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China — demanda por iPhone 17 fez Apple crescer 38%

iPhone 17 — crescimento das vendas na China superou todas as expectativas da Apple, segundo relatório financeiro do Q1 FY 2026 (findo em dez 25).

18 semanas atrás

Nesta quinta-feira (29/01), a Apple apresentou o relatório financeiro do primeiro trimestre fiscal de 2026 (Q1 FY 2026), período que correspondeu ao quarto trimestre civil de 2025, abrangendo os meses de outubro a dezembro. Tudo nos leva a crer que os entusiastas do mundo todo, em especial na China, adoraram o lançamento do iPhone 17 mesmo este sendo de alumínio.

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Tim Cook está muito feliz, inclusive com o desempenho da Apple na China (crédito: Pedro Pardo | AFP | Getty Images via CNBC)

Vamos aos números globais:

RELATÓRIO FINANCEIRO DA APPLE
Período → Q1 FY 2025
(outubro a dezembro)
Q1 FY 2026
(outubro a dezembro)
Diferença
Receita US$ 124,3 bilhões US$ 143,756 bilhões + 15,65%
Lucro US$ 36,33 bilhões US$ 42,097 bilhões + 15,87%

Esse panorama geral acima que a Apple acabou de divulgar nesta quinta (29/01) foram os principais dados financeiros nos três meses terminados em 27 de dezembro de 2025. O tio Laguna se pergunta quando a contabilidade da empresa vai incluir os dias ausentes para coincidir com o trimestre civil (eu sei).

De qualquer forma, vemos uma senhora alta de mais de 15% na receita em relação a Q1 FY 2025. A empresa previa uma alta de 10 a 12%. No final a Maçã de Cupertino conseguiu arrecadar uma média global diária de pouco mais de US$ 1,58 bilhão nas 13 semanas que compõem o período divulgado.

Entretanto, o que mais importa é o lucro, e ele foi generoso: a Apple viu um belo crescimento de quase 16% no lucro trimestral, que somou pouco mais de US$ 42 bilhões nos 91 dias do Q1 FY 2026. Isso dá um lucro de 462,6 milhões de dólares por dia!

Quais os responsáveis por essa bela alta percentual nos lucros do primeiro trimestre fiscal da Apple?

Vejamos quanto cada linha principal de produtos da Apple arrecadou:

SUMÁRIO DE RECEITAS DA APPLE
Período → Receita
Q1 FY 2025
Receita
Q1 FY 2026
diferença
em relação a
Q1 FY 2025
iPhone US$ 69,138 bilhões US$ 85,269 bilhões + 23,33%
Mac US$ 8,987 bilhões US$ 8,386 bilhões – 6,69%
iPad US$ 8,088 bilhões US$ 8,595 bilhões + 6,27%
vestíveis e acessórios US$ 11,747 bilhões US$ 11,493 bilhões – 2,16%
assinaturas US$ 26,34 bilhões US$ 30,013 bilhões + 13,95%
Receita US$ 124,3 bilhões US$ 143,76 bilhões + 15,65%

No Q1 FY 2026, o iPhone respondeu por 59,32% da arrecadação global da Apple. E o segmento do smartphone em si teve alta de 23% em relação ao quarto trimestre civil de 2024, portanto a empresa tem a comemorar que seu carro-chefe de alumínio arrecadou US$ 16,13 bilhões a mais em relação ao Q1 FY 2025 (outubro a dezembro de 2024).

As assinaturas têm crescido bem e representaram no Q1 FY 2026 o segundo maior segmento da Apple em arrecadação global, com 20,88% da arrecadação da Apple no período. E o segmento de assinaturas só não cresceu mais que o do smartphone de forma absoluta: a alta de quase 14% em relação ao Q1 FY 2025 representou um aumento de US$ 3,78 bilhões.

