Emanuel Laguna 30/04/2026 às 19:30
Nesta quinta-feira (30/04), a Apple apresentou o relatório financeiro do segundo trimestre fiscal de 2025 (Q2 FY 2026), período que correspondeu ao primeiro trimestre civil de 2026, abrangendo os meses de janeiro a março. A linha iPhone 17, mesmo em alumínio, tem feito muito sucesso, especialmente na China.

Tim Cook agradece o crescimento da China com o próximo CEO da Apple John Ternus (crédito: Apple Newsroom)
Vamos aos números globais:
| RELATÓRIO FINANCEIRO DA APPLE | |||
| Período → | Q2 FY 2025 (janeiro a março) |
Q2 FY 2026 (janeiro a março) |
Diferença |
| Receita | US$ 95,359 bilhões | US$ 111,184 bilhões | + 16,595% |
| Lucro | US$ 24,78 bilhões | US$ 29,578 bilhões | + 19,362% |
Esse panorama geral acima que a Apple acabou de divulgar nesta quinta (30/04) foram os principais dados financeiros nos três meses terminados em 28 de março de 2026. O tio Laguna se pergunta quando a contabilidade da empresa vai incluir os dias ausentes para coincidir com o trimestre civil (eu sei).
De qualquer forma, vemos uma senhora alta de 19,36% no lucro trimestral em relação a Q2 FY 2025 e uma bela alta de mais de 16% na receita, que somou pouco mais de US$ 111 bilhões nos 91 dias do Q2 FY 2026. Isso nos leva a uma receita de US$ 1,222 bilhão por dia, resultando em um lucro médio global diário de pouco mais de 325,3 milhões de dólares nas 13 semanas que compõem o período divulgado!
Quais os responsáveis por essa senhora alta percentual na receita do segundo trimestre fiscal da Apple?
Para tentarmos entender a composição desse mais de US$ 1,2 bilhão diário arrecadado, vejamos quanto cada linha principal de produtos da Apple arrecadou:
| SUMÁRIO DE RECEITAS DA APPLE | |||||
| Período → | Receita Q2 FY 2025 |
Receita Q2 FY 2026 |
diferença em relação a Q2 FY 2025 |
||
| iPhone | US$ 46,841 bilhões | US$ 56,994 bilhões | + 21,68% | ||
| Mac | US$ 7,949 bilhões | US$ 8,339 bilhões | + 5,66% | ||
| iPad | US$ 6,402 bilhões | US$ 6,914 bilhões | + 8% | ||
| vestíveis e acessórios | US$ 7,522 bilhões | US$ 7,901 bilhões | + 5,04% | ||
| assinaturas | US$ 26,645 bilhões | US$ 30,976 bilhões | + 16,25% | ||
| Receita | US$ 95,36 bilhões | US$ 111,18 bilhões | + 16,6% | ||
No Q2 FY 2026, o segmento iPhone respondeu por 51,26% da arrecadação global da Apple. E o segmento do smartphone em si teve alta de quase 22% em relação ao quarto trimestre civil de 2025, portanto a empresa tem a comemorar que seu carro-chefe de alumínio, o iPhone 17, arrecadou US$ 10,15 bilhões a mais em relação ao Q2 FY 2025 (janeiro a março de 2025).
As assinaturas têm crescido bem e representaram no Q2 FY 2026 o segundo maior segmento da Apple em arrecadação global, com 27,86% da arrecadação da Apple no período. E o segmento de assinaturas só não cresceu mais que o do smartphone de forma absoluta: a alta de mais de 16% em relação ao Q2 FY 2025 representou um aumento de US$ 4,33 bilhões.
Embora não sejam os principais astros da arrecadação, os tablets da empresa conseguiram um expressivo crescimento percentual de 8% na arrecadação do respectivo segmento. Pouco mais de meio bilhão de dólares em termos absolutos. Os segmentos de laptops e vestíveis também apresentaram leves altas entre 5 e 6 por cento. Entretanto foi a China que veio com a maior das altas percentuais…
| RECEITAS DA APPLE NO MUNDO | |||||
| Período → | Receita Q2 FY 2025 |
Receita Q2 FY 2026 |
diferença em relação a Q2 FY 2025 |
participação global (Q2 FY 2026) |
|
| China continental | US$ 16,002 bilhões | US$ 20,497 bilhões | + 28,09% | 18,43% | |
| Japão | US$ 7,298 bilhões | US$ 8,401 bilhões | + 15,114% | 7,56% | |
| restante do continente | US$ 7,29 bilhões | US$ 9,138 bilhões | + 25,35% | 8,22% | |
| Ásia (total): | US$ 30,59 bilhões | US$ 38,036 bilhões | + 24,34% | 34,21% | |
| Europa | US$ 24,454 bilhões | US$ 28,055 bilhões | + 14,73% | 25,23% | |
| Américas | US$ 40,315 bilhões | US$ 45,093 bilhões | + 11,85% | 40,56% | |
| TOTAL: | US$ 95,36 bilhões | US$ 111,18 bilhões | + 16,6% | 100% | |
O tio Laguna sempre fez questão de manter o foco dos textos sobre a Maçã de Cupertino no mercado asiático pois tal região sempre vem detalhada nos relatórios financeiros da Apple. Como um todo a Ásia teve um crescimento absoluto de US$ 7,45 bilhões em relação ao Q2 FY 2025. Sendo o maior mercado, a China continental levantou boa parte da alta trimestral nas costas: a Apple subiu US$ 4,5 bilhões no País do Meio, representando alta de 28% em relação ao primeiro trimestre civil de 2025.
De qualquer forma, houve alta percentual e crescimento na arrecadação em outros mercados asiáticos. Apenas no Japão, a arrecadação absoluta aumentou em US$ 1,1 bilhão (mais de 15%) em relação ao Q2 FY 2025. No restante do Ásia, houve crescimento de US$ 1,85 bilhão nesse forte período de vendas capitaneado pelo smartphone de alumínio.
Na Europa, continente que basicamente impôs o USB-C nos novos iPhones, a Maçã de Cupertino arrecadou quase 15% a mais em relação ao Q2 FY 2025, totalizando receita de mais de US$ 28 bilhões entre janeiro e março de 2026 (Q2 FY 2026). Isso representou alta absoluta de US$ 3,6 bilhões em relação à arrecadação europeia da Apple no primeiro trimestre civil de 2025.
O maior mercado da Apple continua a ser o continente americano, com 40,56% de participação global na arrecadação do Q2 FY 2026. Ele teve crescimento de quase 12% em relação ao período de janeiro a março de 2025. Um aumento absoluto de US$ 4,78 bilhões.
O atual CEO Tim Cook comemorou “uma demanda extraordinária pelo iPhone 17”. Ele disse à Reuters que não fosse o fornecimento limitado de processadores de última geração pela TSMC, o resultado seria ainda melhor. Em conferência com os acionistas, o futuro CEO da Apple John Ternus demonstrou otimismo e elogiou a disciplina financeira praticada pela gestão Tim Cook.
Como a Maçã de US$ 3,98 trilhões não divulga mais dados de vendas unitárias de seus produtos, nem muito menos quanto eles estão vendendo em cada região do planeta, apenas podemos dizer que a Apple foi muito bem em todo o globo graças ao iPhone 17, iPads e assinaturas. E apenas deduzindo pelos números de arrecadação apresentados.