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Resenha: He-Man - Ele só não tem a força do cinismo

He-Man: a história do fenômeno que a Mattel inventou depois de perder Star Wars, o desenho que salvou a empresa e o filme que atualiza o clássico sem cinismo

20/06/2026 às 18:35

He-Man foi um fenômeno difícil de explicar, mas fácil de entender, se você entender a psicologia do público-alvo e como era o cenário de brinquedos do começo dos anos 1980.

: Imagem promocional épica do filme He-Man e os Mestres do Universo. No centro, He-Man — homem loiro e extremamente musculoso de armadura prateada — segura uma grande espada brilhante com raios azuis. Ao seu redor: uma guerreira castanha com espada, um homem em armadura avançada, a cabeça de um tigre verde e, abaixo, o vilão Esqueleto de capuz com cajado de caveira. Fundo com castelo em ruínas, exércitos, montanhas e céu cósmico dramático em tons de laranja, azul e roxo

Dessa vez ele tem até a Cruz de Malta! (Crédito: Divulgação/Metro-Goldwyn-Mayer/Mattel Studios/Escape Artists/Amazon MGM Studios/Sony Pictures)

Na época, a Mattel imprimia o próprio dinheiro com a Barbie, mas não era forte no segmento de bonecos para meninos. Alguns anos antes o CEO da empresa, em uma das decisões mais estúpidas da história dos negócios, rejeitou licenciar bonecos de Star Wars, e agora precisavam entrar no nicho dos meninos de 5 a 8 anos de qualquer jeito, o que pensando bem não ficou uma frase bem estruturada.

Eles tentaram licenciar outras franquias, como Flash Gordon e Battlestar Galactica, mas nenhuma tinha o mesmo apelo. Não ter controle sobre a propriedade intelectual também era um problema, sempre ficariam presos a uma licença. A decisão então foi criar algo original, com vários designers da empresa oferecendo ideias, mas as principais vieram de Mark Taylor (1941-2011), que baseou o Esqueleto em um... esqueleto, que ele viu em uma Casa do Espanto em um parque de diversões quando criança, e o apavorou (com razão, depois descobriram que era um cadáver de verdade).

Uma ilustração em preto e branco, estilo desenho animado dos anos 80, mostrando o herói Torak em uma pose de combate. Ele é um homem musculoso com cabelos longos, segurando uma espada e um escudo. À direita dele, um monstro peludo ataca, e ao fundo à esquerda, um guerreiro observa a cena. No topo, o título "Torak Hero of Prehistory" está escrito em letras grandes e estilizadas. O cenário sugere uma cidade antiga ou ruínas ao fundo.

Torak, uma das bases para o He-Man (Crédito: Netflix)

O visual básico de He-Man veio de Torak, um guerreiro bárbaro genérico que Mark criou quando era adolescente. Em uma deliciosa homenagem, Torak tem um lugar de destaque no filme de 2026.

Depois de inúmeras iterações, a Mattel fechou em um conjunto de personagens e uma história de fundo, com Eternia, um planeta no centro do Universo, com heróis defendendo um poder imenso que manteria o Universo unido, algo bem vago, mas para dar importância ao grupo e justificar o nome Mestres do Universo, por si só extremamente pretensioso para um povo que na maioria nem havia inventado as calças.