Embora não sejam os principais astros da arrecadação, os tablets da empresa conseguiram um expressivo crescimento percentual de 6% na arrecadação do respectivo segmento. Pouco mais de meio bilhão de dólares em termos absolutos.

As baixas na arrecadação foram nas divisões de laptops e na de vestíveis e acessórios. No caso dos laptops, era esperado o impacto direto do lançamento dos MacBooks com o Apple M5, mas aparentemente as festas de final de ano fizeram os consumidores comprarem mais iPhones 17 mesmo eles sendo de alumínio em vez de titânio.

O tio Laguna só se interessou pelo iPhone Air e olhe lá: perder um alto falante e a câmera grande-angular são sacrifícios que não consigo abraçar. Seja como for, lá no mundo civilizado os entusiastas gostaram muito dos novos iPhones, em especial os chineses.

China (e o mundo civilizado) em alta

RECEITAS DA APPLE NO MUNDO
Período → Receita
Q1 FY 2025
Receita
Q1 FY 2026
diferença
em relação a
Q1 FY 2025
participação
global
(Q1 FY 2026)
China continental US$ 18,513 bilhões US$ 25,526 bilhões + 37,88% 17,76%
Japão US$ 8,987 bilhões US$ 9,413 bilhões + 4,74% 6,55%
restante do continente US$ 10,291 bilhões US$ 12,142 bilhões + 17,99% 8,44%
Ásia (total): US$ 37,791 bilhões US$ 47,081 bilhões + 24,58% 32,75%
Europa US$ 33,861 bilhões US$ 38,146 bilhões + 12,66% 26,54%
Américas US$ 52,648 bilhões US$ 58,529 bilhões + 11,17% 40,71%
TOTAL: US$ 124,3 bilhões US$ 143,76 bilhões + 15,65% 100%

O tio Laguna sempre fez questão de manter o foco dos textos sobre a Maçã de Cupertino no mercado asiático pois tal região sempre vem detalhada nos relatórios financeiros da Apple. Desta vez, a China continental levantou toda a alta trimestral nas costas: a Apple subiu US$ 7 bilhões no País do Meio, representando alta de 38%.

De qualquer forma, houve alta percentual e crescimento na arrecadação em outros mercados asiáticos. Apenas no Japão, a arrecadação absoluta aumentou em US$ 426 milhões (quase 5%) em relação ao Q1 FY 2025. No restante do Ásia, houve crescimento de US$ 1,85 bilhão nesse forte período de vendas capitaneado pelo smartphone de alumínio.

Na Europa, continente que basicamente impôs o USB-C nos novos iPhones, a Maçã de Cupertino arrecadou mais de 12% em relação ao Q1 FY 2025, totalizando receita de mais de US$ 38 bilhões entre outubro e dezembro de 2025 (Q1 FY 2026). Isso representou alta absoluta de US$ 4,29 bilhões em relação à arrecadação europeia da Apple no quarto trimestre civil de 2024.

O maior mercado da Apple continua a ser o continente americano, com 40,71% de participação global na arrecadação do Q1 FY 2026. Ele teve crescimento de 11% em relação ao período de outubro a dezembro de 2024. Um aumento absoluto de US$ 5,88 bilhões.

O atual CEO Tim Cook comemorou a base instalada de 2,5 bilhões de dispositivos da Apple pelo mundo. Isso quer dizer que no ano de 2025 foram vendidos aproximadamente 150 milhões de iPhones, iPads, Macs e outros dispositivos da Apple. Tal número é relevante pois indica o tamanho do mercado em potencial para as assinaturas.

Como a Maçã de US$ 3,82 trilhões não divulga mais dados de vendas unitárias de seus produtos, nem muito menos quanto eles estão vendendo em cada região do planeta, apenas podemos dizer que a Apple foi muito bem em todo o globo graças ao iPhone 17, iPads e assinaturas. E apenas deduzindo pelos números de arrecadação apresentados.

Fontes: 9 to 5 Mac, Bloomberg e CNBC.

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