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Flickr sendo racista em seu Auto-Tagging?

Por em 21 de maio de 2015

flickr_auto_tagging_racista

Eu sou um dos partidários que acham que o politicamente correto está passando dos limites e que as pessoas estão ficando ofendidas com qualquer coisa. Mas, admito que em alguns momentos a coisa realmente parte para lados estranhos. Quem está passando por uma saia justa e sendo acusado de ridículos é o pessoal do Flickr. Antes de falar do acontecido, cabe aqui um comentário. Muita gente fala mal do Flickr por conta de seus termos de uso. Mas, se for assim, Instagram e Facebook também deveriam ter uma grande fama negativa. Eu gosto do Flickr e, como já disse aqui, pode não ser o melhor site de publicação de fotos, mas é o único que tive paciência de manter. Estou lá desde 2005 e sigo muita gente bacana por lá que produz fotografia de alta qualidade.

Bem, voltando ao rolo, o que acontece é que o Flickr lançou no início do mês uma nova tecnologia de auto tagging para o serviço. A primeira impressão do serviço foi bacana, pois o próprio sistema tenta identificar sua foto e adicionar algumas tags populares. Isso iria economizar tempo para o fotógrafo que teria apenas que dar uma olhada no que foi marcado pelo sistema e aceitar ou não a classificação. Muito bem, sabemos que muitos acabam não olhando para o que o sistema marcou e a foto é publicada apenas com as sugestões do Flickr. Aconteceu que uma foto de um homem negro de autoria de Corey Deshon recebeu, além das tags criadas pelo fotógrafo, 4 novas tags automáticas do Flickr. Duas delas eram “Ape” e “Animal”. Bem, vocês já perceberam o rolo que deu.

Muitos caíram matando dizendo que a política de auto tagging do Flickr é uma vergonha e que ela deveria ser revista. Outro caso que trouxe embaraços foi a foto do campo de concentração que foi marcada como “Sport” e “jungle gym”. Um porta voz do Flickr declarou ao jornal The Guardian que eles estão orgulhosos da tecnologia de reconhecimento avançado de imagem, mas reconhecem que existem problemas e que eles estão trabalhando para corrigir tudo. Porém, ele avisa que os fotógrafos devem excluir as tags incorretas para que o sistema aprenda quando está errado.

Todo sistema de reconhecimento de imagem está sujeito a erros, ainda mais quando os humanos cobram destes sistemas valores morais que eles não são obrigados a ter. Erros vão acontecer, mas também cabe aos usuários (que teoricamente são os seres racionais) a identificarem esses erros. Ao meu ver, é muita tempestade para um copo de água muito pequeno. Porém, uma vítima já apareceu nessa história. A tag “Ape” desapareceu do sistema automático do Flickr. Uma forma de evitar a fadiga.

Fonte: Petapixel.

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Fuji e Panasonic lançam novos equipamentos

Por em 19 de maio de 2015

Semana de lançamentos e coisas interessantes no mundo da fotografia. Panasonic e Fuji colocaram novos modelos no mercado com configurações interessantes tanto para vídeo quanto para fotografia. Tudo bem que nos últimos tempos os lançamentos de câmeras fotográficas são tão emocionantes quanto ir ao dentista (falta de inovação?), mas creio que isso se deve a uma estagnação no desenvolvimento da tecnologia. Grandes passos foram dados e hoje quase todas as marcas estão no mesmo nível. As novas câmeras vão trazendo melhorias de sistemas que já existem, pequenas perfumarias, mas nada de fazer cair o queixo como no começo da Era digital da fotografia.

A Panasonic está mostrando ao público a sua G7, uma câmera construída no sistema micro-quatro-teços (fator de corte em 2x) e que promete ser a companheira ideal tanto para quem quer fazer fotografia quanto vídeos. Aliás, é no vídeo que realmente encontramos novidades nesta câmera. Equipada com um sensor de 16 megapixels de resolução máxima, a G7 pode fazer vídeos em 4K tanto com 30 como com 24 frames por segundo com foco automático em tempo real. A eficácia desse foco automático é o que ainda não conhecemos. Um recurso interessante junto a filmagem é o 4K Foto. É possível extrair um frame da filmagem e transformar em uma foto de 8 megapixels ainda dentro da câmera. São esses recursos de recorte de filme para transformar em foto que muitos apontam como um ponto de convergência entre as duas mídias.

Outros recursos da câmera apontam para uma velocidade ISO máxima de 25.600, modo contínuo em 8 fotos por segundo, face detection, velocidade máxima do obturador em 1/16.000 (caraca), conexão Wi-Fi, modo panorâmico e time lapse, e entrada para microfone externo. Como é padrão em câmeras mirrorless, o equipamento trabalha com um viewfinder eletrônico com 2,36 milhões de pixels e um visor LCD de 3 polegadas articulado com 1,04 milhões de pixels.