**1. Visão geral**Trata-se de um esboço técnico em preto e branco, desenhado à mão sobre papel, que ilustra o design de um personagem fictício. A cena é uma composição centralizada que foca inteiramente na figura de uma guerreira feminina em pé, apresentando seu design completo com armadura e acessórios. **2. Elementos principais** O sujeito principal é uma guerreira feminina em pose estática, de frente para o observador, com o corpo levemente virado. Ela segura uma lança longa e fina em sua mão direita, posicionada ao lado do corpo, e um escudo pequeno e arredondado na mão esquerda, mantido próximo à cintura. **3. Detalhes visuais relevantes** * **Aparência Física:** A personagem possui cabelos longos, encaracolados e volumosos que caem sobre os ombros. Seu rosto é desenhado com traços definidos, destacando olhos claros e uma expressão facial neutra e focada. * **Vestuário e Armadura:** Ela veste uma armadura detalhada que cobre o torso, com peças ornamentadas no peito e ombros, além de uma faixa ou cinto na cintura. As pernas estão cobertas por meias altas ou botas que terminam logo acima dos tornozelos, enfeitadas com detalhes de franjas ou pele animal na parte superior e presas por faixas cruzadas na canela. * **Acessórios:** Além da lança e do escudo, a personagem possui uma faixa ornamental na cabeça ou um adorno no cabelo que se assemelha a uma coroa ou diadema. * **Iluminação e Textura:** O desenho utiliza hachuras (linhas finas) para indicar sombras e volume nas curvas do corpo, na armadura e nos cabelos, criando profundidade. A textura da pele e dos tecidos é sugerida pela precisão dos traços. * **Composição:** A figura ocupa a maior parte do espaço central do papel, com o fundo deixado em branco para destacar o desenho. **4. Texto presente** No rodapé da imagem, há texto manuscrito em tinta preta que fornece contexto técnico: * **Legenda do Desenho:** "FEMALE WARRIOR WITH ACCESSORIES" (Guerreira Feminina com Acessórios). * **Detalhes Técnicos:** "PRELIMINARY SKETCH" (Esboço Preliminar), "FEMALE WARRIOR TA07" (Provavelmente um código de projeto), "MATTEL © 5/28/81" (Copyright da Mattel, datado de 28 de maio de 1981) e a assinatura do artista, "T. Mark Taylor". **5. Estilo e atmosfera** O estilo visual é característico de um **sketchbook** ou desenho conceitual de design de produto. É uma ilustração realista feita com caneta ou lápis, focada em definir a anatomia, o design de fantasia e as proporções do personagem para fins de desenvolvimento, possivelmente para uma linha de brinquedos ou animação da época. A atmosfera é técnica e profissional, servindo como um registro visual do processo criativo.

Esboço original que se tornou a Teela (Crédito: Netflix)

O visual dos personagens era BEM atraente, e seja lá o que os criadores da Mattel fumassem, provavelmente vinha do Ceará, era material de primeira, os bonecos saíam criativos, originais e diferentes de tudo que as crianças estavam acostumadas.

Um problema que os lojistas apontaram foi a falta de contexto, eles achavam que as crianças não saberiam o que fazer com os bonecos. Os executivos da Mattel bullshitaram que haveria revistas em quadrinhos acompanhando os bonecos, e foi uma correria danada para produzir os gibis.

No primeiro ano, em 1982, as estimativas internas eram de US$ 12 milhões (US$ 41,4 milhões em 2026) em vendas de bonecos do He-Man. Venderam US$ 40 milhões (US$ 138 milhões em 2026), o que foi excelente, mas a Barbie vendia US$ 250 milhões (US$ 862,7 milhões em 2026), e Star Wars vendia US$ 150 milhões (US$ 517,6 milhões em 2026). Havia mercado a ser explorado.

Nisso a Toys-R-Us, maior cadeia de lojas de brinquedos dos EUA apontou um pequeno problema: garotos de 5 anos não leem gibis. Outras franquias vendiam muito bem pois tinham desenhos atrelados a elas. A solução? Lançar um desenho do He-Man.

Os personagens e a história foram “amansados”, He-Man não era mais um bárbaro meio sanguinário, foi adicionado bastante humor, personagens secundários mais leves, e o próprio príncipe Adam foi criado para mostrar um lado mais “civilizado” do He-Man.

Produzido pela Filmation, He-Man and the Masters of the Universe era feito com orçamento de conserto de geladeira, ninguém queria — nem tinha capacidade — de ser uma Disney. A produção, como quase tudo na época, era terceirizada com estúdios de animação nas Filipinas, Japão e Pior Coreia.

Mesmo crianças, percebíamos que havia muitos truques para economizar grana no desenho; os corpos dos personagens eram padronizados, a Teela e a Maligna eram iguais até nos detalhes das roupas.

