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Os 10 mais inexplicáveis pilotos de séries que (felizmente) nunca foram ao ar

Séries que (felizmente) nunca foram ao ar: os 10 remakes e reboots mais inexplicáveis e hilários da TV

30/06/2026 às 19:05

Existe uma reclamação Corrente de que não há mais series ou filmes originais, tudo é remake, tudo é um remix, reboot ou cópia de material antigo. Hollywood tem aversão a risco, então nada de novo é criado.

Uma fotografia colorida e de estilo encenado apresenta um grande grupo de atores vestidos como personagens icônicos dos quadrinhos e da televisão, reunidos em uma pose de elenco para uma foto de grupo. A cena principal exibe aproximadamente treze pessoas dispostas em duas fileiras, com alguns personagens posicionados em um nível mais elevado ao fundo, sugerindo um cenário ou decorado com um arco escuro e uma textura pontilhada que lembra o espaço sideral ou um portal futurista.Os elementos principais são os atores em seus trajes de personagens, que ocupam a maior parte do quadro. Na primeira linha, da esquerda para a direita, observa-se um homem de barba branca e capuz roxo com uma coroa dourada, um homem de terno azul-escuro, um homem de óculos e camisa branca, um homem em um macacão verde com interrogações pretas, um jovem em traje de Batman (máscara preta e capa azul), um jovem em traje de Robin (camisa vermelha, calções pretos e capa amarela), um homem com capa vermelha e símbolo preto no peito, uma mulher com máscara branca e cabelo escuro, e uma mulher loira com máscara preta e top preto. Na segunda linha, atrás deles, estão um homem de óculos escuros, uma mulher de cabelo castanho, um homem musculoso com asas pretas e traje amarelo e vermelho, e um homem de cabelo escuro com braços erguidos vestindo uma roupa vermelha com um símbolo dourado. Detalhes visuais relevantes incluem a iluminação de estúdio que destaca as cores vibrantes dos trajes, como o vermelho do traje do Flash, o azul do Batman e o verde do Riddler. As texturas variam entre tecidos lisos e encapotados, como a capa de feltro do Batman e a textura de malha do traje do Riddler. As expressões faciais são variadas, desde sorrisos até poses mais sérias ou dramáticas, como a do homem com capa vermelha que segura um objeto branco na mão. A composição é simétrica e equilibrada, com os personagens dispostos para criar um impacto visual forte e reconhecível. O texto presente na imagem é limitado aos símbolos e logotipos nos trajes dos personagens. O traje do Batman exibe um símbolo de morcego estilizado no peito em amarelo e preto. O traje do Robin apresenta uma letra "R" estilizada no peito, em amarelo. O traje do Flash possui um símbolo de raio dourado no peito. A capa vermelha do homem da frente exibe um símbolo preto que parece ser a letra "S" estilizada. O estilo visual é uma fotografia realista de um evento de encenação, possivelmente um lançamento de filme ou uma convenção de quadrinhos, capturada em formato panorâmico. A atmosfera é de celebração e nostalgia, evocada pela presença de ícones clássicos da cultura pop.

Eu não tenho palavras (Crédito: Hanna-Barbera Productions/DC Comics/Warner Bros.)

Isso não necessariamente é verdade, mas também não é mentira. Muitos filmes e séries que consideramos clássicos, são na verdade remakes. Scarface, A Mosca, King Kong, Por Um Punhado de Dólares, Ocean’s Eleven, as versões mais conhecidas são todas remakes.

Se formos exigir pureza e desconsiderar adaptações, sobre muito pouca coisa original, e nem Casablanca, o melhor filme de todos os tempos, escapa. É adaptação de uma peça e teatro.

Ser remake/reboot não é problema. Battlestar Galactica é uma série aclamada, e um remake da série original de 1978, muito mais “camp”, com zero das implicâncias sociopolíticas e filosóficas da versão atual. House of Cards é brilhante (até os produtores surtarem e destruírem Frank Underwood), mas é remake da House of Cards britânica de 1990, que por sua vez foi baseada no livro do mesmo nome de Michabel Dobbs.

