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Quanto preciso gastar para fazer uma boa foto?

Por em 29 de agosto de 2014

Essa foi dica de um leitor e realmente a matéria é muito bacana e mostra o que os fotógrafos mais experientes já sabem. Equipamento não é tudo. E junto a isso um outro pensamento. Hoje, a maioria das câmeras fotográficas em comercialização são capazes de fazer ótimas imagens, mesmo no modo automático.

Foi publicado no Petapixel um texto do fotógrafo Brian Spencer onde ele se propôs um desafio muito simples. Depois de fazer uma foto de um colibri com sua Nikon D810 com a lente Nikkor 85mm f/1,8; ele foi indagado por um leitor de sua página no facebook o quanto ele precisaria gastar em equipamento para fazer uma foto com aquela qualidade. Uma indagação interessante e que poucos se colocam a pensar. Afinal de contas é possível fazer imagens soberbas com qualquer câmera, mas até onde a utilização de equipamentos avançados e lentes caríssimas vão influenciar nisso? Spencer decidiu montar um kit básico de câmera e fazer comparações com as fotos feitas com seu equipamento principal.

E já que o objetivo era comparar o barato com o caro, nada melhor do que procurar equipamentos usados no site e-bay. O kit montado pelo fotógrafo, para entrar em comparação com seu equipamento principal foi:

- Nikon D40 (incluído gratuitamente cartão de memória de 2 giga): US$ 109

- Lente Nikkor 18-55 US$ 59

- Lente usada Tamron 90 milímetros Macro: US$ 209

- Flash usado YONGNUO YN-560 US$ 59

- Tripé usado: US$ 10

- Rádio flash Cowboy Estúdio Triggers: US$ 18

- Controle remoto usado Nikon: US$ 2,30

- Tripé  e sombrinha  usados: US$ 30,00

- Photoshop: US$ 10,00 / mês

Ou seja, um total de US$ 506,30 por um kit completo, sendo que muitos equipamentos são usados, cujas fotos serão comparadas com um kit de equipamentos que custou mais de US$ 7 mil. O interessante é que isso não se trata de uma comparação pau a pau para determinar qualidade e sim se é possível fazer boas fotos com uma câmera mais modesta. Spencer comparou as câmeras nos tipos de fotografia que ele mais costuma fazer e tentou utilizar configurações e distâncias focais parecidas. Foram executadas fotos com longa exposição, fotografia macro, retratos e fotografia de natureza. Você pode ver todas as comparações no texto original, mas gostaria de mostrar apenas duas aqui.

comparativo_nikon
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Pentax KS-1 — luzinhas piscando

Por em 28 de agosto de 2014

Com o nome Pentax envolvido eu não deveria achar estranho. Mas, pensei que a Ricoh, depois de comprar a divisão de fotografias da Pentax, iria dar uma freada nesta tendência exibicionista da marca, mas eu estava errado. Para quem não lembra, a Pentax foi responsável por uma onda inacreditável de edições especiais de suas câmeras, sendo que uma era mais bizarra do que a outra. Porém, em minha opinião, nenhuma mais estranha do que a Pentax K-x Korejanairobo Edition , se bem que a Evangelion Edition da Q10  ficou deliciosamente esquisita também.

A Ricoh acaba de fazer o anúncio de mais uma câmera reflex intermediária com a marca Pentax. A KS-1 é uma câmera bonita, que possui um design baseado na tradição das câmeras digitais da marca. A grande diferença aqui é uma linha de pequenos LEDs que ficam dispostos na empunhadura da câmera e em volta do botão de disparo. Esse sistema, batizado pela Ricoh de Sistema de Interface de Iluminação, possui a desculpa oficial de eliminar algumas complexidades do uso de uma câmera reflex e dar um feedback ao usuário sobre o que está acontecendo com a câmera, mesmo no escuro. Aliás, utilizar o sistema no escuro deve ser uma coisa linda. Na prática, as luzes piscantes parecem ser meramente decorativas. O LED pulsa de modo diferente dependendo do modo de disparo que está regulado, mostra a contagem regressiva o disparo remoto e fica vermelho quando o modo vídeo está sendo utilizado. Não deve ser um bom equipamento para se utilizar no teatro, pois vai chamar mais a atenção do público do que o espetáculo.

