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Prêmio Brasil de Fotografia – inscrições abertas

Por em 23 de setembro de 2014

E chegou mais uma edição do Prêmio Brasil de Fotografia. Esse é um daqueles concursos em que muitos possuem medo de participar, pois exige algo a mais do que a fotografia em si. É preciso ter um conceito, trabalhar uma mensagem, ser original. Ou seja, é preciso produzir arte. Infelizmente a maioria dos fotógrafos que conheço atualmente está mais interessado na parte técnica e nas toneladas de equipamentos que podem comprar e se esquecem que usar o cérebro é, pelo menos no trabalho artístico, mais importante do que a técnica. Infelizmente muitos esquecem que fotografia não é arte, mas ela pode ser utilizada para fins artísticos (pega essa você fotógrafo comercial que usa a palavra arte em toda propaganda e descrição do seu produto).

Mas, voltando ao Prêmio Brasil de Fotografia, a disputa existe desde o ano 2000 e começou com o nome de Prêmio Porto Seguro de Fotografia. Em 2012 o nome foi trocado e passou a não apresentar mais um tema específico, deixando a escolha das fotos livre para os autores. Segundo o site oficial do concurso, o objetivo do prêmio é funcionar como um canal de apresentação da produção fotográfica autoral brasileira, possibilitando o ingresso de um maior número de fotógrafos nacionais preocupados com a pesquisa de linguagem. Aliás, a chave para a participação é especificamente a fotografia autoral, essa desconhecida tão pouco compreendida pela maioria dos iniciantes na fotografia.

Existem três formas de participação no Prêmio Brasil de Fotografia. A primeira é o Ensaio Fotográfico. Para essa categoria serão aceitos ensaios ou séries que formem um conjunto entre oito e doze imagens sobre o mesmo tema caracterizando uma linguagem fotográfica de cunho autoral. Não há restrição quanto à forma de captação de imagem ou aos métodos de pós-produção. Essa categoria tem que ser entregue impressa via correio. A segunda forma é a categoria Ensaio Fotográfico Multimídia onde serão aceitos  trabalhos em formatos digitais, tanto para uma série quanto para peças únicas, desde que a forma apresentada seja o suporte de finalização do trabalho. Neste caso a inscrição é pelo site. E por fim existe o Prêmio Brasil Fotografia Bolsa que se destina ao desenvolvimento de um projeto fotográfico no período de 6 meses.

Os prêmios para quem quiser participar são bem convidativos. Serão premiados:

a) 01 Prêmio Brasil Fotografia Especial – Aquisição, no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais).

b) 02 Prêmios Brasil Fotografia Ensaios – Aquisição, no valor de R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais) cada.

c) 02 Prêmios Brasil Fotografia Bolsa para desenvolvimento de projeto -Aquisição no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) cada.

d) 01 Prêmio Brasil Fotografia Revelação - Aquisição, no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais).

Para participar é só dar uma olhada no regulamento e nas fichas de inscrição no site do concurso e fazer a sua inscrição, independente da categoria, até o dia 19 de outubro.

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Astronomy Photographer of the Year – Vejam os Vencedores

Por em 22 de setembro de 2014

Astrofotografia é um tema que muito me agrada. Eu mesmo já tentei algumas experiências com alguns resultados positivos (e muitos negativos). Mas, o interessante é que você está sempre aprendendo novas coisas, procurando novos lugares para fazer suas fotografias e, o mais importante, contemplando o espaço e as estrelas. Garanto que é uma forma de terapia muito efetiva.

Para a alegria de quem gosta de fotografar as estrelas, todos os anos o Royal Observatory Greenwich e a revista  Sky at Night Magazine organizam o concurso Astronomy Photographer of the Year, com o objetivo de difundir essa arte e ampliar as fronteiras do conhecimento. Embora a maior parte dos fotógrafos que desenvolvem a astrofografia o façam por hobby, as imagens vencedoras deste ano são surpreendentes. A competição é dividida em duas categorias: Adultos e Jovens Fotógrafos. Cada um poderia mandar até 5 fotos e a única condição é que a foto não tenha ganho outros concursos ou tenha sido publicada em alguma agência de notícia. Essa parte do regulamento é interessante, pois força os fotógrafos a estarem produzindo novo material sempre.

