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Europa e iPhone 17 compensaram a queda da Apple na China

iPhone 17 — crescimento das vendas na Europa compensou queda no faturamento da Apple na China, segundo relatório financeiro do Q4 FY 2025 (findo em set 25).

34 semanas atrás

Nesta quinta-feira (30/10), a Apple apresentou o relatório financeiro do quarto trimestre fiscal de 2025 (Q4 FY 2025), período que correspondeu ao terceiro trimestre civil de 2025, abrangendo os meses de julho a setembro. Aparentemente os povos civilizados da Europa correram para trocar seus iPhones antigos, aproveitando o lançamento do 17.

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Na Europa, além do faturamento maior, há maior liberdade política? (crédito: Quartz)

Vamos aos números globais:

RELATÓRIO FINANCEIRO DA APPLE
Período → Q4 FY 2024
(julho a setembro)
Q4 FY 2025
(julho a setembro)
Diferença
Receita US$ 94,93 bilhões US$ 102,466 bilhões + 7,94%
Lucro US$ 14,736 bilhões US$ 27,466 bilhões + 86,39%

Esse panorama geral acima que a Apple acabou de divulgar nesta quinta (30/10) foram os principais dados financeiros nos três meses terminados em 27 de setembro de 2025. O tio Laguna se pergunta quando a contabilidade da empresa vai incluir os dias ausentes para coincidir com o trimestre civil (eu sei).

Seja como for, com base nos números divulgados, podemos constatar que a Apple arrecadou de facto uma média de US$ 1,13 bilhão de dólares diariamente nas 13 semanas que compõem o período divulgado, lucrando algo em torno dos 301,82 milhões de dólares por dia.

Esse lucro aumentou 86% em relação ao mesmo período do ano passado, mas há um motivo: naquela ocasião a Maçã de Cupertino teve que lidar com despesas tributárias extraordinárias. Além, é claro, da recepção pouco calorosa do público ao lançamento da Apple Intelligence, recurso o qual a empresa investiu muito e ainda parece não haver grande retorno ou apelo para pagar mais caro por um modelo Pro ou Pro Max do iPhone só por um desempenho supostamente melhor nesta IA.

Quanto à arrecadação, que foi quase 8% maior em relação ao quarto trimestre fiscal de 2024, foi graças à receita maior com o segmento de smartphones e assinaturas. Para tentarmos entender a composição desse mais de US$ 1 bilhão diário arrecadado, vejamos quanto cada linha principal de produtos da Apple arrecadou:

SUMÁRIO DE RECEITAS DA APPLE
Período → Receita
Q4 FY 2024
Receita
Q4 FY 2025
diferença
em relação a
Q4 FY 2024
iPhone US$ 46,222 bilhões US$ 49,025 bilhões + 6,06%
Mac US$ 7,744 bilhões US$ 8,726 bilhões + 12,68%
iPad US$ 6,95 bilhões US$ 6,952 bilhões + 0,03%
vestíveis e acessórios US$ 9,013 bilhões US$ 9,042 bilhões – 0,32%
assinaturas US$ 24,972 bilhões US$ 28,75 bilhões + 15,13%
Receita US$ 94,93 bilhões US$ 102,47 bilhões + 7,94%

No Q4 FY 2025, o iPhone respondeu por 47,85% da arrecadação global da Apple. E o segmento do smartphone em si teve alta de 6% em relação ao mesmo trimestre de 2024, portanto a empresa tem a comemorar que seu carro-chefe arrecadou 2,8 bilhões a mais em relação a tal período do ano passado.

As assinaturas têm crescido bem e representaram no Q4 FY 2025 o segundo maior segmento da Apple em arrecadação global, com 28,06% da arrecadação da Apple no período. E o segmento de assinaturas cresceu mais que o do smartphone de forma absoluta: a alta de 15% em relação ao Q4 FY 2024 representou um aumento de US$ 3,78 bilhões.