Tirando essa maluquice, se trata de uma câmera correta e com recursos interessantes. Ela está equipada com um sensor CMOS APS-C com 20 megapixels de resolução máxima com estabilização de imagem. Uma vantagem interessante é o visor pentaprisma com cobertura de 100% da imagem. Pode parecer uma besteirinha, mas só quem já usou sabe como é bacana. A câmera também apresenta o simulador de filtro anti-aliasing, que é encontrado na Pentax K3. Fechando o pacote temos a incrível sensibilidade ISO máxima de 51.200, modo contínuo com 5,4 fotos por segundo, gravação de vídeo em Full-HD e visor LCD com 3 polegadas.

A  Pentax KS-1 vai chegar ao mercado em setembro com a opção de 12 cores diferentes. O valor, junto com a lente SMC DA L 18-55mmf/3,5-5,6; deve ficar em torno de US$ 799,95.

Pentax_KS1

Fonte: Dpreview.

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Hyperlapse, novo app do Instagram (só para iOS por enquanto)

Por em 27 de agosto de 2014

hyperlapse

A capacidade de processamento dos smartphones atuais é impressionante, mas de vez em quando abusam, mesmo pros padrões modernos. É o caso do Hyperlapse, um app lançado pelo pessoal do Instagram. A idéia é enganosamente simples: fazer vídeos em timelapse com estabilização de imagem através de algoritmos porretas.

Melhor ainda, o negócio é 100% gratuito. Para infelicidade dos droiders (HAHA), só saiu pra iOS e o aplicativo pode ser baixado deste link aqui.

Aí, você pergunta, que diabos isso faz?

Clique e veja abaixo, respondo eu:
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Fuji X30 – mais do mesmo com algumas mudanças

Por em 26 de agosto de 2014

Não podemos negar que grande parte da culpa pela onda de câmeras compactas com grande poder de fogo e design retrô pertence a nossos amigos engenheiros da Fuji. Desde o começo do desenvolvimento da tecnologia digital eles bateram pesado na engenharia de sensores e possuem, já há algum tempo, os melhores exemplares do mercado. Toda rodinha de fotógrafo já imaginou a sua câmera preferida com um sensor da Fuji. Seria um estouro. Hoje eles anunciaram a sua nova câmera, intitulada de X30, e que veio para substituir a X20 como compacta premium da empresa. Estamos falando daquela câmera que não é muito grande para incomodar e nem tão pequena para ser confundida com uma compacta ordinária.

A câmera chega ao mercado com um sensor CMOS II X-Trans com 2/3 polegadas (8,8x6mm) e 12 megapixels de resolução máxima. Ótima qualidade de sensor e baixa densidade de pixels. Uma maravilha para uma câmera compacta montada para um mercado mais exigente. A câmera vem com uma lente fixa equivalente a uma 28-112mm onde o zoom ótico é ativado de forma manual em um anel no corpo da câmera. Muita gente acostumada com câmeras compactas não gosta disso, mas não podemos negar que torna o processo muito mais preciso. Por um motivo que não entendo, a câmera também possui 2x de zoom digital. A generosa abertura de diafragma fica em f/2,0-2,8 e a câmera apresenta 49 pontos de foco automático. Destaque para o LCD articulado com 3 polegadas e a vida da bateria passou por uma melhora (comparando com o modelo anterior). Falando em diferenças em relação ao modelo anterior, a X30 deixa de ter o visor ótico e ganhou um visor eletrônico OLED XGA. Nesse aspecto a câmera saiu perdendo. Outra diferença é a presença de um novo modo de simulação de filme, bem como a conexão Wi-Fi. A câmera pode fazer fotos em RAW e grava vídeos em Full HD com 60 fotogramas por segundo e taxa de bits em 36 MB por segundo.