Esta é uma captura de tela de uma cena de desenho animado, provavelmente da série "He-Man e as Forças do Mal".**Visão geral:** A imagem exibe um plano médio de duas personagens femininas em pé, lado a lado, com o fundo desfocado em tons suaves de verde e cinza. O estilo visual é característico da animação ocidental dos anos 80, com traços definidos, cores planas e uma paleta de cores vibrante. **Elementos principais:** Dois personagens estão em destaque: 1. **Personagem à esquerda:** Possui cabelo preto curto e liso. Ela usa um traje predominantemente roxo e azul, com detalhes em preto. Seu design inclui uma peça de cabeça ou tiara roxa com pontas azuis e uma armadura com padrões circulares nos ombros. Ela tem uma faixa roxa no braço esquerdo. 2. **Personagem à direita:** Tem cabelo vermelho preso em um coque alto, coberto por uma tiara dourada. Seu traje é composto por tons de dourado, branco e laranja, com um colarinho alto e drapeado. Ela possui uma armadura dourada com texturas de círculos entrelaçados nos ombros e uma faixa dourada no braço esquerdo. **Detalhes visuais relevantes:** Ambas as personagens têm rostos maquilhados com delineador de olhos preto e batom vermelho. A iluminação é suave e uniforme, típica da animação clássica, sem sombras fortes. A composição é simples, focando nos rostos e no design dos trajes, que parecem ser uniformes de batalha ou mágicos. **Texto presente:** Não há texto visível na imagem. **Estilo e atmosfera:** A atmosfera é de ação ou confronto, sugerida pelas expressões sérias e pela postura das personagens. O estilo visual é distinto de uma animação moderna, remetendo à estética dos anos 80.

Eles nem tentavam... (Crédito: Reprodução/Filmation/Mattel)

Também havia muita reutilização de cenas, cenários e movimentos, mas quer saber? NINGUÉM LIGAVA, e a popularidade do He-Man estourou com o desenho. Em 1983 as vendas dobraram para US$ 80 milhões, e em 1986 atingiram um pico de insanos US$ 400 milhões. Isso provocou um climão interno com a turma da Barbie, que viu He-Man vender mais do que a boneca-símbolo da empresa. Pior: 40% do público do He-Man eram... meninas.

She-Ra: Princess of Power foi lançada em 1986 para faturar um pedaço desse mercado, e os “meninos” da Mattel não gostaram nada, foi uma ciumeira geral, mas o importante é que em 1987 He-Man foi DIZIMADO nas lojas, as crianças simplesmente pararam de comprar bonecos, as vendas caíram de US$ 400 milhões para US$ 7 milhões.

De lá para cá, foram várias séries, mas nenhuma chegou perto do impacto cultural e econômico do original:

  • He-Man and the Masters of the Universe (1983–1985);
  • She-Ra: Princess of Power (1985–1987);
  • The New Adventures of He-Man (1990);
  • He-Man and the Masters of the Universe (2002–2004);
  • She-Ra and the Princesses of Power (2018–2020);
  • Masters of the Universe: Revelation (2021);
  • He-Man and the Masters of the Universe (2021);
  • Masters of the Universe: Revolution (2024).

A queda de popularidade do He-Man tem várias explicações: fadiga dos personagens, excesso de bonecos com personagens totalmente irrelevantes, o surgimento de novas franquias e crianças com mais opções, pulverizando as escolhas. Pessoalmente acho que He-Man virou “mais do mesmo”, não havia desenvolvimento de personagens, ninguém evoluía como nos desenhos clássicos, havia um Grande Reset e o Status quo era revertido ao do início da história.

As crianças cresceram, a história não e, ao contrário dos livros, o público não se renovou.

Mesmo assim He-Man marcou uma geração, pois do ponto de vista de uma criança de 9, 10 anos, He-Man era a fantasia escapista perfeita, repleta de arquétipos. Temos o jovem príncipe incompreendido e menosprezado por todos, mas que secretamente é o herói mais forte do Universo. Temos o Mal, mau feito o Pica-Pau, sem nenhuma possibilidade ou desejo de redenção, He-Man é totalmente maniqueísta, mas é justo e entende que o Esqueleto merece ser respeitado enquanto pessoa, e tem seus direitos.

Temos monstros, dragões, magia, mistérios, tigres falantes e espadas mágicas. Por um lado a história simples e repetitiva dava às crianças espaço para usar a imaginação e criar nossas próprias histórias, não havia um “fim” objetivo.

Para a turma preocupada com a “lacração” dos filmes de hoje, aviso que He-Man sempre “lacrou”. Ele era forte, mas justo, defendia os oprimidos, lutava contra a injustiça e a discriminação. Tratava todos com respeito e aceitava as diferenças. He-Man nunca foi um brucutu. He-Man nunca impôs sua vontade usando a força.

