Você está lendo os artigos de Emanuel Laguna

Vale mesmo a pena mudar a cor dos olhos?

Por: em 29/12/11 na(s) categoria(s): Ciência, Meio Bit


Dizem que os olhos são a janela da alma…

Laguna_HeteroEye_29dez2011

Heterocromia artificial

Dr. Gregg Homer, um médico californiano com doutorado em Biologia, alega que todos temos olhos azuis e a tecnologia patenteada por ele em 2004 poderia mudar a cor dos olhos castanhos para azuis em definitivo, com a ajuda de um procedimento que utiliza lasers.

O laser serve para quebrar o pigmento melanina da parte frontal da íris: num primeiro momento, o olho castanho fica até mais escuro que o normal. Entretanto, duas a três semanas após o rápido tratamento (são vinte segundos de lasers no olho), a parte frontal da íris ganha a tão desejada cor azul em definitivo: o tecido marrom não consegue mais se regenerar…

O doutor Homer Simpson dá a tecnologia o nome de Lumineyes e é um método que vem sendo desenvolvido há dez anos na clínica que fundou, a Strōma Medical.

Antes de o procedimento ser testado com sucesso em uma dúzia de voluntários no México, até Doug Daniels, atual dono da tal clínica oftalmológica, era cético quanto ao método. E não é só ele que tem receio sobre o radical tratamento com lasers para mudança definitiva na coloração dos olhos.

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Tempestade num copo d’água: um Belo Monte de falácias?

Por: em 04/12/11 na(s) categoria(s): Artigo, Ciência, Meio Bit


Uma ONG convenceu famosos a lerem um teleprompter para compor um belo vídeo (se puderem, assistam-no em full HD) contra a construção da usina hidrelétrica “Belo Monte” na Bacia do Rio Xingu, atual estado do Pará.

Laguna_SutienDrop_22nov2011

Algum efeito edificante?

O conteúdo do vídeo é interessante: ele convoca todos os espectadores a arranjarem mais dez pessoas para divulgar a preocupação sobre a origem da eletricidade utilizada para recarregar a preciosa bateria dos gadgets importados, além das belas imagens de uma atriz de telenovelas aborrescentes fumando e outra bela loura fingindo que vai tirar a roupa em protesto contra os prováveis impactos ambientais naquela remota região.

O tio Laguna imagina que tais ‘personalidades de mídia’ devem ter estudado anos sobre demanda de energia elétrica na Região Norte do Brasil. Especialistas renomados no assunto, provavelmente: parece ser fácil protestar contra a construção de uma hidrelétrica num belo curta metragem quando, em casa, se toma banho de ducha quentinha (bem instalada, espero) e no calor é só ligar o aparelho de ar condicionado novinho… Certos estudantes universitários das Ciências Humanas que o digam.

Esses famosos doutores globais em demanda de energia elétrica tocaram em pontos interessantes e o tio Laguna gostaria de falar com vocês sobre alguns deles:
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Nintendo 3DS alcança 5 milhões de consoles durante festa de aniversário do N64


Nintendo 64 Logo

“Get N, or get Out!”: quinta geração, a popularização dos jogos tridimensionais!

Um dos melhores consoles que o tio Laguna já teve fez aniversário ontem: era o Nintendo 64, que há exatos 15 anos seria lançado no mercado norte-americano.

Tal console debutante da Nintendo foi o último grande console cuja mídia física dos jogos eram os cartuchos, também chamados de “fitas”: se o jogo não ‘pegava’, sempre tinha um que soprava os contatos e hoje sabemos que tal atitude poderia piorar a situação! :lol:

Utilizar cartuchos no Nintendo 64 foi basicamente o calcanhar de Aquiles da empresa na quinta geração de consoles: o belo hardware Ultra 64 bits infelizmente representou a queda da Nintendo daquele posto de maior empresa no ramo dos jogos eletrônicos, conquistado com o NES e o Super Nintendo…
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AMD espera que as APUs (inclusive as da Intel) matem o mais lucrativo mercado de placas de vídeo da nVidia?


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Kwik-E-Mart: juntamos CPU e GPU para dar aquele descontinho camarada no pacote.

No mercado de processadores gráficos dedicados, a fatia de mercado com maior volume de vendas é, de longe, o segmento de entrada (low-end): a maioria dos consumidores compravam placa de vídeo apenas para que a tela utilizada (TV, monitor, etc…) exibisse o que o computador estava a fazer, não necessariamente jogos.

