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Os 10 melhores jogos inspirados em histórias em quadrinhos

Com as mídias tendo conversado tão bem ao longo dos anos, chegou a hora de listarmos alguns dos melhores jogos baseados em histórias em quadrinhos.

06/12/2019 às 10:26

Se no cinema as histórias em quadrinhos só passaram a receber adaptações dignas a partir da década passada, os games tem conseguido trabalhar bem com a mídia há muito mais tempo. Seja pela maior liberdade dada pelos jogos eletrônicos, seja pelo menor custo de desenvolvimento, a verdade é que os videogames sempre foram uma boa maneira de explorar os gibis.

histórias em quadrinhos

Com as primeiras adaptações remetendo à época do Atari, onde na minha opinião a qualidade não era tão boa quanto gostaríamos, com o passar do tempo os estúdios conseguiram entender melhor como trabalhar com marcas tão adoradas. Então, de alguns anos para cá talvez tenhamos começado a viver a era de ouro dos games baseados em histórias em quadrinhos, com ótimos títulos sendo lançados num bom ritmo, mas mesmo num passado mais remoto é possível encontrar muita coisa boa.

Pensando nisso, que tal relembrarmos alguns dos melhores títulos inspirados em HQ já criados? Para fazer isso, os critérios que utilizei para elaborar essa lista foram os seguintes: exceto por um caso, os jogos escolhidos precisam necessariamente terem sido inspirados em uma propriedade intelectual nascida nos quadrinhos; se fizer parte de uma série, só indicarei um capítulo (por exemplo, a Batman: Arkham); optei apenas por títulos que joguei, então pode ser que um jogo que você gosta eu não tenha experimentado — ou simplesmente não gostei dele mesmo, acontece.

Explicações feitas, vamos aos escolhidos!

Marvel: Ultimate Alliance

Lançado em 2006, o Marvel Ultimate Alliance era um RPG de ação no melhor estilo consagrado pela série Diablo e que rapidamente caiu no gosto do público por um simples motivo: nos colocar no controle de uma grande quantidade de personagens da Casa das Ideias.

Nele controlávamos uma equipe formada por quatro heróis, cada um com suas próprias habilidades e poderes especiais e com o jogo nos permitindo alternar entre eles a qualquer momento. Isso é claro se estivéssemos jogando sozinho, já que o MUA mostrava toda a sua diversão quando o encarávamos na companhia de três amigos.

Como a equipe podia ser formada da maneira que preferíssemos, era muito legal entrar numa missão usando apenas personagens que “combinavam”, como os do Quarteto Fantástico, d`Os Vingadores ou dos X-Men. Só é uma pena que mesmo com uma remasterização tendo sido lançada recentemente, ele não esteja mais à venda.

Plataformas Disponíveis: PC, PlayStation 2, Xbox, Game Boy Advance, PSP, Wii, Xbox 360, PlayStation 3, PlayStation 4 e Xbox One.

Marvel's Spider-Man

Apesar de o Cabeça de Teia ter recebido diversos bons jogos ao longo dos anos, foi só em 2018 com o Marvel's Spider-Man para PlayStation 4 que um dos heróis mais famosos das histórias em quadrinhos recebeu um verdadeiro "simulador de Homem-Aranha.”

Nos oferecendo uma bela recriação de Nova York, usar as teias para nos mover pelos prédios da cidade deste jogo é uma experiência fantástica, com as batalhas conseguindo passar uma ótima sensação de estarmos no controle e as muitas roupas que podem ser desbloqueadas nos mantendo ocupados por um bom tempo. Destaque também para o bom enredo e os vários vilões que cruzarão o nosso caminho.

Plataformas Disponíveis: PlayStation 4.

The Walking Dead

Funcionando como uma evolução dos adventures, tenho que confessar que a primeira vez que joguei a criação da Telltale Games ela não conseguiu me prender. Vários anos depois resolvi lhe dar uma nova chance e então ficou claro para mim o quanto aquele jogo era bom.