Dito isso, nosso foco são remakes/reboots que não deram certo. Na verdade deram MUITO errado, a ponto de não irem ao ar ou no máximo passarem em branco total radiante. Vamos a eles:

1 – Mulher-Maravilha (2011)

Esta é uma imagem composta por dois painéis lado a lado, mostrando duas mulheres vestidas como a heroína Wonder Woman. O painel à esquerda exibe uma mulher de pele clara com cabelos longos e escuros, caminando em direção à câmera em uma rua urbana noturna, com luzes de fundo desfocadas e outras pessoas ao fundo, sugerindo um ambiente de evento público ou desfile. Ela veste o traje clássico da personagem: um corpete vermelho brilhante com detalhes dourados e um emblema de águia no centro, calças justas azuis com estrelas douradas na lateral, botas vermelhas e luvas douradas nos pulsos, além de uma faixa dourada pendurada na cintura. Seu olhar é direto e confiante. O painel à direita apresenta uma mulher de pele mais escura, com cabelos longos e ondulados, posando em um fundo preto puro, destacando sua figura muscular e definidas. Ela usa uma versão alternativa do traje: um corpete vermelho-textura com bordas prateadas, saia curta azul com estrelas brancas e faixas pretas nos braços. Sua postura é dinâmica, com as mãos na cintura e o olhar voltado para o lado, transmitindo força e presença. A iluminação é dramática e direcionada, criando sombras marcadas que realçam os contornos do corpo e os detalhes do traje. Entre os dois painéis, não há texto visível, mas a composição sugere uma comparação estilística entre duas interpretações diferentes do mesmo personagem. O estilo geral é fotográfico realista, com foco na apresentação visual das trajes e nas expressões corporais, ideal para um blog que discute personagens, cosplay ou evolução de designs de filmes.

Uma é de verdade, a outra é xxx (Crédito: Warner Bros. Television/DC Entertainment/Axel Braun Productions)

David E. Kelley é o showrunner. Ele é conhecido por ter criado e produzido séries como Ally McBeal, Chicago Hope, Boston Legal, Big Little Lies e muitas outras. Ele resolve modernizar a história da princesa amazona, e para isso conta com um elenco com nomes como Pedro Pascal e Elizabeth Hurley. No papel de Diana, Adrianne Palicki.

Diana... Diana Themyscira. Sim, na série ela é Diana Themyscira, CEO das Indústrias Themyscira, uma empresa que gerencia os direitos de imagem da Mulher-Maravilha, uma vigilante popular nas ruas de Los Angeles. Princesa Amazona? Grécia? Não, nada disso é mencionado. Jato invisível? É esse que você pode ver aqui...

A produção é pobre nível Anos 1970, e o figurino da Mulher-Maravilha na série... bem, a imagem de abertura deste tópico traz a Adrianne Palicki com o novo uniforme, ao lado a atriz Kimberly Kane, que fez a Mulher-Maravilha na paródia pornô do Alex Braun em 2015. 10 vezes melhor.

Nota: mais adiante no episódio-piloto Diana aparece com o uniforme clássico, mas fora eu umas cinco pessoas no máximo chegarem até essa parte.

Mulher-Maravilha foi rejeitada pelos executivos, destroçada pelos críticos que assistiram aquela pilha de nonsense, e o piloto abandonado dos arquivos, até que vazou para o YouTube por um tempo. Hoje pode ser encontrado na Locadora do Paulo Coelho, mas não faça isso.

2 – O Super-Herói Americano

Se você tem a mais remota ideia da série de que estou falando, já está ouvindo a musiquinha.

O Super-Herói Americano (The Greatest American Hero, no original) era uma série baratinha produzida por Stephen J. Cannell, e uma delícia. Contava a história de um professor de ensino médio que encontrou no deserto uma nave alienígena. Os ETs deram a ele um traje com superpoderes, para que se tornasse um defensor da verdade, da justiça e etc.

Só que o abestado do Ralph Hinkley conseguiu perder o manual do traje, então ele não tinha ideia da maior parte dos poderes do equipamento (o que era ótimo para os roteiristas inventarem novos recursos) e mal conseguia voar.

Era uma série divertida, inocente e que em 1986 gerou um spin-off, A Super-Heroína Americana, mas não deu liga. Reeditaram o piloto não-aprovado como um episódio normal da série. Hoje as séries fazem diferente, fazem episódios que são pilotos disfarçados. Supernatural teve uns 15.