He-Man – O Filme

Em 1987 fomos surpreendidos com um FILME de He-Man, era a realização de um sonho. Como He-Man, ninguém menos que Dolph Lundgren, um sujeito que não era mouca perda não, ele havia matado Apollo Creed! Frank Langella como Esqueleto, elenco promissor, mas assim que o filme começa, há algo errado. É um filme sabor He-Man. Alguém não entendeu ou se interessou muito pelo material original, e ao temos um He-Man da Shopee...

Todo mundo saiu do cinema se sentindo enganado, e que diabos é um Gwildor?

Décadas se passaram, e mesmo várias séries depois, He-Man nunca mais foi o mesmo. Algumas chegaram perto, a do Kevin Smith, Masters of the Universe Revelation/Revolution foi bem legal, com direito ao Gorpo chutando bundas!

He-Man – O Filme – Take 2

O que ninguém esperava era um novo filme do He-Man, e definitivamente ninguém pediu um filme com o famoso quem Nicholas Galitzine como He-Man, o problemático (quando EU uso esse termo, a coisa é séria) Jared Leto como Esqueleto e direção de Travis Knight, um sujeito que antes disso só dirigiu Bumblebee e... Kubo e as Cordas Mágicas.

OK, Idris Elba como Mentor ninguém pediu, mas pelo menos dessa ninguém reclamou.

O trailer parecia correto, o He-Man estava meio magrelo, e o visual todo era meio genérico, e o tempo todo, a grande pergunta era “para quem é esse filme?” Crianças? Não, o estilo era realista demais. Fãs da antiga? Talvez, mas estamos mais que queimados, sabendo o tratamento que Hollywood dá a essas histórias antigas.

Eu e basicamente todo mundo que conhecia He-Man fomos assistir ao filme com uns três pés atrás, má-vontade no 11, mas um milagre de Natal fora de época aconteceu.

He-Man é uma história complicada de adaptar sem perder o tom original. É uma história de bem contra o mal, feita para garotos de cinco, seis anos de idade, acima disso o que vier é (literalmente) lucro. Os personagens são bobos. Os nomes são bobos. He-Man é literalmente tão bobo quando “Ele-Homem”.  Não é Spider-Man, Ultraman, é Man-Man. Até a Teela, que tinha um nome decente, nos bonecos ganhou o título de Deusa Guerreira.

É como se Star Wars passasse com C3PO e R2D2 conhecidos como Dourado e Latinha.

He-Man – Sinopse

No filme as tropas do Esqueleto invadem a capital de Eternia, Mentor falha em proteger a Família Real. No último momento o jovem Príncipe Adam e a Espaça Justiceira do Poder são mandados para a Terra, planeta-natal da Rainha Malena, mãe de Adam.

Eternia sofre nas mãos do Esqueleto, enquanto Adam cresce entre humanos, se esquecendo de suas origens, com suas memórias de um garoto de nove anos preenchendo as lacunas, desenhando seus amigos do passado, e dando a eles nomes bizarros como Mandíbula, Fisto, Aríete.

**1. Visão geral:**Trata-se de uma fotografia realista de um homem de pele clara e barba escura, provavelmente em cena de um filme ou série de ficção científica/fantasia. Ele está posicionado em primeiro plano, com o corpo levemente virado para o lado direito da imagem, mas com o olhar e o braço estendido apontando nessa mesma direção. O ambiente ao fundo é desfocado e quente, sugerindo um local industrial ou uma nave espacial em combate. **2. Elementos principais:** O sujeito central é um homem robusto com um braço mecânico ou cibernético na extremidade direita da composição (seu braço esquerdo). Este braço está esticado e o punho fechado, numa postura dinâmica de ataque ou defesa. O outro braço (direito) está mais próximo do corpo, também com o punho fechado. **3. Detalhes visuais relevantes:** * **Pele e Rosto:** O homem tem pele úmida ou com suor, destacando-se pela luz. Sua expressão é de extrema concentração ou esforço físico, com a boca levemente aberta e os olhos focados na direção do braço estendido. * **Cabelo e Barba:** Ele possui cabelo escuro, curto e bagunçado, com algumas mechas molhadas. A barba é densa e escura. * **Vestuário:** Veste uma armadura ou equipamento tático prateado e metálico, com placas de proteção nos ombros e no peito. A textura do material parece ser uma mistura de metal fosco e couro escuro nas alças. * **Braço Mecânico:** O braço artificial é detalhado, com juntas visíveis, tubulações e uma textura metálica cinza-azulada. A mão é uma garra ou punho robusto, sem dedos individuais aparentes, ou com dedos grossos. * **Iluminação e Cor:** A iluminação é quente e dourada, vinda do fundo e da esquerda, criando reflexos brilhantes no braço mecânico e no suor do rosto. O fundo apresenta tons de laranja e âmbar, com bokeh (manchas de luz desfocadas) que lembram fogo ou luzes de nave. * **Fundo:** O plano de fundo é indistinto, mas sugere grandes estruturas curvas e metálicas, como parte de uma nave ou estrutura industrial. **4. Texto presente:** Não há texto legível na imagem. **5. Estilo e atmosfera:** A imagem tem o estilo de uma fotografia cinematográfica de alta qualidade, com foco no personagem e na ação imediata. A atmosfera é intensa, tensa e focada na força bruta e na tecnologia avançada, típica de um momento de combate em um universo de ficção.