Embora seja uma compacta de respeito, vou levantar uma lebre aqui novamente que já causou um pouco de polêmica no passado. Mas, desta vez não estou sozinho, pois Damien Demolder também fez a mesma reflexão. Ele escreveu um texto para o Dpreview com o sugestivo título de: “Será que realmente precisamos da Fuji X30?”. A linha de pensamento do texto é a mesma que uso quando reclamo de um lançamento que não apresenta nada de novo. Ele existe apenas pela necessidade da empresa de apresentar novos modelos aos consumidores. Quase tudo da X30 (sensor, lente, processador) estavam presentes da primeira câmera da linha, a X10, que foi lançada em 2011. Então, na prática, a Fuji me vende um equipamento novo que, na realidade, está na estrada desde 2011. Os tempos atuais possuem a necessidade de linhas inteiras de câmeras serem renovadas a cada ano, mesmo que não tenham nenhuma novidade que justifiquem a aposentadoria do modelo anterior. Uma boa reflexão para entender o nosso consumismo.

A nova Fuji X30 vai estar disponível ao consumidor no próximo mês com valor aproximado de US$ 599,00.

fuji_x30

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Descanse em paz Kodak BW400CN

Por em 25 de agosto de 2014

Nessa semana vou desenvolver uma atividade de pin-hole com um grupo de crianças na cidade de Teodoro Sampaio, no oeste do Estado de São Paulo. Para construir uma pin-hole com caixa de fósforo são necessários alguns materiais. Entre eles precisamos do bom e velho rolo de filme fotográfico. Desde 2008 não comprava um rolo de filme fotográfico e, sem muita esperança, liguei no laboratório fotográfico com que trabalho para saber se conseguiria comprar uma grande quantidade de filmes (pelo menos 4 caixas) e fazer a revelação de todo esse material. Tive uma grata surpresa ao ser informado que ainda existem vários profissionais na região que ainda trabalham exclusivamente com filme fotográfico e havia um grande estoque na loja. Isso mesmo, em plena Era Digital ainda temos pessoas que desenvolvem atividades profissionais com a película fotográfica. Revelar os filmes não era problema, mas comprar em grande quantidade o filme virgem era. Então eu estava salvo.

Mas, esse não é o principal assunto deste texto. Semana passada, a Kodak Alaris fez um anúncio muito triste para quem gosta de produzir fotos em preto e branco com câmeras analógicas (sim, eu sei que esse termo é errado, mas facilita a compreensão). Em algum ponto do final da década de 1990 (não vou me lembrar precisamente), uma boa notícia animou aos fotógrafos que gostariam de fazer fotografias em preto e branco, mas não tinham conhecimento ou dinheiro para manter um quarto escuro para revelação de suas imagens. Estou falando de filmes que fotografavam em escala de cinza e podiam ser revelados no processo C-41 utilizado nos filmes fotográficos coloridos. Ou seja, você poderia fotografar em preto e branco e revelar o seu filme em qualquer minilab tradicional.

O BW400CN é um destes filmes. Infelizmente a sua caminhada chegou ao fim. Em um comunicado feito ao público, a Kodak Alaris afirma sentir muito ao tomar essa decisão, mas a queda do consumo deste filme tornou a sua existência impossível. A roda do capitalismo não pode parar. A empresa garante que ainda existem estoques para manter a venda por mais 6 meses. Se você nunca fotografou com filme preto e branco e quer saber qual a sensação utilizando um filme barato, então a sua praia é o BW400CN. Aproveitem enquanto ele ainda existe.