O concurso é dividido em algumas categorias bem interessantes, entre elas podemos destacar:

  • Earth and Space – fotografias de paisagens da Terra, ou com pessoas, mas que envolvam fenômenos astronômicos (estrelas ou fases da Lua)
  • Our Solar System – Fotos do Sol, planetas, luas e asteroides.
  • Deep Space – Qualquer coisa fora do Sistema Solar, como galáxias, cometas e nebulosas;
  • Young Astronomy Photographer of the Year – para menores de 16 anos e valem fotos que estejam em qualquer uma das categorias anteriores.

Vejam abaixo alguns dos vencedores.

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Glendhu Stairways-© Chris Murphy – paisagem na Nova Zelândia. Foto vencedora do prêmio Sir Patrick Moore para melhor revelação.

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The Horsehead Nebula IC 434 ©-Shishir e Shashank Dholakia – os irmãos gêmeos de 15 anos venceram a categoria de Jovem Fotógrafo Astrônomo com essa imagem da Nebulosa Cabeça de Cavalo.

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California vs Pleiades © Rogelio Bernal Andreo – A imagem chamada Califórnia vs as Plêiades foi um dos destaques da categoria Espaço Profundo.

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Horesehead Nebula IC 434 © Bill Snyder – Vencedora da Categoria Espaço Profundo, essa foto de Bill Snyder também representa a Nebulosa Cabeça de Cavalo.

Além de inspirar a quem está na área, as imagens também mostram que tenho que comer muito feijão com arroz para chegar a esse nível. Gostou da competição? Tem material para brigar com essa galera? Então se prepare, pois logo deve ser anunciado a abertura das inscrições para a próxima competição. Todas as fotos vencedoras farão parte de uma exibição no Royal Museums of Greenwich ou no site do evento. Quer ver mais imagens? Então é só acessar o grupo do flickr do Astronomy Photographer of the Year.

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Panasonic Lumix DMC-CM1 — Smartphone com sensor fotográfico de 1 polegada

Por em 18 de setembro de 2014

Hoje não existe maneira de separar a fotografia de nossos smartphones. Já estamos extremamente acostumados a fazer fotos de todos as situações e de todos os lugares em que nos encontramos e, ao mesmo tempo, já compartilhar com nossos amigos via redes sociais. No começo de toda essa onda, as fotos feitas pelos pequenos aparelhos eram muito ruins. E quando digo ruins, não estou brincando. Tanto que por muito tempo não acreditei que isso pudesse melhorar. Mas, e já mordendo minha língua, o desenvolvimento da tecnologia nos apresentou aparelhos que entregam uma fotografia boa e possível de ser utilizada na maior parte das situações. Apostando nessa nova tendência, algumas empresas vem dedicando uma atenção toda especial ao quesito fotografia em seus smartphones e isso é muito positivo para o consumidor e para o fotógrafo que quer um equipamento leve e com qualidade razoável para seu registro do dia a dia.

Dentro destas características, nada mais justo do que destacar o Panasonic Lumix DMC-CM1 que a empresa japonesa apresentou durante essa semana na Photokina. De um lado ele parece um smartphone tradicional e do outro uma câmera fotográfica compacta. Do ponto de vista do telefone, ele apresenta as características básicas de um celular parrudo da atualidade. Tela com 4,7 polegadas e resolução de 1080 pixels. Ele roda o sistema Android versão 4.4 e tudo funciona com um processador quad-core Qualcomm Snapdragon S801 que tem clock de 2,3 GHz. O aparelho possui uma memória interna de 16 GB, mas é compatível com cartões de memória micro-SD de até 128 GB.

Porém, é na parte fotográfica que devemos nos ater mais. O CM1 possui um sensor fotográfico de 20 megapixels de resolução máxima com tamanho de 1 polegada. Pode parecer pouco para quem não entende das especificações da fotografia digital, mas estamos falando de um sensor compatível em tamanho com os das câmeras compactas premium da atualidade e nada mais do que 7 vezes maior do que o sensor dos celulares concorrentes. Só lembrando que em fotografia, quanto maior o sensor, melhor a captação de luz. Junto com o sensor temos uma lente Leica fixa equivalente a uma 28 mm com abertura de diafragma em f/2,8. O CM1 pode fotografar em RAW, grava vídeos em 4K e oferece um modo manual completo para o fotógrafo exigente. O único ponto negativo de toda essa tecnologia é que o telefone ficou com 21 mm de espessura, o que é um pouco mais do que apresenta a concorrência.