Só que esse não foi o piloto desastroso. Este só veio em 2015, quando a cultura woke estava no auge. Produziram um reboot da série com Hannah Simone, de New Girl. O texto era pretensioso, maniqueísta, carregado de clichês, sem a leveza e o humor do original. Tão rápido quanto foi encomendado, o piloto foi cancelado, e a declaração da atriz no Twitter demonstrou que o cancelamento foi uma boa escolha:

“Acabamos de descobrir que a televisão aberta não está pronta para a primeira super-heroína indiana na TV. Isso teria sido um marco histórico e extremamente empoderador para meninas do mundo inteiro.”

3 – As Meninas Super-Poderosas

Inegável que é um desenho divertido com personagens adoráveis, mas o estilo, o nonsense e os personagens não se encaixam em nada mais sério, certo? Certo, mas Hollywood quis assim mesmo e, seguindo a linha de heróis sombrios e amargurados da DC, resolveram transformar Lindinha, Florzinha e Docinho em três jovens ex-heroínas amarguradas, lidando com trauma, angústia, problemas, alcoolismo e outras coisas pesadas.

Uma cena de bastidores em um set de filmagem ao ar livre, sob luz solar intensa, mostrando quatro mulheres em pé sobre um gramado verde. No centro da composição, uma mulher de pele morena com cabelo preto e encaracolado veste um vestido curto sem mangas na cor verde-água, combinado com uma faixa preta na cintura e meias brancas até o joelho com duas listras pretas. Ela está virada de perfil, mas com o rosto voltado para a câmera, exibindo um sorriso largo que revela os dentes e a língua. À sua esquerda, uma mulher loira com o cabelo preso em um rabo de cavalo alto veste um vestido azul-turquesa idêntico em corte, com faixa preta e meias brancas, mantendo os braços cruzados e o olhar dirigido para a primeira mulher. À direita da mulher central, uma mulher morena com cabelo castanho longo e ondulado segura uma corda fina ou cabo preto com ambas as mãos, vestindo um vestido rosa claro, também com faixa preta e meias brancas. Seu cabelo possui uma presilha vermelha na lateral direita. Entre a mulher central e a da direita, parcialmente atrás delas, uma mulher com cabelo rosa vibrante e um lenço vermelho no rosto está vestida com uma blusa cinza-escura, calça preta e um cinto preto largo com múltiplos bolsos e equipamentos presos, sugerindo que ela é parte da equipe técnica ou de produção. Ao fundo, observa-se uma parede branca de textura irregular e um painel preto estendido, além de vegetação desfocada e estruturas que indicam o ambiente de um set de trabalho. A iluminação é natural e forte, criando sombras definidas e realçando as cores vibrantes dos vestidos. O estilo visual é fotográfico e realista, capturando um momento espontâneo durante a produção.

Sim, é real (Crédito: Warner Bros. Television)

Falando assim parece uma paródia, mas até as paródias pornô têm produção com melhor qualidade do que esse figurino comprado nas Casas Turuna.

E sim, há um trailer. De verdade.

Dizem que o piloto foi finalizado, mas o machado desceu sem dó e o cancelamento foi imediato. As meninas merecem destino melhor do que uma versão dark e soturna.

4 – Garota-Esquilo

Ela é uma piada que fugiu de controle. Aparecendo pela primeira vez em Marvel Super-Heroes Winter Special de 1991, a personagem criada por Will Murray e Steve Ditko deu as caras em uma história curta onde auxilia o Homem de Ferro e derrota nada menos que o Doutor Destino.

