Twitter–até pra não pegar mal- bate forte em spammers
Sejamos realistas: TODA rede social cedo ou tarde se torna alvo de spammers. É uma espécie de sinal de sucesso (se bem que o Google+ também tem spam). As pessoas são fascinadas por métricas irrelevantes e números sem-sentido, e quanto mais patética a vida do sujeito, mais ele se apega a esses indicadores de “sucesso” online.
Eu mesmo posso garantir, 30 mil usuários no Twitter e R$4 te compram um chopp em tudo que é bar do Rio de Janeiro.
O Twitter se tornou a rede preferida para alpinistas de social mídia, gente que quer ficar “famoso” sem esforço. São centenas de sites promovendo macetes, scripts, bots e estratégias para conseguir seguidores. Só não dizem o que fazer com eles depois.
Essa psicose por followers destruiu por exemplo a utilidade dos Trending Topics. Antes usados para identificar os assuntos “quentes” do momento, minutos após um termo se tornar TT é invadido por mensagens de bots, tentando capturar o tráfego de gente que clica para SABER do que se trata:
Isso é uma vergonha, o Twitter deveria tomar providências, mas por quê não tomou até hoje?
Simples: Uma rede social vive de seu número de usuários. Se o Twitter sair passando o rodo nos spammers, caçadores de followers, gente que passa o dia inteiro dando RT, haters que mobilizam dezenas de milhares de usuários e geram um tráfego absurdo, terminará com uma base excelente de usuários mas pequena demais para interessar aos anunciantes.
Agora o Twitter deu uma endurecida e está entrando na Justiça dos EUA contra os sites TweetAttacks, TweetAdder, TweetBuddy e contra um mané chamado James Lucero, do justinlover.info e Garland E Harris, do troption.com.
O objetivo é acabar com o spam, com os esquemas de followers? Não, claro que não. Não sejamos ingênuos.
O objetivo é mostrar serviço, para que os analistas de mercado não comecem a achar que boa parte da base de 140 milhões de usuários “ativos” do Twitter são “ativos” assim:
A realidade é que as redes sociais não são feitas para o usuário tranquilo que interage com os amigos, é para o que faz bastante barulho. A interação “automática” entre esses usuários gera a massa crítica que os anunciantes procuram, pois não sabem diferenciar entre 100 mensagens diferentes e 100 “mim segue qui endico de volta”.
Um bom exemplo disso são os grupos do Facebook. É possível incluir automaticamente usuários em grupos, algo que viola todas as regras do bom-senso, mas mercadologicamente faz sentido. As Apps de notícias, que exigem que você assine a app para poder ler e compartilhar um link são outro exemplo de abuso sancionado pela rede social.
Nossa única esperança como usuários é que as redes se mantenham dentro dos limites do razoável, controlando –como o Facebook e o Twitter fazem- o nível do spam, mas não podemos ter a ilusão de que vão se livrar dele. Ao contrário do spam de email, que é 100% danoso a todos os envolvidos (exceto o spammer) o spam de redes sociais é parte do jogo, mesmo que não a parte que a gente gosta.
Fonte: Guardian
Mais cidades brasileiras no Trending Topics do Twitter
Agora os moradores de Manaus, Fortaleza, Brasília e Salvador podem desfrutar da possibilidade de ver os termos mais tuítados das suas cidades. E Recife que é bom, ainda nada… Com isso, além de estar disponível em português e possuir um escritório no Brasil, a rede social também está expandindo seus “horizontes” e incluindo mais capitais na lista do Trending Topics.
No momento em que escrevo esse artigo, o primeiro termo de cada cidade é: Manaus, Fortaleza e Brasília - #15FatosSobreMim e Salvador - Olímpia.
A novidade vai ajudar aos desenvolvedores e social media guys na análise dos termos. E facilitar a inclusão de #BIEBERBRASILLOVESYOU no Trending Topics mundial.

