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Os 10 jogos de PS2 que marcaram história

Sendo um dos melhores consoles de todos os tempos, o PS2 recebeu uma infinidade de ótimos jogos e aqui listamos 10 dos que mais marcaram

22/11/2019 às 9:46

A indústria de games está repleta de consoles que se tornaram verdadeiras lendas, videogames que por um bom tempo foram o sonho de consumo de muita gente e que eventualmente chegaram a muitas casas. Entre eles está o PlayStation 2, maior sucesso comercial da Sony e que conta com uma das melhores bibliotecas da história. Por isso, o que acha de relembrarmos alguns dos principais jogos de PS2?

God of War - Um dos melhroes jogos de PS2

Mas antes de partirmos para a lista, vale a pena recapitularmos uma pouco da história daquele fantástico aparelho, cujo desenvolvimento teve início logo após o lançamento do seu antecessor, lá em 1994. Anunciado oficialmente cinco anos depois, inicialmente ele chegou às lojas no ano 2000 como um concorrente do Dreamcast, mas o tempo mostraria que os seus principais adversários seriam mesmo o GameCube e o Xbox.

Equipado com um processador de 300 MHz conhecido como Emotion Engine, 32 MB RAM e 4 MB RAM para o vídeo, o videogame deu um salto absurdo em relação ao primeiro PlayStation e na época do seu lançamento era impressionante vermos como os seus jogos pareciam muito mais bonito do que aquilo que tínhamos na geração anterior.

Porém, não foi apenas com os jogos que a Sony conseguiu fazer com que o PS2 se destacasse. Custando no exterior o mesmo ou até menos que um aparelho de DVD, a fabricante conseguiu fazer ele se tornasse uma ótima forma de entrada para o consumo de filmes com aquela mídia. Este foi um diferencial importante em relação aos seus concorrentes, além do fato dele ter chegado antes ao mercado.

Contudo, não há como negar que a principal qualidade daquele console estava nos jogos, sendo que alguns deles eram tão bons, que continuam influenciando o que consumimos até hoje.

Para elaborar essa lista eu fiquei apenas com aqueles jogos de PS2 que considero os mais importantes e embora evidentemente exista muito de gosto pessoal aqui, tentarei justificar o motivo para os escolhidos.

Grand Theft Auto III

Mesmo não considerando este como o melhor jogo da franquia para o PlayStation 2, título que daria para o San Andreas, é impossível não reconhecer a importância do GTA3. Sendo o jogo que fez com que a série saltasse das duas para as três dimensões, quando ele chegou ao console não existia nada parecido no mercado.

A liberdade que aquele jogo dava para explorarmos uma enorme cidade era algo sensacional, com o seu enredo e jogabilidade tendo chacoalhada a indústria e feito com que a discussão em torno da violência nos games voltasse a ser amplamente debatida.

Por isso não é exagero dizer que este não foi apenas um dos principais jogos do PS2, mas da indústria no geral e algo que só quem viveu o seu lançamento consegue ter noção do impacto que causou.

ICO

Como no seu lançamento eu não tinha um PlayStation 2 e estava um pouco afastado das notícias sobre games, meu primeiro contato com o ICO foi totalmente por acaso. Ao entrar numa locadora vi a caixa do jogo na prateleira e sua arte chamou minha atenção. Pedi então pro atendente me mostrar um pouco daquele misterioso game e foi amor a primeira vista (pelo game).

Tratei de alugar aquele jogo e corri para a casa da minha irmã, onde passei um final de semana inteiro sentado diante da TV até conseguir terminar aquela obra de arte.

Hoje coloco a criação de Fumito Ueda entre os três melhores jogos que tive a oportunidade de experimentar e para não dizer que ele está aqui apenas pelo gosto pessoal, basta ver a quantidade de títulos cujas jogabilidade e ambientações foram influenciados por ele desde então.

Need for Speed: Underground

Sendo o primeiro capítulo da série a contar com um enredo, o NfS: Underground usava a cultura de corridas de rua para tentar conquistar um novo público e o seu principal diferencial estava na possibilidade de personalizarmos os carros como quiséssemos.

De neons na parte inferior até aerofólios e pinturas extravagantes, era comum passarmos horas e mais horas apenas tentando deixar os carros com a aparência desejada, mas quando os colocávamos para correr, a jogabilidade estilo arcade funcionava muito bem e principalmente, era bastante divertida.

Em muito aspectos aquele jogo fui superado pelo Need for Speed: Underground 2, mas por ter dado a largada às corridas no estilo Velozes e Furiosos, fico com o primeiro.

Okami

Mais uma obra de arte lançada para o PS2, algumas pessoas gostam de classificar o Okami como o melhor The Legend of Zelda que não foi criado pela Nintendo, mas acredito que isso é menosprezar toda a qualidade presente naquele jogo.