Embora não sejam os principais astros da arrecadação, os laptops da empresa conseguiram um expressivo crescimento percentual de quase 13% na arrecadação do respectivo segmento. Em termos percentuais, a divisão Mac foi a vice-líder das altas, embora de forma absoluta tenha representado apenas 980 milhões de dólares. No próximo relatório financeiro (Q1 FY 2026) haverá o impacto direto do lançamento dos MacBooks com o Apple M5.

A única baixa percentual foi na divisão de vestíveis e acessórios, que compreende o Apple Watch, a linha Beats de fones de ouvido e carregadores. Talvez seja uma baixa normal devido à durabilidade de alguns, fora a concorrência de outros produtos similares.

Enquanto isso, o segmento dos tablets basicamente se manteve estável na arrecadação trimestral em relação ao Q4 FY 2024, então no geral a Apple pôde sorrir à toa. Especialmente na Europa…

Europa, Américas e Ásia (sem China) em alta

RECEITAS DA APPLE NO MUNDO
Período → Receita
Q4 FY 2024
Receita
Q4 FY 2025
diferença
em relação a
Q4 FY 2024
participação
global
(Q4 FY 2025)
China continental US$ 15,033 bilhões US$ 14,493 bilhões – 3,59% 14,14%
Japão US$ 5,926 bilhões US$ 6,636 bilhões + 11,98% 6,48%
restante do continente US$ 7,383 bilhões US$ 8,442 bilhões + 14,34% 4,34%
Ásia (total): US$ 28,342 bilhões US$ 29,571 bilhões + 4,34% 28,86%
Europa US$ 24,924 bilhões US$ 28,703 bilhões + 15,16% 28,01%
Américas US$ 41,664 bilhões US$ 44,192 bilhões + 6,07% 43,13%
TOTAL: US$ 94,93 bilhões US$ 102,47 bilhões + 7,94% 100%

O tio Laguna sempre fez questão de manter o foco dos textos sobre a Maçã de Cupertino no mercado asiático pois tal região sempre vem detalhada nos relatórios financeiros da Apple. Desta vez, a China continental teve queda trimestral: a Apple caiu US$ 540 milhões no País do Meio, representando leve baixa de 3,59%.

Analistas financeiros aguardavam por arrecadação de US$ 16,4 bilhões na China durante o Q4 FY 2025. É, não deu e provavelmente a culpada foi a confusão das tarifas.

De qualquer forma, tal queda percentual foi eclipsada no próprio continente, pelo crescimento na arrecadação em outros mercados asiáticos. Apenas no Japão, a arrecadação absoluta aumentou em US$ 710 milhões (quase 12%) em relação ao Q4 FY 2024. No restante do Ásia, houve crescimento de US$ 1,06 bilhão nesse período que, em tese, seria forte em vendas por conta do lançamento do iPhone 17 logo na penúltima semana do período analisado.

Na Europa, continente que basicamente impôs o USB-C nos novos iPhones, a Maçã de Cupertino arrecadou mais de 15% em relação ao Q4 FY 2024, totalizando receita de quase US$ 29 bilhões entre julho e setembro de 2025 (Q4 FY 2025). Isso representou alta absoluta de US$ 3,78 bilhões em relação à arrecadação europeia da Apple no terceiro trimestre civil de 2024.

O maior mercado da Apple continua a ser o continente americano, com 43,13% de participação global na arrecadação do Q4 FY 2025. Ele teve crescimento de 6% em relação ao período de julho a setembro de 2024. Um aumento absoluto de US$ 2,53 bilhões.

Como a Maçã de US$ 4,03 trilhões não divulga mais dados de vendas unitárias de seus produtos, nem muito menos quanto eles estão vendendo em cada região do planeta, apenas podemos dizer que a Apple foi muito bem na Europa graças ao iPhone 17, MacBooks ainda com M4 e assinaturas. E apenas deduzindo pelos números de arrecadação apresentados.

Fontes: 9 to 5 Mac, Bloomberg e CNBC.

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