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Nikon D40 — 10 anos depois

Quando a Nikon D40 foi lançada foi uma verdadeira revolução. Uma câmera reflex barata e amigável para com o fotógrafo iniciante.

3 anos atrás

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No dia 16 de novembro de 2006 a Nikon colocava no mercado uma nova câmera reflex de entrada. O modelo foi batizado como D40 e, embora câmeras reflex digitais já fossem coisa normal, ela trouxe uma grande mudança para a fabricante japonesa. A Nikon D40 representou toda uma mudança de pensamento da Nikon e introduziu um novo sistema no mercado.

Só para situar as coisas. A Nikon tinha no mercado, no momento,  a D50, a D80 e ainda era possível achar a D70s nova para comprar. A primeira full frame da empresa só chegaria ao mercado 1 ano depois (Nikon D3) e a  full frame intermediária (D700) mais alguns meses no futuro. A D50, que seria a câmera de entrada da empresa, era um tanque de guerra parrudo, resistente e caro. Para entender o que eu digo, a câmera foi lançada em 2005 (ao salgado preço de US$ 1.198,50) e tem gente usando em estúdio até hoje.

A Nikon D40 foi, realmente, a primeira câmera reflex lançada para o público amador. Até o seu nascimento, a Nikon tratava o usuário como sempre tratou: se você quer fotografar, que aprenda os conceitos básicos e regule o seu equipamento. Porém, o digital trouxe uma quantidade gigantesca de pessoas para o mundo da fotografia que nunca tinham estudado sobre ISO, Diafragma ou Obturador (se você também não sabe, acompanhe nosso curso de introdução em nosso canal do YouTube). A D40 veio mudar esse conceito.

Ela foi a primeira câmera da empresa com interface amigável. Cada vez que uma regulagem era mudada havia um aviso no visor LCD sobre o que aquilo controlava. Hoje isso pode parecer coisa básica, mas não era em 2006. A câmera era pequena, leva e, acima de tudo, barata. A unidade saia por US$ 599,00 o kit. A câmera estava equipada com um sensor APS-C de 6 megapixels e possuía quase todos os recursos normais em uma câmera fotográfica reflex. Porém, duas mudanças desagradaram muito aos usuários Nikon.

A primeira delas é que essa foi a primeira câmera da empresa a não contar com o visor LCD superior. Ou seja, uma mudança que perdura até hoje. O visor LCD superior só se encontra nas câmeras mais caras da empresa (e todo fabricante segue essa lógica de não utilizar essa característica em suas câmeras mais baratas). A segunda mudança negativa é que esta foi a primeira câmera da empresa a não contar com motor de foco interno. Ou seja, todas aquelas lentes sem motor de foco (Série D) não conseguiriam fazer o foco automático com o equipamento. Essa característica se mantém até hoje com as câmeras da linha 3000 e 5000. Só a partir da linha 7000 que as câmeras são totalmente compatíveis com essas lentes (que são mais baratas).

A D40 se tornou um best-seller. Vendeu como água e foi responsável por muita gente escolher pela marca em vez de alguma câmera da concorrência. Ainda temos uma aqui no estúdio em pleno funcionamento e com quase 150 mil disparos. Uma prova de que alguns equipamentos se recusam a parar, mesmo quando o prazo de validade é superado. Vejam aqui o review completo da Nikon D40.

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