Fisto. Sério, meu... (Crédito: Divulgação/Metro-Goldwyn-Mayer/Mattel Studios/Escape Artists/Amazon MGM Studios/Sony Pictures)

Sim, foi uma solução BRILHANTE para justificar os nomes bobos, que só uma criança acharia legais. Uma criança criou os nomes.

Teela rouba uma nave, e vai atrás de Adam, agora um homem adulto, obcecado em encontrar sua espada. Temos ótimas cenas do Adam no RH da empresa, tomando chamada da chefe, e uma participação especial afetiva na academia, onde Adam recebe conselhos de um coroa louro, e foi uma passada de tocha linda e digna, estou olhando para vocês, minas do Ghostbusters 2016.

Quando Adam acha a espada, um sinal é emitido, Teela a localiza, junto com forças do Esqueleto. Depois de uma briga na Terra, eles voam para Etérnia, onde He-Man se junta à Resistência, que inclui um Mentor amargurado deprimido que se entregou à cachaça.

Esta é uma fotografia de um homem em pose de ação, vestindo uma armadura futurista e segurando uma arma de mão apontada para a esquerda.1. **Visão geral**: A cena retrata um personagem masculino em destaque, posicionado no centro da composição, em um ambiente que sugere um cenário de ficção científica ou fantasia. Ele está em uma postura defensiva ou de ataque, com o corpo virado para o lado esquerdo e o braço direito estendido, segurando uma pistola. 2. **Elementos principais**: O sujeito é um homem adulto de pele morena, com bigode. Ele ocupa a maior parte do quadro. Sua mão direita segura uma pistola de cor escura, apontada em direção ao canto superior esquerdo da imagem. O braço direito está totalmente estendido, enquanto o corpo levemente inclinado para trás, sugerindo movimento ou preparação para ação. Na cintura, à direita, parte de uma arma maior (provavelmente uma espingarda ou rifle) é visível pendurada. 3. **Detalhes visuais relevantes**: O personagem veste um traje de combate composto por uma armadura de metal prateado e verde sobre uma roupa de manga longa. A armadura cobre o peito, ombros e parte dos braços, com detalhes mecânicos e placas metálicas que refletem a luz. No rosto, ele usa um capacete ou viseira futurista de cor prateada e azulada, com uma abertura que revela seu rosto. A iluminação é quente e dramática, vinda de trás e do lado, criando um efeito de *backlighting* que destaca o contorno do personagem e cria reflexos metálicos na armadura. O fundo é composto por paredes de tons terrosos (marrom avermelhado) e colunas verticais com luzes neon vermelhas e laranjas, sugerindo um ambiente urbano futurista ou uma estrutura industrial. 4. **Texto presente**: Não há texto legível na imagem. 5. **Estilo e atmosfera**: A fotografia tem um estilo cinematográfico, com foco no personagem e uso de cores quentes e contrastes marcantes para criar uma atmosfera de tensão e ação. A composição é dinâmica, guiando o olhar para a arma e para o ponto de mira.