A Panasonic G7 deve chegar ao mercado em junho e vai custar US$ 800,00 com lente básica 14-42 mm.

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Já a Fuji está colocando no mercado a X-T10, uma câmera que tem o objetivo de ser menor, mais leve, mais amigável e mais barata do que a irmã maior, a X-T1. A câmera segue o design clássico adotado pela empresa desde os seus primeiros lançamentos e vem equipada com um sensor APS-C CMOS X-Trans II de 16,3 megapixels e com o processador EXR II. Olhando toda a propaganda da empresa para o equipamento, a grande sacada aqui é trazer uma câmera barata (relativamente) e que seja amigável (fácil de utilizar) para o fotógrafo iniciante. Tanto é que existe uma pequena alavanca escrito Auto junto ao seletor de velocidade do obturador. Ao acionar essa alavanca a câmera entra no modo de Reconhecimento de Cena Avançado onde a câmera escolhe a melhor configuração  com base no que está sendo fotografado.

A câmera possui ISO máximo em 6.400, sistema de foco automático com detecção de fase, modo de disparo contínuo com 8 fotos por segundo, velocidade máxima de obturador em 1/32.000 (caraca II), conexão Wi-Fi e gravação de vídeo em Full HD com foco manual. A câmera possui viewfinder eletrônico OLED com 2,36 milhões de pixels e visor LCD de 3 polegada com 920 mil pixels.

A Fuji X-T10 vai chegar ao mercado em junho com valores de US$ 800,00 (somente o corpo) e de US$ 900,00 com a lente básica 16-50 mm.

fuji_X-T10

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Lily — um drone para chamar de seu

Por em 13 de maio de 2015

E os drones estão invadindo o mundo. Embora ainda não existam regras claras para utilizar esse pequeno brinquedo (alguns não tão pequenos assim) na maior parte dos países do mundo, a moda pegou e muitos estão loucos para ter um. Outra coisa que as pessoas descobriram é que drones e fotografia são duas coisas que combinam muito bem. Afinal de contas, nem todo mundo tem grana para fretar um avião para fazer umas fotos aéreas. O problema é que são equipamentos caros e necessitam de um certo treinamento para serem manuseados. Ou não.

Drone_Lily

Apostando no desenvolvimento da tecnologia, e no desejo das pessoas de serem o centro das atenções, está chegando ao mercado a Lily, um drone (que na verdade é uma câmera voadora) que promete ser o companheiro ideal para quem gosta de registrar suas atividades e que não possui nenhum controle complicado para ser utilizado. A promessa aqui é simples: em vez de um controle, o drone possui uma unidade GPS que deve ficar com o seu controlador (em um suporte de pulso ou mesmo no bolso).

O drone vai identificar esse controlador e vai segui-lo (ou ficar a frente), mantendo o seu usuário sempre no centro das fotos ou da filmagem. Muito interessante para quem pratica algum esporte radical ou qualquer atividade que necessite de movimento.
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E “vazaram” fotos da nova 50mm f/1,8 STM da Canon

Por em 7 de maio de 2015

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Fico imaginando como as empresas são relapsas para com seus novos produtos que estão sendo planejados. Fotos (de ótima qualidade) aparecem em sites e fóruns antes da empresa sequer admitir que o produto está em desenvolvimento. Foi o que aconteceu com a nova EF 50mm f/1,8 STM que apareceu primeiro no Digicam-info e depois em fóruns especializados e no CanonWatch.

A lente vem para substituir a antiga 50mm f/1,8 II que fez a alegria de muito fotógrafo iniciante com sua boa qualidade de imagem,  grande abertura de diafragma e preço camarada. Porém, a lente tinha fama de se abrir como um ovo se caísse no chão. A nova 50mm mantém a mesma abertura máxima de diafragma e, embora seja um pouco mais curta do que a antecessora, ela é um pouco mais pesada. São 160 gramas de peso contra 130 da antecessora. Isso prova que a lente vai apresentar uma construção um pouco mais robusta.

A lente é composta por 6 elementos divididos em 5 grupos. Os rumores apontam que ela será otimizada para utilização em câmeras digitais e será totalmente compatível com câmeras full frame. Uma novidade bacana é que o foco manual ficará constantemente ativo durante a utilização e, assim como as novas lentes 18-55mm do kit, ela vai trabalhar com a tecnologia STM. O Digicam aponta que a lente vai ser construída em metal (a anterior é de plástico) e não possui estabilização de imagem e nem escala de distância no corpo da lente. Isso é um forte indicativo de que essa continuará sendo uma lente barata.

Todos são unanimes em dizer que o lançamento está próximo, mas não temos nada oficial da Canon ainda. Mesmo mantendo as principais características, é uma renovação interessante para a lente mais barata da Canon. A versão anterior já está na estrada desde 1990 e se provou um verdadeiro sucesso.

