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Xiaomi lançará Mi Box S no Brasil, e pode trazer notebooks e tablets

Xiaomi considera possibilidade de lançar seus tablets e notebooks no Brasil; Mi Box S tem Android TV, Google Assistente e Chromecast

17 semanas atrás

A Xiaomi não vai viver no Brasil apenas de smartphones: nesta terça-feira (21), a companhia chinesa anunciou que vai vender de mochilas a produtos tech, como a pulseira Mi Band 3. Entre eles, o set-top box Mi Box S, que roda Android TV, é compatível com Chromecast e reproduz vídeos em 4K.

Não obstante, a empresa não descarta trazer seus notebooks e tablets, num futuro próximo.

Xiaomi Mi Box S

Lançado no mercado exterior em outubro de 2018, o Mi Box S é a segunda geração de sua caixinha de conteúdo para televisores não tão espertos, mas que pode ser uma opção muito interessante até para quem possui Smart TVs. Em comparação aos sistemas embarcados Tizen (Samsung) e webOS (LG), o Android TV é muito mais versátil e conta com uma grande quantidade de apps compatíveis, cerca de 3 mil.

Falando do hardware em si, o Mi Box S é equipado com um processador Amlogic S905X-H, quad-core Cortex-A53 com clock de 2 GHz e GPU Mali-450, 2 GB de RAM DDR3, 8 GB de armazenamento interno, Bluetooth 4.2, uma porta USB 2.0, uma HDMI 2.0A e uma saída de áudio. Não há uma porta Ethernet, mas a caixinha é compatível com adaptadores USB.

O set-top box da Xiaomi reproduz vídeos em 4K, áudio Dolby DTS e HDR10 a 60 fps (não suporta Dolby Vision) em serviços compatíveis, reconhece os padrões VP9, H.265, H.264, MPEG1/2/4, VC-1 e Real 8/9/10, formatos de vídeo RM, MOV, VOB, AVI, MKV, TS, MP4 e 3D, e de áudio MP3, APE e FLAC. O controle remoto conta com um botão dedicado à Netflix, e permite acionar comandos de voz através da Google Assistente.

O Mi Box S traz o Chromecast embutido, permitindo transmissão de conteúdos do celular e espelhamento de tela na TV, e conta com serviços como YouTube (lógico), HBO Now, ESPN e Spotify, mas ao menos no lançamento, não permitia a instalação do Amazon Prime Video. Isso, no entanto, está prestes a mudar.

 

A Xiaomi não revelou o preço do Mi Box S no Brasil, que deverá chegar ao mercado no dia 1º de junho, mesma data da abertura de sua loja oficial, no Shopping Ibirapuera, em São Paulo. No entanto, considerando que os outros únicos dispositivos à venda no país de rodam Android TV são os televisores da Sony e da TCL (e em menor proporção, da Philco e Philips), espera-se que os US$ 60 cobrados lá fora pela caixinha não se convertam em um preço muito puxado por aqui.

Se ela chegar por R$ 600, não fará nem cócegas no mercado paralelo, mas se por um acaso acabar fixada em torno de R$ 300-350, o Google vai ter que rebolar para vender seus Chromecasts no Brasil, e a Xiaomi para repor os estoques.

Xiaomi estuda trazer notebooks e tablets

A Xiaomi fixou uma parceria com o Grupo DL no Brasil, que ficará encarregada de toda a logística, assistência técnica e vendas no país. Todos os produtos, de smartphones a gadgets diversos e outros itens serão importados da China, e ao menos por enquanto, não há planos de abrir uma linha de montagem por aqui.

Segundo Leonardo Barbosa, chefe da operação da Xiaomi no Brasil, a DL responderá pela assistência apenas dos produtos que comercializa no Brasil, e não oferecerá suporte a itens adquiridos em outros canais, seja por importação direta, ou por marketplaces de terceiros; o Código de Defesa do Consumidor, no entanto, diz outra coisa.

Xiaomi / linha Amazfit

Os smartwatches da linha Amazfit, bem como a pulseira Mi Band 3, serão vendidos oficialmente no Brasil

A Xiaomi pretende diversificar ao máximo sua linha de produtos no Brasil, e venderá desde os smartphones da linha Amazfit, a pulseira Mi Band 3, a câmera Mi Action Camera e caixas de som Bluetooth, ao projetor Mijia Laser Projector, que reproduz em 4K em uma área de de 80 a 105 polegadas, além de outros itens diversos, prontos para a Internet das Coisas ou não.

Teremos patinetes, bicicletas elétricas (com motor e não pedal assistido, as chamadas pedelec), caixas de ferramentas, escovas de dentes conectadas, barbeadores, câmeras de vigilância, drones, lâmpadas espertas, guarda-chuvas conectados, robôs para limpeza de ambientes (seu concorrente do Roomba e similares), sensores para casas inteligentes, mochilas e outras coisas. A DL deu a entender que todos, ou boa parte deles, estarão disponíveis a partir do dia 1º de junho.

No entanto, Barbosa disse que a Xiaomi e a DL também estão estudando trazer outros produtos, que não foram mencionados no evento, como sua linha de notebooks Windows, e os tablets Mi Pad, ainda que o mercado desse último produto esteja em retração (nem o iPad vende mais como antes).

Nem tudo é festa, entretanto: a venda de TVs foi descartada, segundo o executivo, por causa da incompatibilidade entre os padrões de transmissão chinês e brasileiro.

Xiaomi / Mi Action Camera Series

A linha Mi Action Camera também está a caminho

A Xiaomi e a DL não fizeram nenhuma promessa quanto aos notebooks e tablets, e se limitaram a dizer que "estão pensando" em trazê-los para cá, assim, é bom manter os dois pezinhos atrás, já que a segunda vinda da companhia chinesa ao Brasil ainda não se deu de forma 100%, dada a sua decisão de não fabricar nada aqui.

No mais, ficaremos de olho.

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