Mentor chuta bundas nesse filme. (Crédito: Divulgação/Metro-Goldwyn-Mayer/Mattel Studios/Escape Artists/Amazon MGM Studios/Sony Pictures)

Adam descobre como a espada funciona, com ajuda da Feiticeira de Grayskull, e se prepara para enfrentar as tropas do Esqueleto, quando este revela que os pais de Adam ainda estão vivos, e ele deve se render.

Confusões acontecem, brigas acontecem, tragédias acontecem, e no final o Esqueleto é derrotado, como em todo episódio, e este também termina com liçãozinha de moral.

Colocando assim, He-Man parece um simples episódio do desenho, e vou contar um segredo: É! A estrutura narrativa é bem simples, mas assim como o Arqueiro, He-Man tem coração, e muito.

Na lateral esquerda, um homem de pele bronzeada e cabelos loiros de comprimento médio está em destaque; ele veste um colete de couro preto com um emblema prateado no peito e luvas brancas. Logo atrás dele, uma mulher com cabelos escuros presos segura uma arma de fogo, vestindo uma armadura de couro marrom e um cinto. Ao fundo, à direita, destaca-se um robô de grande porte, com design futurista e tons metálicos escuros, e ao seu lado, um homem totalmente coberto por uma armadura escura e pesada, com capacete.A iluminação é dramática, vinda de trás dos personagens (silhueta), destacando suas contornos contra um céu nublado e uma paisagem montanhosa distante. O chão é coberto por rochas e lava incandescente em chamas, indicando um ambiente vulcânico ou de destruição recente. As cores dominantes são o preto, o marrom escuro, o cinza metálico e o laranja intenso da lava. Os materiais parecem ser couro, metal e materiais sintéticos ou de alta tecnologia. As expressões faciais dos personagens são sérias e focadas.

He-Man está de volta! (Crédito: Divulgação/Metro-Goldwyn-Mayer/Mattel Studios/Escape Artists/Amazon MGM Studios/Sony Pictures)

Adam é mostrado como um menino frágil e tímido, forçado pelo pai a ser um guerreiro, ele é treinado pelo Mentor com outros meninos e meninas, e apanha de todo mundo. O pai não aceita que ele seja frágil e indefeso. Há toda uma discussão sobre masculinidade tóxica, mas mais tarde o Rei Randor explica que ele estava protegendo Adam, o mundo era um lugar cruel e ele precisava saber se defender.

Mentor, bem, o que é o Mentor? Idris Elba virou um Mandaloriano. Há uma longa sequência onde ele usa todos os seus truques e armas, e fiquei querendo pelo menos uma trilogia solo do personagem. Ter toda aquela habilidade e perder foi demais para ele, e entendemos perfeitamente sua decadência. A volta de Adam é o catalisador para sua redenção.

O Tom

Temos um sujeito chamado Mecaneck que estica um pescoço biônico, um fistador chamado Fisto, Homem-Fera, uma vilã chamada Maligna e um sujeito que é uma caveira. He-Man NUNCA poderia ser feito a sério, mas existe uma linha tênue entre não se levar a sério e se autoridicularizar. He-Man não é uma paródia. He-Man tem o pedigree e a alma de Galaxy Quest, outro filme que parece zoeira, mas é uma declaração de amor ao material original.

Os personagens reclamam dos nomes criados por Adam, mas não falam seus nomes verdadeiros. Há várias cenas que remetem a momentos familiares; Adam ri como no clássico meme. Ainda no tema da risada, no final alguém faz uma piadinha e todos riem em conjunto, mas riem muito, e ficam se entreolhando, uma zoada na clássica cena final de desenhos dos Anos 80.

He-Man está sempre a alguns milímetros da zoeira, mas para na beiradinha, com um afago, “olha, eu sei que é bobo, mas eu gostava”.

O Esqueleto

Jared Leto é o pior Coringa de todos os tempos, um sujeito insuportável, com acusações complicadas de desvios morais, profissionais, sexuais, artesanais, sei lá. Só que sabe-se lá o motivo, ele ficou perfeito como Esqueleto. Ele deu o tom idêntico ao original, um vilão devorador de cenários, exagerado ao extremo e que o povo em volta às vezes não consegue acompanhar.