O Panasonic Lumix DMC-CM1 não possui data confirmada de lançamento, mas muitos estão apostando que as primeiras unidades devem chegar ao consumidor em alguns países da Europa em novembro por um preço sugerido de US$ 1.160,00.

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Fonte: Dpreview.

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A visão de um fotojornalista sobre o The Last of Us

Por em 17 de setembro de 2014

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Uma das tarefas mais complicadas em que uma pessoa pode ser meter é cobrir uma guerra como jornalista. Se as muitas atrocidades cometidas em conflitos são suficiente para perturbar até os soldados que estão participando diretamente deles, imagino o impacto que podem ter na mente de alguém que está ali apenas para retratá-las, mas mesmo assim Ashley Gilbertson decidiu seguiu por este caminho.

Tendo colocado sua vida em risco para atuar como fotojornalista nas guerras do Iraque e do Afeganistão, ele viu suas imagens serem estampadas nas páginas do New Yorker e da New York Times Magazine, mas recentemente a revista Time lhe deu uma missão bastante diferente: registrar alguns momentos vividos no The Last of Us Remastered.

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Samsung NX1 — várias novidades e filmagem em 4K

Por em 16 de setembro de 2014

O mundo gira, e a roda da tecnologia não para. Duas empresas que começaram com o pé esquerdo na fotografia digital, produzindo equipamentos bonitos, mas com baixa qualidade de imagem foram Sony e Samsung. Depois de pouco mais de 10 anos podemos dizer que as duas estão ditando tendências e lançando câmeras que primam pelo avanço tecnológico e qualidade. Aproveitando a Photokina, a Samsung chegou chutando portas e colocou em destaque a sua nova câmera mirrorless, a NX1, com características interessantes para a fotografia e vantagens descomunais para quem quer ter uma câmera barata para executar vídeos com qualidade.

A NX1 já chega mostrando respeito no sensor. Estamos falando de um CMOS BSI APSC-C com 28 megapixels de resolução máxima. A tecnologia BSI (retroiluminado) foi criada para substituir os sensores CCD de câmeras compactas por sensores CMOS, barateando a produção e consumindo menos energia, porém mantendo a qualidade de imagem. Esta é a primeira vez que a tecnologia é utilizada em um sensor de tamanho APS-C. Em teoria deve trazer um grande ganho de qualidade na imagem produzida pela câmera. Outra característica de respeito da câmera é a capacidade de gravar vídeos na resolução 4K. Muitos dizem que o 4K é o futuro, mas temos que encarar que ele já é o presente. Quem produz vídeo profissionalmente já tem que estar pronto para fazer a migração. Outras característica bacanas da câmera são o o view finder eletrônico com 2,36 megapixels, a capacidade de fazer 15 fotos por segundo com foco contínuo, sistema de foco automático híbrido com 205 pontos de detecção cobrindo 90% do quadro, conexão USB 3.0, HDMI (saída de vídeo sem compressão), Bluetooh e Wi-Fi, com a possibilidade de ser controlada remotamente via smartphone.

É uma câmera profissional de vídeo? Não, mas sabemos que pequenas produtoras e diretores independentes se valeram das câmeras reflex que filmam em Full HD para entrarem no mercado de alta definição. Agora é a vez de mergulhar no mundo 4K. A Samsung NX1 chega ao mercado custando US$  1.499,99 (somente o corpo) ou US$ 2.799,99 com a lente 16-50mm f/2-2.8 e um battery grip com uma bateria extra.

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Fonte: Dpreview.

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Canon EOS 7D Mark II – finalmente

Por em 15 de setembro de 2014

Finalmente, depois de uma grande espera, a Canon anunciou o lançamento da EOS 7D mark II, que veio para substituir uma câmera que foi um sucesso de vendas e marcou o inicio de uma categoria de câmeras que não existia na empresa: as câmeras de sensor APS-C voltada para uso profissional. A primeira 7D era um verdadeiro tanque de guerra com corpo resistente e rapidez proporcionada por dois processadores internos. A 7D Mark II segue o mesmo caminho, mas nem tudo são flores no mundo da Canon. Muitos acusam a empresa de ter parado no tempo e ter perdido a supremacia nas câmeras fotográficas e, principalmente naquilo que ela foi a desbravadora, a filmagem em Full HD.

