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10 jogos de estratégia de guerra para PC

Se você quer títulos que recriem da melhor maneira possível a sensação de estar numa guerra, conheça 10 jogos de estratégia disponíveis para PC.

04/11/2019 às 15:41

Eu costumo dizer que de todos os gêneros, um dos que mais gosto — mas ainda assim menos me arrisco nele — são os jogos de estratégia de guerra. Para mim, títulos assim são tão divertidos que sempre os vi com um certo temor, pois sei que a partir do momento em que começar a jogar um deles, é muito provável que perderei completamente a noção do tempo.

Company of Heroes - Um dos melhores jogos de estratégia de guerra

Mas mesmo sem me dedicar tanto a esses games quanto deveria/gostaria, acredito que exista algo de fascinante em participar de uma guerra virtual e comandar tropas por um campo de batalha, quando precisamos traçar a melhor estratégia possível para aniquilar os inimigos, mas ao mesmo tempo tomar todo o cuidado para protegermos as nossas unidades.

Hoje temos acesso a jogos de estratégia com os mais variados temas, desde fantasia medieval a guerras no espaço e para te ajudar a escolher um deles, decidimos criar uma lista com alguns dos melhores títulos do gênero. Chegar a apenas 10 deles foi bastante complicado e o critério adotado foram os que quase sempre utilizo: não ter mais de um jogo da mesma franquia e escolher apenas aqueles com os quais tive mais contato.

Isso fez com que eu tivesse que deixar de fora alguns jogos muito elogiados, como por exemplo o Into the Breach, Stellaris, Total War: Warhammer 2 ou Wargroove. No entanto, há outros que adoro e que mesmo assim foram tirados no último minuto, como Halo Wars, XCOM, Endless Legend ou Rise of Nations. Mas como eu disse anteriormente, o limite teria que ser de somente 10, então vamos a eles.

Warcraft III: Reign of Chaos

Por mais que entregasse uma boa dose de estratégia em tempo real, o Warcraft 3 brilhou mesmo por trazer alguns elementos de RPG ao gênero e por contar com um enredo muito mais interessante e profundo do que estávamos acostumados a ver em títulos assim.

Além de ter influenciado bastante outros jogos do estilo, foi um mapa criado para ele, o Defense of the Ancients, que serviu como inspiração para o surgimentos dos MOBAs.

Vale citar que mesmo com o game continuando extremamente divertido mesmo depois de 16 anos, em breve veremos o lançamento de uma remasterização, que se chamará Warcraft III: Reforged e que muito provavelmente o transformará novamente numa frebre.

Homeworld Remastered Collection

Muitas vezes o primeiro projeto de um estúdio procura não arriscar muito, mas não foi isso o que aconteceu com a Relic Entertainment. Tendo sido criado em apenas dois anos, Homeworld rapidamente caiu nas graças do público, tendo sido considerado um dos melhores jogos de 1999 e servido como um ótimo indicativo do que o futuro guardava para aquela fantástica desenvolvedora.

Em 2015 a série recebeu uma bela remasterização e no ano seguinte a excelente expansão Deserts of Kharak. O curioso é que mesmo com ela saindo do espaço e colocando as batalhas no solo do planeta que empresta seu nome ao título, esta prequel foi muito bem recebida e até por ter sido desenvolvido por vários membros da equipe original, fazia jus ao legado deixado pelo primeiro jogo.

Age of Empires II: HD Edition

Existem jogos que agradaram muitas pessoas quando foram lançados, existem alguns que se tornaram clássicos e existe o Age of Empires II: The Age of Kings. Se você passou pela década de 90 e tinha acesso a um computador, é praticamente impossível não ter tido algum tipo de contato com este que certamente é um dos melhores jogos de estratégia de guerra já feitos!

Em 2013 a Microsoft lançou uma remasterização para aquele jogo lendário e embora ela tenha sido criticada por praticamente não trazer novidades, o simples fato de nos permitir jogar novamente um dos títulos mais divertidos de todos os tempos já seria suficiente para deixar muita gente feliz.

StarCraft II: Wings of Liberty

12 anos após conquistar uma legião de fãs com o primeiro StarCraft, em 2010 a Blizzard retornou à série com um jogo que nos mostrou que a espera valeu a pena. Com uma campanha fascinante e uma jogabilidade que nos fazia querer jogar mais e mais, o Wings of Liberty foi um sucesso tremendo, tendo vendido mais de três milhões de cópias apenas no primeiro mês.

Com o passar do tempo a popularidade do jogo só foi aumentando, com ele tendo se tornado free-to-play alguns anos depois e tendo recebido duas belas expansões, a Heart of the Swarm e a Legacy of the Void. Também contribuiu para isso a força do StarCraft II nos eSports, com a StarCraft II World Championship Series tendo figurado por um bom tempo como um dos campeonatos mais importantes do planeta.