Esta é uma imagem digital de alta definição, provavelmente um conceito de arte ou uma renderização 3D, apresentando um personagem musculoso e imponente em um ambiente escuro e quente. O personagem, que se assemelha a uma encarnação fantasmagórica do esqueleto da Morte, ocupa o centro da composição, com o corpo voltado ligeiramente para a direita, mas o rosto virado diretamente para o espectador.**Elementos principais e detalhes visuais:** O personagem possui uma constituição física extremamente robusta, com músculos definidos e uma textura de pele que varia do azul-acinzentado ao verde-azulado, lembrando a pele de um réptil ou um fantasma. Ele veste um manto escuro, quase preto, com capuz levantado que cobre a maior parte da cabeça. O colarinho do manto é ornamental, feito de uma metalurgia escura e trabalhada, adornado com detalhes que parecem ser ossos ou runas. A característica mais marcante é o rosto: um crânio humano completo e realista, com órbitas oculares preenchidas por dois orifícios profundos. Desses orifícios emitem-se dois feixes de luz vermelha intensa e brilhante, que funcionam como olhos, criando um contraste dramático com o tom frio da pele. No fundo, a iluminação é quente e difusa, dominada por tons de laranja, amarelo e vermelho, sugerindo uma atmosfera de fogo, lava ou um salão iluminado por tochas. Partículas brilhantes e emaranhadas, semelhantes a brasas ou poeira iluminada, flutuam no ar, adicionando profundidade e movimento à cena. A luz incide predominantemente de cima e da direita, realçando os contornos musculares e as dobras do manto.

O Esqueleto está PER-FEI-TO (Crédito: Divulgação/Metro-Goldwyn-Mayer/Mattel Studios/Escape Artists/Amazon MGM Studios/Sony Pictures)

Esqueleto ri das próprias piadas, pede para os capangas acompanharem, faz observações inadequadas quanto à tanguinha e à espada do He-Man, ele é quase uma caricatura de um vilão, só não o é porque o original já era, o que gera o sentimento conflitante de vermos uma atuação exagerada e canastrona, mas ao mesmo tempo 100% fiel ao que estamos acostumados.

Só que esse esqueleto tem dentes, ele não é o vilão inofensivo do desenho, restrito por toneladas de regras de conduta, censura interna e o FCC. Esqueleto mata e é cruel, não fica só na ameaça. Mas tudo bem, as crianças de hoje em dia agüentam.

He-Man – O Molho Secreto

Uma quantidade insalubre de velhos filmes e desenhos foram refeitos com um toque de cinismo, com um desejo de transformar as histórias antigas em versões modernosas, sempre com um componente destrutivo. Um dos remakes dos Thundercats transformou a civilização de Thundera em opressores, todas as outras espécies eram subjugadas pelos gatos.

Em Star Wars: Os Últimos Jedi, Luke Skywalker vira um velho cínico e derrotado que abandonou os Jedi. Em Masters of the Universe: Revelation, Kevin Smith mata o He-Man logo no primeiro episódio e usa o universo para fazer uma desconstrução adulta e pessimista da história original, focando em outros personagens. O Coringa deixa de ser um vilão insano e se torna uma incompreendida vítima da sociedade. Pombas, até Cobra Kai, uma farofa que eu adoro, transforma Daniel LaRusso no babaca da história.

Tudo precisa ser sombrio e político, como um filme do DCU.

He-Man não desconstrói nada. Absolutamente tudo é como no original, todo mundo reclamando de “lacração” não assistiu aos desenhos na Globo. Ele não é bárbaro sanguinário, ele é um arquétipo de um homem bom, puro e justo, que também é o Homem mais poderoso do Universo.

He-Man ensinou que força por força não é o caminho, He-Man é o Jedi que usa seus poderes nunca para o ataque, mas está pronto para usá-los na defesa dos oprimidos. Sim, ele tenta conversar com o Esqueleto, essa é a Natureza do He-Man, mas o que os reclamões não falam é que quando o Esqueleto se recusa a ser razoável, e reafirma que é do Mal e gosta disso, He-Man SENTA A PORRADA nele como sempre desejamos ver, e ele não decepciona.

Teela nunca foi mocinha indefesa, ela sempre lutou lado a lado de He-Man, se no filme ela parece mais confiante, é porque ela é uma rebelde veterana e ele um sujeito deslocado que passou 15 anos na Terra, vivendo como órfão.