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Super foto da Lua feita por um astrônomo amador

Por em 6 de maio de 2015

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Se você, assim como eu, cresceu vendo filmes de ficção científica, então deve olhar com carinho para as estrelas e o universo. No caso da fotografia, temos um contingente gigantesco de pessoas espalhadas pelo mundo apontando duas câmeras para o céu e registrando as estrelas. Os astrofotógrafos não são necessariamente astrônomos, mas com o desenvolvimento da atividade você acaba buscando informações e tentando entender o que está registrando. Outros, além de câmeras, investem em telescópios e equipamentos específicos para registrar detalhes que a simples câmera fotográfica não consegue alcançar.

Foi o que fez o artista/astrônomo amador polonês Bartosz Wojczyński. Ele se equipou de uma câmera  ZWO ASI174MM, o seu tripé Sky-Watcher HEQ5 (indicado para astrofotografia) e o telescópio Celestron C9.25 (com uma lente equivalente, na fotografia, a uma 2.350 mm com abertura de diafragma em f/10). Como a câmera é monocromática e com baixa resolução (2,3 megapixels), foram realizadas 32.000 fotos que foram posteriormente empilhadas via software. Para trabalhar a cor foi utilizado filtros coloridos, uma metodologia que até o Hubble executa. Segundo o fotógrafo, na imagem final foram empregadas técnicas avançadas de processamento com mapeamento infravermelho dos canais azul e vermelho. O resultado final ficou com uma saturação de cores bem forte, o que permite identificar a composição do solo lunar pelas cores. Bartosz aponta, por exemplo, que as áreas azuladas são regiões ricas em titânio.

Ao final de 6 horas de processamento, o que se conseguiu foi uma imagem com 14 megapixels e rica em detalhes. As fotos foram feitas na varanda da casa do fotógrafo e, segundo ele, foram gastos US$ 3.500,00 de equipamentos. Eu diria que é um investimento justo (só não conte para sua esposa). Você pode ver a foto original em resolução máxima clicando aqui.

Fonte: Petapixel.

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40% dos sensores fotográficos vendidos em 2014 foram fabricados pela Sony

Por em 5 de maio de 2015

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Você já pensou seriamente em comprar uma câmera da Sony? Sei que todos que viveram o nascimento da fotografia digital e das primeiras câmeras compactas olharam com desejo uma Cyber-shot em uma vitrine. Muita gente comprou e ficou maravilhada com as primeiras imagens descarregadas no computador. Eu mesmo tive uma Mavica e uma P71. Porém, com o passar do tempo, muitos perceberam que as empresas com mais tradição estavam fazendo câmeras melhores e com qualidade de imagem superior. A fama de câmeras ruins perdura até hoje entre algumas pessoas, mesmo com a Sony produzindo equipamentos de alta qualidade.

Porém, mesmo os que não gostam da marca podem estar utilizando seus melhores equipamentos sem saber. Segundo o Wall Street Journal a Sony foi responsável pela fabricação de 40% de todos os sensores fotográficos vendidos em 2014. Estamos falando de câmeras fotográficas, smartphones e equipamentos para uso industrial. Isso não é pouca coisa. Para ter uma ideia da importância do fato, a Sony fez uma reestruturação de seus negócios classificando a importância de sua linha de produção em três níveis. A fabricação de câmeras está no nível intermediário. Já a fabricação de sensores é prioridade máxima. Até a Samsung, que desenha e fabrica os próprios sensores, acabou se rendendo ao produto japonês para o seu Galaxy S6. Assim como Motorola e a Nikon em suas DSLR.

Uma ponto importante que levou a esse número de vendas no ano passado foi o contrato com a Apple e o fato de o novo iPhone 6 estar equipado com dois sensores da Sony. Estima-se que para cada iPhone vendido a empresa japonesa embolse US$ 20,00. A Sony fornece sensores para o iPhone desde o 4s, quando a OmniVision perdeu a exclusividade de fabricação para a câmera principal (traseira) do telefone da Apple. Esse crescimento no negócio de sensores levou a empresa anunciar o investimento de 1 bilhão de dólares em sua fábrica para suprir a demanda global.

Interessante notar que uma das marcas que menos inspiraram confiança para os amantes da fotografia digital, hoje pode ser um dos pilares mais importantes de toda a indústria. Coisas do destino.

Fonte: Dpreview.

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O que acontece quando o LG G4 cai nas mãos de um fotógrafo profissional?

Por em 5 de maio de 2015

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A LG está bem empolgada com o G4, seu novo smartphone top de linha. Entre os recursos que a empresa destaca está a câmera principal, que conta com lente de abertura f/1,8 e sensor de 1/26″, componente que por si só permite fotos melhores em ambientes com pouca luz. Somado a um estabilizador óptico de imagens com três eixos faz com que o conjunto seja bem próximo do que vimos no Lumia 1020, que se aproximava muito de uma câmera profissional.

Para provar seu ponto a LG soltou o G4 na mão do fotógrafo profissional Colby Brown, e os resultados são bem interessantes.

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