Ter que tomar algumas decisões enquanto avançamos pela história é algo muito legal, mas a principal qualidade daquele The Walking Dead estava mesmo nos seus ótimos personagens e no seu enredo com uma carga dramática raramente vista na mídia. Na minha opinião, uma obra de arte!

Plataformas Disponíveis: PC, PlayStation Vita, Nintendo Switch, Xbox 360, Xbox One, PlayStation 3, PlayStation 4, iOS e Android.

Batman: Arkham City

Embora o Batman: Arkham Asylum seja apontado por muitos como o primeiro jogo que conseguiu recriar de maneira mais precisa uma história em quadrinhos, acredito que o seu sucessor tenha o superado em praticamente todos os aspectos.

Sim, explorar o Asilo Arkham era uma experiência espetacular, com o jogo tendo funcionado brilhantemente como um metroidvania, mas o simples fato de o Arkham City ter nos dado toda uma cidade já seria suficiente para o adoramos. Quem aqui não se sentia o Cavaleiro das Trevas enquanto planava pelas ruas de Arkham ou enquanto descia a porrada nos bandidos?

Com uma excelente narrativa, uma jogabilidade viciante e gráficos muito bonitos, aquele é certamente um dos melhores jogos da década.

Plataformas Disponíveis: PC, PlayStation 3, Xbox 360, Xbox One e PlayStation 4.

Injustice: Gods Among Us

Enquanto a Marvel aproveitava a sua parceria com a Capcom para ver o lançamento de diversos ótimos jogos de luta baseados nas suas marcas, a DC alternava altos e baixos no mesmo ramo. Isso até a Warner adquirir a Midway, fundar a NetherRealm Studios e alguns anos depois, lançar o Injustice: Gods Among Us.

Com muitas das suas mecânicas baseadas no Mortal Kombat lançado em 2011, no jogo conhecemos um universo paralelo onde o Super-Homem passou a controlar o mundo após ser enganado pelo Coringa e acabar matando a sua esposa, Lois Lane. Mesmo que você não goste de jogos de luta, este merece ser jogado nem que seja só pelo seu enredo, que de tão interessante deu origem a uma história em quadrinhos.

Plataformas Disponíveis: PC, Wii U, Xbox 360, PlayStation 3, PlayStation Vita, iOS, Android, Xbox One e PlayStation 4.

Teenage Mutant Ninja Turtles: Turtles in Time

Lançado numa época em que os Beat 'em ups eram extremamente populares e com a molecada adorando o desenho das Tartarugas Ninja que passava na TV, Teenage Mutant Ninja Turtles: Turtles in Time casou perfeitamente com o estilo, se tornando um sucesso imediato.

Com uma excelente jogabilidade, gráficos belíssimos, uma trilha sonora muito legal e cenários bastante variados devido a viagem no tempo que os quelônios tinham que encarar, ele é certamente um dos melhores títulos que o gênero já recebeu e que permanece extremamente divertido mesmo tantos anos após o seu lançamento.

Plataformas Disponíveis: Arcade e Super Nintendo.

The Punisher

Apesar dos arcades e do Mega Drive terem recebido em 1993 um ótimo jogo estrelado por Frank Castle, acredito que foi só em 2004 que o personagem conseguiu mostrar todo o seu “potencial”. Desenvolvido pela Volition, aquele título conseguiu passar para a tela toda a selvageria característica do Justiceiro, num jogo cuja caixinha quase pingava sangue quando a tirávamos da estante.

Misturando sequências de tiro com stealth, The Punisher contava com um mecânica que nos permitia matar os adversários ao apertarmos apenas um botão, mas o destaque estava mesmo para partes dos cenários que podiam ser utilizadas para interrogarmos e torturarmos os bandidos.

