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As máquinas de fazer dinheiro chamadas Fortnite e PUBG

SuperData divulga os jogos mais lucrativos de 2018 e não surpreende ver o Fotnite e o PlayerUnknown’s Battlegrounds no topo das suas respectivas listas.

21 semanas atrás

Com os jogos estilo battle royale tendo invadido a indústria de games nos últimos meses, era de se imaginar que os dois principais nomes do gênero, o Fotnite e o PlayerUnknown’s Battlegrounds, sofreriam com a concorrência. Mas de acordo com um relatório divulgado pela SuperData, não é bem isso o que está acontecendo.

Começando pelo título da PUBG Corporation, a empresa de pesquisa de mercado revelou que só durante 2018 o jogo arrecadou pouco mais de US$ 1 bilhão. O número se torna ainda mais impressionante ao sabermos que ele coloca o PlayerUnknown’s Battlegrounds no topo da lista de games não-gratuitos, ficando a frente de gigantes como FIFA 18, Grand Theft Auto V e Call of Duty: Black Ops 4. Confira:

  1. PlayerUnknown's Battlegrounds, Bluehole - US$ 1,028 bilhão
  2. FIFA 18, Electronic Arts - US$ 790 milhões
  3. Grand Theft Auto V, Take-Two Interactive - US$ 628 milhões
  4. Call of Duty: Black Ops 4, Activision Blizzard - US$ 612 milhões
  5. Red Dead Redemption 2, Take-Two Interactive - US$ 516 milhões
  6. Call of Duty: WWII, Activision Blizzard - US$ 506 milhões
  7. FIFA 19, Electronic Arts - US$ 482 milhões
  8. Monster Hunter: World, Capcom - US$ 467 milhões
  9. Tom Clancy's Rainbow Six Siege, Ubisoft - US$ 440 milhões
  10. Overwatch, Activision Blizzard - US$ 429 milhões

    Outro detalhe que merece ser observado é que, pelo menos no PC, durante o ano passado o PUBG perdeu grande parte da sua base de usuários e mesmo assim o título viu seu faturamento aumentar 19% em relação a 2017. Isso é um indicativo de que mesmo com uma forte concorrência, o jogo que deu início à febre dos battle royale continua sendo uma ótima fonte de renda.

    Também vale comentar sobre outros jogos presentes nesta lista, como por exemplo o Red Dead Redemption 2 e o Call of Duty: Black Ops 4. Com ambos tendo sido lançados apenas no último trimestre, é impressionante ver que eles tiveram um desempenho tão bom, ainda mais no caso do faroeste da Rockstar, que foi lançado apenas para Xbox One e PlayStation 4. Outro que chamou minha atenção foi o Monster Hunter: World, título que sinceramente nunca imaginei que lucraria tanto.

    Passemos então para os jogos distribuídos gratuitamente e mais especificamente o Fortnite. Ao alcançar a impressionante marca de US$ 2,4 bilhões, a criação da Epic Games não se tornou apenas o jogo que mais faturou este ano, como passou a ser o título com o maior faturamento anual da história.

    A façanha é tão grande que o relatório aponta o Fortnite como um fator chave para fazer o faturamento dos jogos digitais crescer 11% em todas as plataformas. Já quando se trata dos jogos free-to-play para consoles, o salto de 2017 para o ano seguinte foi de 458% e não resta dúvidas de que este game novamente influenciou muito neste crescimento.

    Abaixo você deixo a lista com os 10 jogos gratuitos mais lucrativos de 2018:

    1. Fortnite, Epic Games - US$ 2,4 bilhões
    2. Dungeon Fighter Online, Nexon - US$ 1,5 bilhão
    3. League of Legends, Riot Games, Tencent - US$ 1,4 bilhão
    4. Pokemon GO, Niantic - US$ 1,3 bilhão
    5. Crossfire, Neowiz Games - US$ 1,3 bilhão
    6. Honour of Kings, Tencent - US$ 1,3 bilhão
    7. Fate/Grand Order, Aniplex - US$ 1,2 bilhão
    8. Candy Crush Saga, King, Activision Blizzard - US$ 1,1 bilhão
    9. Monster Strike, Mixi - US$ 1,0 bilhão
    10. Clash Royale, Supercell, Tencent - US$ 0,9 bilhão

    O curioso no caso do Fortnite é pensar que ele nasceu como algo muito diferente, um tower defense que nem vinha chamando muito a atenção, mas que a Epic percebeu o potencial para ser transformado em um battle royale. É claro que não dá para colocar todo o mérito do sucesso na sorte, mas para um modo que foi criado em apenas dois meses, acho que esse desempenho comercial tem muito de “estar no local certo e na hora certa”.

    Enfim, juntos os faturamentos do Fortnite e do PlayerUnknown's Battlegrounds nos ajudam a entender melhor a sede dos estúdios por lançar seus próprios battle royale. Boa parte das empresas que conseguissem alcançar uma fração desses números certamente já ficaria muito contente e por isso não acho que esta febre esteja longe de passar. A minha dúvida é se ainda existe espaço para outro gigante.

    Fonte: GamesIndustry.

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