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Jogadores estão gastando menos no Fortnite

Empresa afirma que o faturamento do Fortnite vem diminuindo desde o início de 2019 e que as microtransações no geral estão perdendo força

12/11/2019 às 8:00

Sendo um dos maiores fenômenos dos últimos anos, Fortnite foi uma bela aposta da Epic Games, um jogo que só no ano passado teria levado US$ 2,4 bilhões aos cofres da empresa. Mas sabe aquele papo de que o difícil não é chegar ao topo, mas manter-se por lá? Pois há indícios de que o battle royale estaria vendo seu faturamento diminuir.

Fortnite

O alerta, se é que podemos chamar assim, foi disparado pela SuperData, empresa que divulgou um relatório recentemente onde diz que os jogadores não estão mais gastando no Fortnite como faziam antigamente. Segundo o documento, as compras feitas dentro o game estão “caindo desde o início de 2019, com a receita combinada do PC, consoles e mobile falhando em quebrar [a marca de] US$ 100 milhões em setembro de 2019.

O que torna o relatório ainda mais interessante é o fato dele afirmar que mesmo com essa diminuição, a criação da Epic tem se saído melhor que outros jogos que se valem das microtransações, como o FIFA 20, Madden NFL 20, Apex Legends ou Destiny 2. Nestes, apenas 2% dos jogadores teriam gasto com a compra de itens in-game, enquanto que no Fortnite seriam 8%. O número só não é superior ao registrado pelo Call of Duty: Black Ops 4, já que por lá a mesma quantidade de pessoas gastaram com microtransações.

Realizada com 3.000 norte-americanos com idade acima de 13 anos, a pesquisa ainda descobriu que considerando apenas o mês passado, 51% das pessoas não gastaram dinheiro com itens vendidos dentro dos jogos. Além disso, ela revelou que os gastos deste tipo feitos em consoles tem caído desde o início do ano, enquanto que no PC eles se mantiveram estáticos.

Diante deste cenário, a SuperData chegou à conclusão de que as empresas precisam mudar a maneira como vem tentando lucrar com o modelo free-to-play, tendo inclusive sugerido que o modelo está no seu limite.

Os gastos in-game como conhecemos chegaram a um ponto de saturação. Entre loot boxes, passes de temporada, booster packs únicos e compras de [itens] cosméticos individuais, não faltam táticas de monetização nos jogos. Essas estratégias, contudo, não estão atraindo todos a comprarem conteúdo adicional. Os desenvolvedores precisam procurar e identificar a melhor abordagem para converter os jogadores em gastadores ou ganhar novamente a confiança dos jogadores que foi perdida devido a má implementação de modelos de microtransações.

Será mesmo que a bolha das microtransações estourou? Na minha opinião ainda é um pouco cedo para fazer tal afirmação, mesmo porque os números obtidos pela SuperData levam em consideração apenas um mercado. Ainda assim, é evidente a insatisfação de boa parte do público com a maneira como algumas empresas tem tentando aumentar seus faturamentos, principalmente quando se trata de títulos pelos quais pagamos o preço de um lançamento.

O lado positivo disso tudo é que mesmo que não seja na velocidade que gostaríamos, alguma editoras tem implementado mudanças nos jogos que lançaram e se as vendas in-game realmente registrarem uma queda significativa em 2019, acredito que a situação tende a melhorar consideravelmente para os consumidores nos próximos anos.

Fonte: VG247.

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