A 7D Mark II chega com um sensor CMOS APS-C de 20 megapixels de resolução máxima (contra 18 da antecessora) e está equipada com a nova tecnologia de foco automático Dual Pixel (que já mostrou a sua eficácia na 70D) e com 65 pontos de foco automático, todos em forma de cruz. Outra característica que foi turbinada foi o modo contínuo que agora pode fazer 10 fotos por segundo. A câmera está equipada com dois processadores Digic 6 que garantem maior velocidade para o equipamento e uma melhora sensível na nitidez das fotos. Do ponto de vista da gravação de vídeo, agora está disponível a gravação em Full HD com 60 fotogramas por segundo (porém com uma maior compressão de dados). A velocidade ISO também foi incrementada, variando agora entre 100 e 16000 (nativo) podendo ser expandido até 51.200. Alguns sites garantem que a relação ruído/ISO está muito parecido com o da 5D mark III.

Para quem acompanha os sites de rumores, esse lançamento da Canon ocupou as manchetes por muitos meses. Muitas especulações sobre as configurações da câmera foram levantada, pois o equipamento demorou muito para ser lançado e todos pensavam que seria algo fenomenal para concorrer com os novos modelos da Nikon e Sony. Infelizmente não é. Trate-se de uma câmera correta e com boa qualidade de imagem (levando em conta a tradição da empresa), mas não é um estouro do ponto de vista tecnológico. Garanto que será uma câmera parruda para o dia a dia profissional, mas ela não mostra vários dos confortos apresentados por câmeras concorrentes. Vai vender bem? Acredito que sim, mas se a Canon não se mover logo para voltar a colocar no mercado inovação tecnológica corre o perigo de perder o bonde da história, assim como a Kodak no início da Era Digital.

A nova Canon EOS 7D Mark II vai estar disponível ao consumidor em novembro e vai custar US$ 1.799,00 (somente o corpo).

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Fonte: Dpreview

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SanDisk lança cartão SD com 512 GB

Por em 14 de setembro de 2014

Espaço de armazenamento. Esse é um grande problema em tempos digitais, principalmente com o crescimento da resolução das câmeras fotográficas e, principalmente, com a popularização das câmeras que filmam em 4K. Ainda lembro dos meus cartões de memória Compact Flash de 256 ou 512 MB que foram usados em minhas primeiras câmeras digitais. E eu já achava que eles eram parrudos. O tempo passou e as empresas que trabalham com cartões de memória entraram em uma disputa para ver quem lançava a unidade com maior capacidade de armazenamento e, mesmo com aquela velha história propagada entre fotógrafos que o certo é ter vários cartões pequenos, esses cartões se tornaram necessários e desejáveis.

Aproveitando a chegada da Photokina, a SanDisk está escrevendo mais um capítulo nessa história. A empresa anunciou o lançamento de mais um cartão SD da linha Extreme Pro SDXC UHS-I que vai chegar a incrível marca de 512 GB de capacidade de armazenamento. Isso mesmo, é muito espaço, mas o público alvo do novo lançamento é o pessoal que trabalha com vídeo e já está produzindo em resolução de 4K. A velocidade de gravação chega até 90 MB por segundo e a SanDisk garante que o cartão é testado em situações de temperatura extrema e pode resistir a raios X, água e choque. Ou seja, um equipamento confiável. Aliás, uma coisa que aparecia muito nos fóruns de fotografia alguns anos atrás eram fotógrafos com cartões de memória que davam problema e precisavam recuperar suas fotos. Isso ainda acontece hoje em dia, mas em número bem menor e geralmente com marcas não muito confiáveis.

O SanDisk Extreme Pro SDXC UHS-I de 512 GB vai ser vendido com a garantia vitalicia da empresa (lembrando que isso não é válido em todos os países) e junto você leva o software RescuePro Deluxe para recuperar dados de cartões danificados ou imagens deletadas acidentalmente (esse programa já salvou minha vida algumas vezes). Agora vem a parte triste. O novo cartão vai estar disponível para o consumidor com o preço singelo de US$ 799,99. Uma bela facada.

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