Central Meio Bit de notícias irrelevantes.
Twitter revelou epidemia de cólera duas semanas antes do governo
Segundo um estudo pulicado no American Journal of Tropical Medicine and Hygiene, provou que através do Twitter foi possível obter dados, em tempo real, sobre uma epidemia de cólera no Haiti. Algo que o governo só veio conseguir identificar duas semanas após. A frase de um dos autores do artigo é ótima, Rumi Chunara (PhD) diz que “nós podemos usar essas ferramentas para pegar informações cedo sobre o “alastramento” de uma doença e pedir reforços ou controlar de forma eficiente e rápida“.
Tanto Chunara quanto os outros autores do artigo, Dr. Jason R. Andrews, MD, e John S. Brownstein, Ph.D dizem que o Twitter não só pode, como ajuda epidemiologistas e doutores, a descobrirem o quão rápido uma doença está se espalhando e ajudar no controle da mesma.
E como foi feito esse estudo? Os autores criaram uma busca na timeline com os termos colera e #colera (claro, em inglês) do dia 20 de outubro de 201o ao dia 3 de novembro de 2010, durante esse tempo, 65.728 tweets contendo esses dois termos foram postados pelo Twitter. Eles também usaram outra ferramenta chamada HealthMap, que monitora notícias pelo mundo (através do Twitter). Coletaram cerca de 188 mil tweets dos primeiros 100 dias depois do primeiro caso reportado.
Assim como o Twitter pode ser usado para o mal, é possível encontrar bons usos para o Twitter, até mesmo ajudar a prevenir uma epidemia mundial.
Com informações do Mashable.
App do Dia (talvez do Ano)–Flipboard para iPhone
O Flipboard é a aplicação-vitrine do iPad. Eu aposto o Macbook Air* que o MeioBit dará de bônus para seus autores que a Apple paga uma boa grana para mantê-lo restrito ao mundo iOS. É o primeiro agregador que conseguiu unificar Twitter, Facebook, Flickr, Instagram e GReader sem transformar o tablet em uma penteadeira de dama que troca favores por dinheiro.
* imaginário
Por muito tempo foi cobrada uma versão para iPhone, mas sempre ficou a dúvida: Como a interface funcionaria em uma tela pequena? Não ficaria tudo apertado demais? A usabilidade do Flipboard, a facilidade descompromissada de folhear listas de Twitter e todo tipo de post ficaria comprometida?
Agora que a aplicação foi lançada e já está disponível no iTunes, podemos descobrir!
O pacote de instalação tem pífios 8,7MB, o Flipboard segue a Escola µTorrent de Programação Otimizada, portanto o download pode levar no máximo algumas horas, dependendo de sua operadora brasileira de 3G.
[App do Dia] Yiip para iOS, Instagram de voz. É, mais um.

Há uma sequência de sub-redes sociais que normalmente, uma atrás da outra, atuam como pequenos parasitas do Twitter ou do Facebook a oferecer algo micro no mesmo formato.
Aplicativos como o Path, Viddy, Instagram e companhia, cada um ao seu jeito, oferecem a oportunidade do sujeito publicar para o mundo fotos, vídeo ou texto em seus servidores, clonando tudo nas redes sociais mais populares.
O Yiip segue a rima, só que com apenas 10 segundos… de voz. Há algumas vantagens coisas nele. Como por exemplo a possibilidade de formar grupos fechados para troca de Yiips (sim, mais um nome todo hipster para a sua coleção). Mas, considerando serviços como o iMessage ou os Voxer/Pingchats da vida, que vantagem Maria leva?
É meio que a mesma coisa… não leva. Carrega. Continue lendo »
O Lift não é uma variação do Twitter. Quer dizer, não será.

“Alcance Qualquer Coisa”
Além da frase de chamada, um box para que você insira seu endereço de e-mail e uma landing-page muito jeitosa, os co-fundadores do Twitter Biz Stone e Evan Williams (The Obvious Corporation) não dizem uma sílaba sequer a mais a respeito do Lift.
Eles concordaram em financiar o empreendimento de Tony Sttublebine (CEO da Crowdvine Event Social Networks) e de Jon Crosby (ex-diretor de engenharia do Path), que igualmente herméticos sobre a sua finalidade, por enquanto, deixam tudo correr em total sigilo de desenvolvimento.
Ambos alegam ter criado “uma nova e interessante aplicação capaz de desbloquear o potencial humano através de reforços positivos”. E só. Continue lendo »