Company of Heroes

Eu sei que muitos acharão isso um exagero, mas se eu tivesse que escolher o meu jogo de estratégia preferido, ficaria com o Company of Heroes. Recriando a Segunda Guerra Mundial de maneira muito parecida com o que vimos no cinema ao longo dos anos, a tensão que sentimos ao encararmos as fases neste jogo é algo indescritível.

Nunca esquecerei de uma missão onde temos que proteger uma vila de uma invasão inimiga, precisando colocar nossas tropas para bloquear as pontes e evitar que os alemães se aproximem. Quando joguei aquilo pela primeira vez a impressão foi de que permaneci por horas naquele cerco, com o meu cérebro achando que os ataques nunca teriam fim.

Company of Heroes é um jogo que consegue passar uma carga dramática enorme e mesmo que os soldados que controlamos não tenham nomes e possam ser substituídos a quase todo momento, sempre lamentei a morte de cada um daqueles que lutaram sob o meu comando.

Sid Meier’s Civilization IV

Apesar de o Civilization VI poder ser considerado o capítulo mais acessível da série, muitas pessoas defendem o quarto não só como o ápice da série, mas como o melhor jogo de estratégia 4X (eXplore, eXpand, eXploit, and eXterminate) já feito. Os elogios aos Civ4 recaem em vários aspectos, dos gráficos muitos melhores em relação ao antecessor a inteligência artificial, digna de fazer fritar os cérebros até dos mais mais exigentes.

Este é um jogo para quem procura por uma experiência menos frenética, já que as ações acontecem por turnos. Porém, isso não quer dizer que você não passará por momentos bastante tensos e que não precisará tomar muito cuidado, já que o mínimo equívoco poderá representar o fracasso de uma campanha inteira.

Supreme Commander

Servindo como um sucessor espiritual do Total Annihilation, o Supreme Commander tem o mérito de entregar algo que poucos jogos de estratégia de guerra conseguem: nos colocar no meio de uma batalha de proporções colossais, com cada exército podendo ter centenas de unidades que poderão ocupar tanto a terra, quanto o céu e o mar.

O interessante no entanto é que iniciaremos as partidas tendo apenas uma unidade, o “Comandante Supremo” que deverá ser protegido a todo custo e que logo estará cercado por uma quantidade absurda de subordinados. Acredite, o malabarismo que precisamos fazer para controlar tudo é algo impressionante e bastante desafiador.

Na época em que foi lançado o Supreme Commander era considerado um devorador de recursos e um detalhe interessante é que ele já contava com suporte a um segundo monitor, que poderia ser utilizado para termos uma visão mais ampla do campo de batalha e talvez assim alguma vantagem sobre os nossos adversários.

Warhammer 40,000: Dawn of War II

Embora tenha uma jogabilidade um tanto diferente do seu antecessor e por isso seja considerado inferior por algumas pessoas, o Dawn of War II é na minha opinião mais uma pérola da Relic Entertainment. Nele não tínhamos a construção de bases e precisar proteger as unidades atrás de objetos era algo essencial para evitar maiores danos, tornando-o bem diferente do que tínhamos na época.

Contando também com alguns elementos de RPGs, uma característica bacana deste jogo é a possibilidade de jogarmos a sua campanha com a ajuda de um amigo, algo pouco comum quando se trata de jogos de estratégia de guerra. Para mim, só a ideia de ter que coordenar as ações com outra pessoa já deveria fazer com que o game chamasse a atenção de muita gente.

Command & Conquer: Red Alert 2

Apontar apenas um capítulo de uma série com tantos é algo muito difícil, mas quando se trata de Command & Conquer, muitos fãs defendem que o Red Alert 2 foi o ponto mais alto da franquia. De suas canastronas cenas não-interativas que mais parecem ter saído de uma novela da Record aos gráficos cheios de detalhes, aquele jogo foi adorado por muitas pessoas.

Tudo bem, ele não era muito inovador, mas sua jogabilidade era bastante sólida e principalmente, muito divertida. Mas quer saber a verdade? Onde mais poderíamos ver uma batalha contando com soldados psíquicos, cachorros ou até mesmo um grupo de golfinhos enfrentando lulas-comunistas-gigantes?

Total War: Shogun 2

Assim como o Supreme Commander, a série Total War sempre chamou a atenção por contar com batalhas imensas, mas se naquele jogo tínhamos combates futuristas, aqui o foco muitas vezes esteve no passado. No caso do Shogun 2, como o próprio nome sugere a tentativa foi de recriar os conflitos no Japão do século XVI.

No jogo teremos que escolher um dos oito clãs disponíveis para tentarmos controlar os territórios, sendo que cada um deles contará com características específicas, como unidades especiais, local de início e diferenças políticas. O jogo pode ter perdido um pouco da grandiosidade vista em antecessores como o Empire: Total War, mas costuma ser elogiado justamente por ser mais acessível a novos jogadores e por oferecer a velha e boa experiência de estratégia característica da série.

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