Esta é uma página de quadrinhos colorida, no estilo clássico da Marvel, dividida em painéis que narram uma cena cômica e caótica envolvendo o personagem Iron Man e uma horda de esquilos.No painel superior esquerdo, Iron Man, com seu traje vermelho e dourado característico, está ao lado de uma mulher de cabelos castanhos e jaqueta marrom. Ele segura um fio verde desconectado perto da cabeça, com uma expressão de surpresa. O fundo é branco, típico dos quadrinhos. No painel superior central, Iron Man segura a mesma mulher, que agora aponta para ele com cara de reprovação. Ele usa uma expressão de defesa, enquanto ela parece estar reclamando. No painel superior direito, a mulher está sozinha, com os braços erguidos e sorrindo, exibindo uma postura confiante. Ao fundo, vê-se parte do traje dourado de Iron Man. No grande painel inferior, que ocupa a maior parte da página, a cena se torna dinâmica e caótica. Iron Man está deitado no chão, coberto por dezenas de esquilos de várias cores — castanhos, cinzas e até um vermelho vivo. Os esquilos estão em diferentes posições: alguns roendo o capacete dele, outros pulando sobre seu corpo ou agarrados ao traje. O traje dele parece estar parcialmente aberto, revelando uma capa verde por baixo. O fundo do painel inferior mostra um ambiente interno, possivelmente um laboratório ou escritório, com equipamentos eletrônicos e cabos espalhados. Há efeitos sonoros em balões amarelos e vermelhos espalhados pela cena — como “CUK”, “CHRT” — indicando o barulho dos esquilos roendo. Os balões de fala contêm diálogos em inglês: - No painel superior esquerdo: “NO WONDER THE POWER DIED! THIS WIRING HAS BEEN STRIPPED. YOU KNOW HOW SQUIRRELS SOMETIMES GET INTO YOUR ATTIC AND CHEW THROUGH THE WIRING? TA-DAH!” - No painel superior central: “I TAKE BACK EVERY BAD THING I EVER SAID ABOUT SQUIRRELS. HEY! WHAT DID YOU SAY ABOUT SQUIRRELS THAT WAS BAD?” - No painel superior direito: “NEVER MIND WE’D BETTER SEE ABOUT DOOM. OH, DON’T WORRY ABOUT MR. GRIM MASK. MY CRITTERS ARE TEACHING HIM A BIG LESSON.” - No grande painel inferior: “CONFOUND THESE WRETCHED RODENTS!” e “FOR EVERY ONE I FLING AWAY, A DOZEN MORE VEX ME!” O estilo visual é o clássico dos quadrinhos dos anos 90/2000, com cores vibrantes, traços definidos e uso intenso de balões de fala e onomatopéias para transmitir ação e som. A atmosfera é humorística e exagerada, típica de momentos de alívio cômico em histórias de super-heróis.

Dica: não leve a sério (Crédito: Marvel Comics/Disney)

Doreen Greene é uma jovem de 15 anos que nasceu com uma mutação (apesar de não ser uma mutante) que lhe concedeu uma cauda peluda e poderes de esquilo. Ela tem superforça, agilidade sobre-humana, visão noturna e consegue se comunicar — obviamente — com esquilos.

É uma jovem bem feliz, otimista, e isso serve de arma para desequilibrar vilões e motivar aliados.

A ideia de algo ridículo como um cardume de esquilos derrotar Victor Von Doom funcionou, e os leitores gostaram. Logo Doreen começou a enfrentar — e vencer — vilões muito além da sua divisão, como Ultron, Duende Verde, Caveira Vermelha, Thanos e até Galactus.

Ela funciona por ser um lembrete para não levar quadrinhos a sério demais, e que a função das histórias é, antes de tudo, divertir.

O problema: é muito difícil escrever algo realmente divertido. Muitos autores, levados por seu ego acham que é seu dever guiar os leitores, e colocar em suas histórias lições de moral, o que não encaixa em todo tipo de história. Você não vê a Tila Tequila e o James Deen parando sua interpretação para alertar sobre as cruéis condições dos agricultores de cacau na Costa do Marfim.

A Garota-Esquilo sofre muito com isso, e em meio a excelentes arcos, temos bobagens como a personagem dando lição de moral em GALACTUS, porque ele errou os pronomes de alguém.

Esta é uma página de quadrinhos dividida em três painéis que retrata uma interação cômica entre o vilão do Universo Marvel, Galactus, e o personagem Groot. O estilo visual é característico da arte de quadrinhos moderna, com cores vibrantes, linhas definidas e balões de diálogo em nuvens brancas com bordas pontilhadas azuis.No painel superior, Galactus, um ser colossal com armadura roxa e azul e um capacete que cobre a cabeça, domina a cena, com uma expressão facial irritada e a boca aberta como se estivesse falando. Ao seu lado, em uma posição menor, Groot, que tem uma casca verde clara e uma cabeça redonda com olhos grandes, observa Galactus. O fundo é um azul escuro com manchas pretas e brancas, sugerindo um ambiente espacial ou cósmico. Nos dois painéis inferiores, a ação se concentra na conversa entre os dois. Groot está agitado, com os braços levantados e a boca aberta, enquanto Galactus mantém uma postura imponente. A iluminação é plana e típica de quadrinhos, destacando as cores sólidas dos personagens sem sombras complexas. O texto nos balões de diálogo revela que a discussão gira em torno do uso correto de pronomes de terceira pessoa singular neutro em inglês. Galactus explica, com uma voz autoritária, que quem detém o Poder Cósmico pode atirar lasers pelos olhos, teletransportar e criar ou destruir vida em todo o espaço e tempo, indicando que falar sobre esquilos não é realmente um grande negócio. Groot, por sua vez, argumenta que a linguagem de Galactus carece de um pronome neutro universalmente aceito e menciona que ele veio para "chutar bundas e se alimentar de energia de vida", afirmando que pode fazer ambas as coisas quando quiser, porque é Galactus. Em resumo, a imagem captura um momento de troca verbal onde Groot usa sua energia para questionar a linguagem de Galactus, que responde com uma mistura de ameaça cósmica e arrogância. A composição visual reforça a diferença de poder entre os dois personagens, com Galactus sempre maior e mais dominante na cena.

