qual foi originalmente projetada.
Esse é o caso das populares distros Linux voltadas aos usuários que gostam de algo que teve suas bases construídas lá pela década de 70, e que serve justamente para mediar de forma eficiente e simples a interação destes usuários com as máquinas. Não captou? Costumam chamar isso de interface gráfica de usuário.
Não que necessariamente as distros "for human beings" exijam que certos passos para seu bom uso sejam executados via linha de comando - ok, há algumas coisas que necessariamente exigem sim, mas sempre vai ter alguém que chiando depois de um comentário desse tipo. Porém, se há um aspecto que vem sendo negligenciado no projeto destes sistemas é a interação com o usuário. Grandes empresas investem toneladas de dinheiro pesquisando para que possam criar sistemas interativos mais eficientes, então a pergunta é: por que o pessoal do código aberto, que possui reconhecida competência para criar programas ótimos do ponto de vista ferramental não se preocupa com a usabilidade?
Vejamos o exemplo da Isis. Isis estuda Ciência/Engenharia/Whatever da Computação na UFPR, é fã do OpenSUSE, e como era de se esperar, é uma power user daquelas bem longe de ser usuária final, como a reles mortal metida a nerd que escreve estas linhas. Não por isso ela deixa de compreender as dores dos usuários finais ao se deparar com uma parede coberta de hieroglifos uma situação inexperada. Isis resolveu testar o LiveCD do Fedora 9 e encontrou uma série de problemas simples, que só devem estar aí porque usabilidade deve ser algo secundário de acordo com o cronograma de alguns projetos. Uma amostra do texto que apresenta a tag "Sofrimento" em seu blog segue abaixo:
O Mirror, de Londres está festejando o fato de Paul McCartney disponibilizar seu novo single online. Cada vez que uma banda faz isso, é um uó danado. São rasgados elogios, a familiaridade dos artistas com os novos tempos é elogiada, Stallman tem algo parecido com um orgasmo até descobrir que mais uma vez a música será MP3, não Ogg, sites linkam, apontam, comentam e mais uma vez elogiam. Artistas que não fazem o mesmo são chamados de retrógrados, arcaicos, escravos das gravadoras, bla bla bla.
A questão é: Isso não tem nada de novo. Artistas SEMPRE disponibilizaram músicas de graça para seus fãs. Em estéreo, alta qualidade, sem DRM. Onde?
Pois é. No bom e velho rádio. Rádio Gagá, mas ainda rádio.
A Internet é BEM menos inovadora do que parece. Podcast não é nada de novo para quem nos anos 60/70/80 brincava de fazer programas de rádio com gravadores K7. Mudou o meio e mudou a forma de distribuição, o conteúdo é o mesmo.
O single, a música de trabalho era distribuída via rádio, algumas vezes em discos como brindes em revistas. Hoje é distribuída via MP3. Não há NADA DE NOVO NISSO.
As gravadoras, um negócio “ferido de morte” nas palavras de André Midani, estão tentando desesperadamente continuar relevantes, mas não é repetindo o velho modelo que vão conseguir. AINDA não surgiu nenhum modelo funcional para distribuição de áudio digital. Mesmo o iTunes é uma solução intermediária que não afeta a cadeia produtiva de artista / empresário / gravadora / distribuidora.
As tentativas como o Radiohead e o NineInchNails têm sido igualmente elogiadas, mas o retorno financeiro não é uma maravilha. Na verdade está bem aquém do esperado. Para cada sujeito que paga US$10 ou mesmo US$5 por um disco, 1000 espertos baixam de graça dizendo que os artistas já são ricos o bastante. O que pela lógica significa que todo mundo pode invadir concessionárias e roubar carros, pois as montadoras já são bem ricas.
A maior prova de que o modelo de “Honra”, onde você distribui o disco de graça e o fã paga o que achar correto não funciona é que não há uma enxurrada de bandas migrando para ele. O modelo não funciona para software, não funciona para filmes, não funciona em lojas e muito menos em blogs.
As situações onde o modelo funciona são bem descritas no livro Freakonomics, há uma interação pessoal entre os envolvidos. É sempre mais difícil roubar quem você conhece.
Em conclusão, teremos experiências meia-bomba como a do Radiohead, hypes como esse do Paul McCartney mas um novo e revolucionário modelo de remuneração ainda está além do horizonte. Quem viver, verá.
* A General Motors não tem nada a ver com este artigo. Use sua imaginação.