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Cientistas alertam para o perigo das selfies

Selfies matam. E bastante. Uma pesquisa descobriu que um bom número de jovens vem morrendo desnecessariamente por causa da necessidade besta de fazer selfies.

01/10/2018 às 12:53

Não importa qual seja a tecnologia. Tudo de novo é sempre desvirtuado por um bando de desocupados e usado de forma imprudente, mesmo que com a melhor das intenções, em geral com resultados fatais. Logo após a invenção do Éter como anestésico surgiram as festinhas onde o pessoal de classe média alta se reunia para ficar cheirando panos embebidos com a substância. Eventualmente um caía morto.

Carros, a mesma coisa. Mal deu tempo da tinta do primeiro automóvel secar, já havia gente disputando corridas e fazendo cenas arriscadas de cinema mudo. Nós temos uma atração incrível pelo perigo, tudo tem uma versão radical e ousada, até paraquedismo, que um dia alguém decidiu que não era arriscado o suficiente e inventou o base jumping.

Fascinadas e distraídas com as novidades as pessoas acham formas novas e criativas de morrer, e a bola da vez são… as selfies. antigamente quando o QI médio era maior do que a temperatura ambiente quando você visitava um lugar, tirava foto do lugar e seus amigos deduziam que se você tirou a foto, estava lá.

Hoje millenials precisam ver a pessoa no lugar, então surgiu a selfie, onde a pessoa faz uma expressão retardada, em geral com a língua de fora enquanto desrespeita a história o povo e a tradição do local.

Pior, a moda dos selfies está matando. Ao menos foi o que uma pesquisa feita por Agam Bansal, Chandan Garg, Abhijith Pakhare e Samiksha Gupta1 concluiu, depois de estudar milhares de notícias.

Em dados oficiais é difícil identificar os selfies como causa das mortes, nos atestados de óbito nunca aparecem, se você cai num tanque de tubarões tentando tirar uma selfie a causa mortis é alergia a frutos do mar, ou algo assim.

Entre Outubro/2011 e Novembro/2017 eles identificaram nada menos que 259 mortes em 137 acidentes, como o que vitimou em 2011 no Utah 3 adolescentes de 15, 15 e 13 anos que fizeram um selfie nos trilhos de uma ferrovia, e provavelmente estavam soltando aqueles gritinhos de alta frequência que essas gurias adoram emitir, não ouviram a buzina do trem chegando e postaram uma selfie com a legenda “Estamos bem no trilho do trem, hahaha isso é incrível”.

Sim, aquela luz é o farol do trem.

A rigor elas são uma anomalia. Não só neurológica, claro. O perfil do morto por selfie difere bastante, a idade média é mais alta, 22.94 anos e o sexo é eminentemente masculino, 72.5% – o que é esperado, nós homens somos muito mais retardados.

Na pesquisa eles dividiram os “selficídios” entre selfies de risco e selfies normais. Se você sobe no alto de uma torre de TV e cai tirando um selfie, é de risco. Se você está tirando um selfie na porta de uma estação de TV e um corno cai da torre e te mata, é selfie normal.

Nesses casos a capacidade masculina de fazer caquinha se destaca:

A causa mortis mais comum é afogamento, seguida de atropelamento, queda e fogo. O lugar onde mais gente morre de selfie é na Índia, o que pode ser explicado por haver uma população jovem muito grande.

O caso é tão sério que Mumbai instituiu várias áreas onde é proibido fazer selfies, e os pesquisadores aprovam a idéia, sugerindo que isso seja implementado em outros lugares.

Na prática, não vai adiantar. Tentar proteger as pessoas delas mesmas é uma tarefa inglória e impossível.

Uma placa alertando para o risco de selfies será prontamente ignorada com a mesma presteza de turista brasileiro ignorando placa alertando para risco de tubarões.

Fonte: Link pro Paper

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