*eyeroll* (Crédito: Marvel Comics/Disney)

Em 2016 a Marvel anunciou, junto com a ABC, que produziria uma série de comédia de meia-hora com a Garota-Esquilo. No papel da protagonista, a tchutchuca Milana Vayntrub, que mesmo tendo 29 anos na época, mantinha a jovialidade da personagem, além de outros atributos invejáveis.

O episódio-piloto foi produzido e a série imediatamente cancelada, aparentemente nada funcionava, o tom não se encaixava com nada. O roteiro era paternalista, didático e maniqueísta.

Uma mulher de pele clara e cabelos castanhos curtos está posicionada em pé, no centro da composição, com as mãos sobre as quadris e o tronco levemente inclinado para trás. Ela usa um top curto de mangas curtas com estampa de listras horizontais em tons de bege e branco, calça shorts curtos na cor bege e botinas marrons que terminam logo acima dos tornozelos, onde se veem meias amarelas. Na cabeça, ela usa uma peruca ou adereço com duas orelhas de animal felpudas, na cor cinza, que lembram as orelhas de um coelho.Ela está sorrindo levemente, com a cabeça levemente inclinada para a direita. Ao fundo, há um cenário composto por cortinas cinza-azulado que cobrem parte do espaço, e atrás da mulher, uma estrutura com textura felpuda e cor bege, que parece ser parte do adereço de orelhas de coelho. O chão é de concreto aparente, com manchas escuras e marcas irregulares, sugerindo um ambiente de bastidores ou estúdio simples. Não há texto visível na imagem. O estilo visual é de uma fotografia realista, com iluminação difusa e natural, típica de um ambiente de produção ou ensaio. A composição é frontal e equilibrada, com a figura centralizada e o fundo neutro, destacando a personagem e seu adereço.

Milena foi uma excelente escolha para o papel (Crédito: ABC Studios/Marvel Television/Disney)

Kevin Biegel, showrunner da série, anos depois revelou que Garota-Esquilo foi cancelada por ser “gay demais”, “orgulhosamente assumidamente gay”, e um executivo homofóbico teria descido o machado.

Eu até acreditaria, mas em 2016 ser orgulhosamente gay era exigência primária para algo ir ao ar, e a Marvel nunca usaria isso como motivo de cancelamento. Gay ou não, Garota-Esquilo era ruim demais, até porque o Deadpool, que é 10 vezes mais gay, fez o maior sucesso no mesmo ano.

5 – Hellfire

O Clube do Inferno foi criado em 1980 por Chris Claremont e Jonh Byrne, enriquecendo muito o universo dos X-Men. Inimigos formidáveis, agindo tanto no campo da violência quanto no da política e do estratagema. Jean Grey foi seduzida e induzida a se unir ao grupo, em um dos melhores arcos dos Mutantes de Xavier.