Muitas placas-mãe traziam uma IGP bem simplória que compartilhava os canais de dados da memória principal e tais processadores gráficos low-end obtinham desempenho sofrível perante uma placa de vídeo qualquer.

Não raro o pessoal comprava uma humilde placa de vídeo com Radeon 9250/X300 ou GeForce 5200/6200 da vida só para poder desativar a IGP (no caso da Intel, as GMAs sempre foram desprezadas) e utilizar a memória do processador central a 100 %. 8-)

Houve uma época em que podíamos colocar as IGPs como o nível mais baixo do processamento gráfico via hardware… Entretanto, após a aquisição da ATi pela AMD, a Intel investiu pesado em seus processadores gráficos e, embora não tenha lançado quaisquer modelos comerciais de GPUs dedicadas em placas de vídeo, conseguiu a primazia de unir o processador central ao processador gráfico.

Num primeiro momento, tal união era realizada colocando-se os dois chips num mesmo encapsulamento. Logo depois vieram as primeiras APUs propriamente ditas da Intel, que juntavam CPU e GPU numa mesma pastilha de silício. Embora mais fraca economicamente, a AMD não ficou muito para trás e acabou por colocar suas primeiras APUs, tanto no mercado mobile quanto nos desktops. Continue lendo »

Microsoft surpreende como uma das maiores contribuidoras do Linux?

Por: em 21/07/11 na(s) categoria(s): Linux, Meio Bit, Open-Source, Software


Microsoft Tux

Dois anos passam mesmo muito rápido: ainda me lembro quando a Microsoft assustou meia dúzia de freetards ao colaborar com o kernel 2.6.31 em 20 mil linhas de código, correspondentes a três controladores de dispositivos (Hyper-V) que melhorariam o desempenho do Linux quando virtualizado no Windows Server 2008.

Muitas águas passaram desde então e atualmente o kernel GNU/Linux está no ciclo de desenvolvimento da versão 3.0 (última versão estável é a 2.6.39.3), cujo lançamento foi recentemente adiado: o curioso é notar que os developers do tio Steve Ballmer fizeram com que a empresa de Redmond figurasse como a quinta maior instituição contribuidora identificada no ciclo de desenvolvimento do terceiro pingüim.

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AMD versus Intel: Bobcat tentará colocar fim na “era Atom”


Coisa chata é ficar preso no carro durante um congestionamento de trânsito: você tem pressa para chegar a um lugar, que normalmente está a 10, 15 minutos de distância, só que o engarrafamento próximo do destino te deixa parado por mais de meia hora.

Laguna_PCIExpress3_23nov2010

O órgão público responsável pelo trânsito na cidade, a prefeitura, até alarga a avenida o máximo que pode, mas a situação só parece melhorar com a construção de uma via expressa, onde até o limite máximo de velocidade foi sensivelmente aumentado.

Algum empresário aproveita tal via expressa para promover um enorme centro comercial numa via arterial próxima. Não demora muito para que o aumento no número de veículos faça com que o antigo congestionamento volte…

O PCI-SIG, uma “prefeitura” responsável pelo “trânsito” nos microcomputadores, atrasou as obras da nova via PCI Express em um ano: a terceira versão deveria ter sido finalizada em 2009, mas só agora o foi.

O PCI Express 3.0 tenta antecipar possíveis congestionamentos nos microcomputadores, causados pelo aumento da demanda por algumas das novas interfaces de hardware, como:

  • USB 3.0 (5 Gb/s teóricos, 400 MiB/s na prática);
  • SATA-600 (6 Gb/s, aproximadamente 600 MB/s ou 572 MiB/s);
  • Light Peak (10 Gb/s, quase um gigabyte por segundo na fibra óptica!);
  • Ethernet 10GBASE-T (também 10 gigabits por segundo, só que no cabo cat. 6A e conectores RJ45).

Cada pista da estrada PCIe 3.0 consegue transferir dados à taxa de 8 Gb/s, o que sob a codificação 128b/130b nos dá 940 MiB/s. Para efeitos comerciais, digamos que isso é um gigabyte por segundo: supondo que uma futura placa de vídeo utilize uma completa estrada PCI Express 3.0, com todas as 16 pistas a que tem direito, teríamos 16 GB/s teóricos (são 14,5 GiB/s na prática)!

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