Curiosamente não lembro do jogo ter sido criticado pela violência na época, mas talvez seja apenas a minha memória me traindo. De qualquer forma, este é um daqueles games que mereciam uma remasterização, pois conseguia passar de maneira nua a crua o que vemos nas histórias em quadrinhos do anti-herói.

Plataformas Disponíveis: PC, Xbox e PlayStation 2.

Turma da Mônica na Terra dos Monstros

Sendo uma modificação do Wonder Boy in Monster World, tenho que reconhecer que em se tratando de uma adaptação, esse jogo não chega a ser muito fiel. Ainda assim, como eu adorava aquele título desenvolvido pela Tec Toy para o Mega Drive!

Podendo ser descrito como um jogo de plataforma com elementos de RPG, ao explorar o País da Fantasia íamos coletando moedas que podiam ser utilizadas para adquirimos novos equipamentos, como escudos, armaduras e botas. Ok, pode parecer estranho ver a Magali como um princesa, termos que sair numa missão para resgatar o Bidu ou assumir o papel de uma Mônica heroína, mas se você conseguir aceitar a licença poética do game, encontrará nele uma divertida aventura.

Plataformas Disponíveis: Mega Drive.

Marvel vs. Capcom 2: New Age of Heroes

Se tem uma empresa que sabe fazer bons crossovers em jogos de luta é a Capcom e quando pela segunda vez os japoneses decidiram unir o seu universo com o da Marvel, vimos o lançamento de um jogo simplesmente espetacular.

Lembro como se fosse hoje da primeira vez que coloquei o disco do Marvel vs. Capcom 2 no meu Dreamcast e na alegria que senti ao ver a tela de seleção de personagens. O melhor de tudo era que além de ter uma enorme quantidade de heróis e vilões para serem escolhidos, eu ainda podia forma uma equipe com três deles e vê-los em ação na tela da TV parecia a realização de um sonho.

Aquele era um jogo que contava com uma jogabilidade acessível, gráficos bonitos e fluídos e que por muitas vezes se tonou o centro das atenções quando me reunia com alguns amigos para jogar um pouco de videogame.

Plataformas Disponíveis: Arcade, Dreamcast, Xbox, PlayStation 2, PlayStation 3 e Xbox 360.

Scott Pilgrim vs. the World: The Game

Sem nunca ter lido uma revista da franquia e não tendo gostado muito do filme baseado nas histórias em quadrinhos, confesso que não criei a menor expectativa pelo jogo desenvolvido pela Ubisoft. Porém, quando resolvi lhe dar uma chance no PlayStation 3, foi amor a primeira vista.

Com gráficos pixelados cheios de detalhe e uma jogabilidade beat ’em up da melhor qualidade, o jogo ainda permite que até quatro pessoas joguem ao mesmo tempo, tudo embalado por uma trilha sonora no melhor estilo old school.

Infelizmente o jogo não está mais à venda, mas se você tiver como acessá-lo e gosta do estilo “briga de rua”, precisa experimentar essa belezinha.

Plataformas Disponíveis: Xbox 360 e PlayStation 3.

Menção Honrosa: Comix Zone

Lembra que eu falei que a lista teria um jogo que não foi baseado num gibi? Pois considero impossível fazer uma lista do tema e não citar o Comix Zone. O motivo para pensar assim é o fato de o jogo se passar dentro de uma revista, com cada tela sendo representada por um quadrinho, sendo que até as conversas se dão através dos característicos balões das histórias em quadrinhos.

No game seremos Sketch Turner, um artista que enquanto estava trabalhando na sua nova HQ acaba sendo transportado para a obra. Começará ali uma das aventuras visualmente mais bacanas do Mega Drive e que consegue passar de maneira brilhante a ideia de uma revista interativa. Só tenha paciência, pois o nível de dificuldade do game é bem alto.

Plataformas Disponíveis: Mega Drive, PC, Game Boy Advance, Wii, Android e iOS.

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