Com uma das direções artísticas mais sensacionais de todos os tempos, um enredo fascinante que misturava mitologia e folclore japonês, além de uma jogabilidade que inovava ao nos permitir usar um pincel mágico em algumas partes, as horas que passei naquele mundo estão certamente entre as mais prazerosas que já dediquei a um videogame.

Burnout 3: Takedown

Visando oferecer corridas repletas de adrenalina e contando com gráficos muitos bonitos, o Burnout 3 é para muitos o ápice da franquia. Boa parte dessa preferência se deve a inclusão dos takedowns, eventos disparados sempre que destruímos um carro adversário.

Mas independentemente de qual seja o seu capítulo favorito, o fato é que poucos jogos de PS2 eram tão viciantes quanto aquela criação da Criterion e mesmo quem não tinha muito familiaridade com o gênero conseguia se divertir causando as maiores destruições.

Kingdom Hearts

Vou confessar algo aqui que provavelmente fará com que eu seja criticado, mas a verdade é que nunca gostei de Kigdom Hearts. Um dia ainda pretendo dar uma nova chance à série, mas o fato é que na primeira vez que fiz isso, ela não conseguiu me agradar.

Mesmo assim, como não reconhecer a importância de um jogo que uniu os personagens e universos da Disney e da Square Enix? Voltado mais para o lado da ação/aventura, aquele jogo ainda mostrou que a desenvolvedora japonesa poderia obter sucesso ao sair da fórmula dos JRPGs e por isso não chega a ser surpresa o primeiro título ter ficado entre os 10 jogos de PS2 mais vendidos de todos os tempos.

Devil May Cry

Mostrando que havia vida na Capcom além de Street Fighter e Resident Evil, a chegada do título criado por Hideki Kamiya podia ser descrito como uma espécie de beat 'em up em três dimensões, mas principalmente, um dos bons. Com uma jogabilidade profunda e gráficos belíssimos, Devil May Cry deu uma bela oxigenada numa indústria que sempre é criticada pela falta de inovação e logo se tornou um clássico.

Vagamente inspirado no poema a Divina Comédia, o jogo ainda contava com um protagonista cheio de carisma, um bom nível de dificuldade e o sucesso alcançado por ele fez com que a franquia desse origem a diversos produtos para outras mídias, de revista em quadrinho a animações, passando por action figures e livros.

Ratchet & Clank

Peque dois personagens fofinhos, coloque-os num universo colorido e cheio de humor. Esta seria a receita ideal para um jogo voltado para o público mais novo, certo? Pois a Insomniac Games resolveu aproveitar esses elementos e criar algo voltado para os mais velhos e acredite, o resultado foi nada menos do que espetacular!

Um dos segredos para atingir esse objetivo foi incluir no jogo diversas armas malucas e extremamente divertidas. Jogar Ratchet & Clank era — além de usar nossas habilidades para derrotar os inimigos — tentar avançar mais um pouco só para desbloquear uma nova arma.

Foi com este jogo que a Insomniac Games começou a ganhar o status de uma das desenvolvedoras mais criativas da indústria, muito justamente por causa dos equipamentos diferentões que eles conseguem criar.

Guitar Hero

Os mais puristas odeiam admitir isso, mas a verdade é que o primeiro Guitar Hero foi o responsável por fazer com que muitas pessoas passassem a se interessar por música. Ao nos permitir ter uma noção de como seria estar numa banda de rock tocando guitarra, aquele título fez com que muitos conhecessem novas bandas e até se “convertessem” ao rock.

Curiosamente o primeiro jogo nos permitia jogar usando apenas um controle normal, o que se por um lado prejudicava bastante a imersão, por outro tornou-o muito mais acessível, principalmente por aqui. Depois de alguns anos sendo uma verdadeira febre, hoje jogos assim não possuem uma fração do apelo que tinham naquela época, mas foi muito bom enquanto durou.

God of War

Encarar o God of War pela primeira vez é uma daquelas experiências capazes de marcar a vida de quem gosta de videogames, especialmente se isso aconteceu na época em que ele foi lançado. Nos colocando em um navio no meio de uma forte tempestade, o jogo consegue nos prender no primeiro momento, mas é inegável que a coisa fica realmente interessante ao chegarmos no primeiro chefe, uma enorme hidra.

Visualmente incrível e com uma jogabilidade excelente, ele ainda foi responsável por fazer com que muitas pessoas passassem a se interessar pela mitologia grega, numa clara demonstração de como os games podem servir como uma excelente forma de disseminação cultural.

Por tudo isso, não considero o primeiro God of War apenas como um dos mais importantes jogos de PS2, mas como de toda a sexta geração.

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