Trata-se de uma imagem digital realista, provavelmente uma ilustração de alta qualidade ou renderização 3D, que apresenta um close-up frontal e intenso da cabeça de um felino monstruoso. O animal ocupa a maior parte do quadro, com o focinho aberto em um rugido ou rosnado feroz, revelando uma boca enorme e detalhada.A pelagem do felino exibe uma mistura vibrante de cores, variando de tons de verde musgo e oliva nas áreas mais sombreadas e na testa, para laranjas e amarelos dourados ao longo das bochechas e topo da cabeça. A textura do pelo é muito bem definida, parecendo macia e densa. O rosto é marcado por rugas profundas e expressivas, especialmente em torno dos olhos e focinho, que dão ao animal uma aparência envelhecida, feroz e perigosa. Os olhos são de um âmbar brilhante e penetrante, com pupilas verticais estreitas, fixados diretamente na "câmera", transmitindo uma sensação de alerta e agressividade. As barbas brancas e longas saem em ambos os lados do focinho, contrastando com a pelagem mais escura. A boca está completamente aberta, mostrando uma língua carnuda e avermelhada, gengivas rosadas e uma mandíbula inferior com dentes presas brancos e pontiagudos, além de caninos superiores grandes e prominentes. A iluminação é dramática e quente, vinda principalmente do canto superior direito, que realça as texturas do pelo, os reflexos nos olhos e a profundidade das rugas, criando sombras fortes que enfatizam a imponência e a ameaça do sujeito. O fundo é escuro e desfocado, parecendo ser uma parede de pedra ou um ambiente de caverna, o que ajuda a isolar o felino e focar toda a atenção na sua expressão facial. Não há texto visível na imagem. O estilo visual combina realismo anatômico com uma paleta de cores fantástica, sugerindo que o animal pode ser um personagem de fantasia, um híbrido (como um tigre com pelagem verde) ou uma criatura mítica. A composição é centralizada e impactante, projetada para causar uma reação imediata de admiração ou medo.

"Pacato" talvez não seja o nome mais adequado (Crédito: Divulgação/Metro-Goldwyn-Mayer/Mattel Studios/Escape Artists/Amazon MGM Studios/Sony Pictures)

Ele é um herói puro dos anos 1980, atualizado sem perder sua essência, sem cair no cinismo ou na agenda militante. Quem diz que o filme do He-Man agora faz campanha contra “masculinidade tóxica” nunca viu o desenho. He-Man NUNCA foi a favor de masculinidade tóxica, He-Man não é um bully, e Adam nunca foi um banana, esse papel era do Pacato, e sim, ele, admito, mudou um pouco. Ele continua redundante mas pombas, um tigre é um tigre, e ele vai pra porrada quando é preciso “mas da próxima vez eu quero uma armadura”.

Pacato, aliás foi um momento triste do filme, que nos leva à Diretriz Básica:

He-Man: ASSISTA DUBLADO

Foi chato saber que veria — e ouviria — o Pacato sem a voz do Orlando Drummond, mas quando a Sony confirmou que parou com uma Kombi cheia de dinheiro na porta do Garcia Jr. e falou “você vai dublar o He-Man e pronto”, ficou definido que só a versão dublada seria possível.

A voz de Adam/He-Man é algo que está marcado nas mentes e corações de gerações, ver He-Man dublado é algo natural, orgânico, e, bem, É o He-Man.

As outras vozes mudaram, a vida é assim, mas o Mário Jorge Andrade também voltou para seu personagenzinho na primeira cena pós-crédito. E o cinema adorou.

Cenas Pós-Crédito

Há 3, uma logo após a cena final, uma no meio com o teaser para o próximo filme, e uma no finalzinho com o momento clássico de toda série com vilões recorrentes.

Conclusão

He-Man não é um filme cínico feito para desconstruir e “modernizar” personagens, He-Man não destrói o passado, ele o atualiza. He-Man não tem Midichlorians, He-Man não é Highlander 2, He-Man é — repito — Galaxy Quest.

Quem não conhece a mitologia da série vai achar um filme legalzinho, com belos efeitos visuais mas, sinceramente, uma Sessão da Tarde. Quem conhece vai ver uma rara reimaginação de um desenho de sua infância feita por gente que também o ama.

Cotação

4,5/5 Geninhos

Trailer:

Sim, a Sony colocou a música do Trem da Alegria. Reclamações com a Diretoria.

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