Kodak_bw400cn

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Hasselblad H5D 200c MS — 200 megapixels com sensor CMOS

Por em 23 de agosto de 2014

A notícia não é nova, mas está se estendendo a quase toda a linha Hasselblad de câmeras de médio formato. A mudança dos sensores CCD para sensores CMOS agora abrange todas as vertentes das câmeras de médio formato da empresa e, embora não tragam ganho de preço para o consumidor (é justamente o contrário), deixam as câmeras mais flexíveis para utilizações externas. Para quem não sabe, as câmeras de médio formato eram lentas e com pouca sensibilidade ISO (chegavam a ISO 800) o que limitava o seu uso a situações com iluminação controlada (estúdio fotográfico ou locações com muito flash). O CMOS trouxe mais velocidade e uma sensibilidade ISO que chega a 6400.

Agora chegam ao mercado as H5D 50c MS e a  H5D 200c MS, câmeras que podem chegar a 200 megapixels de resolução máxima e que executam, para isso, 4 e 6 disparos, respectivamente. A tecnologia não é nova, pois já foi utilizado em um modelo anterior, mas agora temos a velocidade e versatilidade de um sensor CMOS equipamento as câmeras. Assim como nos modelos tradicionais, o sensor possui 50 megapixels de resolução máxima. A resolução de 200 megapixels é alcançada com disparos consecutivos onde o sensor se move (no tamanho exato de 1 pixel) em cada imagem. Assim as 6, ou 4, imagens são unidas, gerando um arquivo de alta resolução. Como muitos já perceberam, esse tipo de uso é bem restrito. A Hasselblad cita, no release oficial, a reprodução em alta resolução de obras de arte que se encontram em museus.

Outra vantagem do processo é aumentar, consideravelmente, a captura de detalhes de cor. Isso se explica pela movimentação da matriz bayer do sensor e a captura em todas as três cores primárias (vermelho, verde, azul) do mesmo ponto, diminuindo assim a necessidade de interpolação de cores. O sensor possui tamanho físico de 43,8 × 32,9 mm com pixels de 5,3 microns. As imagens geradas possuem 8272 × 6200 pixels que geram um arquivo RAW de 75 MB (modo de disparo único). Imagens captadas no modo de 6 disparos geram um arquivo com 16.544 × 12.400 pixels que podem chegar a um tamanho de 400 MB em RAW e 600 MB em TIFF. Existe o modo aberto da captura em 6 disparos, onde não existe nenhum tipo de rédea no tamanho do arquivo, onde cada foto pode chegar a 1,2 GB. Mesmo tendo a limitação do tamanho do arquivo, que obviamente necessita de uma unidade de gravação externa de dados, o fato da câmera ser mais rápida (comparada com o modelo anterior) vai permitir o seu uso em ambientes onde a luz não seja absolutamente controlada. Um avanço para quem trabalha com ensaios externos.

Agora as más notícias. Embora, teoricamente, o sensor CMOS seja uma tecnologia mais barata do que o CCD, os valores das novas versões continuam salgados. A H5D 50c MS tem valor anunciado (no Reino Unido) de £ 23.895 (mais impostos) e a H5D 200c MS deve chegar ao consumidor por £ 29.895 (mais impostos). Ainda não existem preços para o mercado americano. Uma bela facada em seu orçamento.

hasselblad_H5D_200c_MS

Fonte: Dpreview.

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Robô imprime quadro usando o sangue de seu próprio criador

Por em 22 de agosto de 2014


Ghost In The Machine (blood robot selfie)

Calma, eu não estou falando aqui, nem sugerindo, que um robô resolveu se vingar dos humanos e, num rompante sádico e macabro, matou seu criador e fez um quadro dele com o próprio sangue da vítima, apesar de isso ser um bom começo de enredo de filme B.

Fica a dica para o Cardoso passar para seus amigos escritores do Facebook.

Trata-se de uma obra do artista Ted Lawson, na qual ele usa um robô com complexo de impressora para pintar um quadro de si mesmo, usando seu sangue como tinta.

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