Esta é uma ilustração em estilo de quadrinhos, com uma composição dinâmica e intensa, retratando um grupo de personagens da Marvel em um cenário que sugere uma batalha ou confronto épico. A cena principal é dominada por uma linha frontal de heróis e vilões.No centro da composição, um homem musculoso e sem camisa, com pele bronzeada e expressão facial tensa, abraça uma mulher de cabelos loiros que veste um traje branco justo com uma capa branca sobre os ombros. Ao lado deles, à direita, encontra-se um homem com cabelos ondulados e uma capa vermelha. Mais ao fundo e à esquerda, outros personagens são visíveis, incluindo uma mulher de cabelos vermelhos com um traje azul e um homem mais velho com barba e roupas escuras. Dominando o lado esquerdo da imagem é uma figura imponente e alta, vestindo uma armadura roxa e um capacete vermelho com detalhes metálicos e olhos brilhantes; ela está em uma pose de ataque ou voo. Acima dos personagens centrais, no céu, outras figuras em armaduras roxas parecem estar em voo, com seus peitorais azuis brilhando, contra um céu alaranjado e vermelho que simula um pôr do sol dramático ou uma explosão de energia. Na parte inferior da imagem, há uma faixa azul com o texto em branco: "X-MEN: LEGACY #210" e, logo abaixo, "IN STORES APRIL 30, 2008". No canto inferior direito, estão os logotipos "MARVEL" e "AUTHENTIC WAR", além do copyright "TM & © 2008 MARVEL". A arte utiliza cores vibrantes, sombras fortes e linhas de ação para transmitir movimento e tensão, típico da arte de capa de quadrinhos.

O código de vestimenta do Clube do Inferno era bem restrito. Ah, os Anos 80... (Crédito: Marvel Comics/Disney)

Transformar isso em uma série de TV sem um orçamento gigantesco ficaria complicado, com todo o pano de fundo de super-heróis, que custam caro. Mesmo assim em 2016 surgiu a notícia de que um piloto estaria sendo produzido. A premissa oficial:

“O projeto será ambientado no final dos anos 1960 e acompanhará uma jovem agente especial que descobre que uma mulher ávida por poder, com habilidades extraordinárias, está trabalhando junto a uma sociedade clandestina de milionários — conhecida como “Clube do Inferno” (Hellfire Club) — para dominar o mundo. No universo Marvel, o Hellfire Club frequentemente entra em confronto direto com os X-Men.”

Não são mutantes. Não é nem a Emma Frost. A protagonista é uma agente adjacente e sim, já estou ouvindo você resmungar que vamos esperar 15 episódios até alguém mover uma colher com telecinese.

No final a série acabou antes de começar, o piloto nem foi finalizado. A explicação oficial era que Hellfire tinha “muitos personagens, e nenhum deles muito profundo”, o que faz sentido e nos leva ao inacreditável último exemplo de hoje:

6 – Liga da Justiça

Era 1997, e quando não estávamos caçando mamutes e descobrindo o fogo, assistíamos séries toscas de TV. Um dia executivos decidiram criar a série mais tosca de todas.

A Warner anunciou que produziria uma série da Liga da Justiça da América, que seria veiculada pela CBS. Os personagens seriam Ajax, o Caçador de Marte, Guy Gardner, o Lanterna Verde, Barry Allen, o Flash, Al Pratt, o Átomo original, Tora Olafsdotter, a Gelo, e Beatriz da Costa, a Fogo, uma das raras heroínas brasileiras dos quadrinhos.

A série seguiria o estilo do excelente arco de Keith Giffen na Liga da Justiça Internacional, que gera boas risadas até hoje, mas os roteiristas pelo visto não tinham muita experiência com quadrinhos.

Os personagens foram simplificados, perderam suas personalidades e identidades. O orçamento de efeitos visuais se resumiu a todas as moedas que os produtores-executivos conseguissem achar entre as almofadas da recepção da Warner.

Os figurinos foram comprados em um brechó que vendia roupas rejeitadas por paródias pornôs.

Lembre-se, essa coisa foi produzida no ano em que Stargate SG-1 foi ao ar.

Para não jogar tudo no lixo, o piloto foi exibido como um telefilme no final de 1997, mas cópias em VHS já haviam vazado, e divertiram muito (pelos motivos errados) a plateia em convenções nerds por todo o mundo. No Brasil passou no SBT, mas não se sabe se o Sílvio chegou a assistir.

Menção Honrosa: Legends of Superheroes

Foi ao ar em 1979, é a origem da imagem que abre este artigo. Um inexplicável especial com Adam West e Burt Ward reprisando Batman e Robin, Frank Gorshin como o Charada, e vários outros heróis e vilões. É às vezes equiparado ao Especial de Natal de Guerra nas Estrelas, e a sensação de desastre é semelhante. Eu diria que é indistinguível dos quadros dos Trapalhões parodiando a Liga da Justiça.

E, para deixar mais inacreditável ainda, foram DOIS especiais na mesma semana, no segundo apresentaram um herói-comediante negro com o nome de... Ghetto-Man.

OK, fui.

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