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Flugabwehrkanonenpanzer Gepard – do ferro-velho para a linha de frente

Do ferro-velho à linha de frente: o Gepard ressuscita e vira peça-chave contra drones e mísseis na guerra moderna

28 semanas atrás

Em Isaías 2, 1-5 há a famosa citação de transformar espadas em arados, já o Gepard sofreu uma mudança de proporções bíblicas. Uma espada foi transformada em um sabre de luz.

A imagem mostra um veículo militar de grande porte, estacionado sobre uma superfície asfaltada sob luz solar direta e clara, indicando que é dia. O ambiente ao redor é natural: árvores densas com folhas verdes vibrantes compõem o fundo, algumas delas com flores brancas ou amareladas (provavelmente cerejeiras ou salgueiros em flor), sugerindo a primavera. A vegetação exibe tons variados de verde — desde o escuro das coníferas até os mais claros dos folhosos — criando um contraste visual forte com a cor do veículo.O veículo central é um tanque blindado modernizado, provavelmente um modelo europeu, possivelmente baseado no sistema PzH 2000 ou similar, mas adaptado para funções não tradicionais como defesa antiaérea ou controle terrestre. Ele possui pintura camuflagem multicolorida, combinando tons de verde-oliva, marrom-esverdeado e cinza-acinzentado, típica utilizada por forças armadas na Europa Ocidental durante períodos de operações militares. **Cabeça do Veículo – Superestrutura** No topo do veículo, há dois canhões automáticos montados verticalmente, apontando para cima e ligeiramente inclinados, característicos de sistemas anti-aéreo móveis como o "Schießwagen" ou similares à tecnologia M198/357. Os canhões são longos e robustos, equipados com mira eletrônica integrada e suportes mecânicos complexos. Entre eles, destaca-se uma estrutura escura, cilíndrica e volumosa, posicionada acima dos canhões, que parece ser um sensor radar ou sistema de detecção de alvos. Sobre essa estrutura, observa-se um símbolo proibitivo circular com linha diagonal vermelha dentro de um quadrado preto, talvez indicativo de restrição de uso ou área protegida. Ao lado esquerdo desta superestrutura principal, encontra-se um componente esférico, semelhante a um radar rotativo ou câmera térmica, coberto por uma cúpula protetora metálica. Ao seu lado direito, outro elemento arredondado complementa o conjunto de sensores, podendo se tratar de um dispositivo de comunicação, radiação sonora ou outra função auxiliar de mapeamento. Na lateral superior da torreta, nota-se uma pequena cruz branca sobre fundo azul-marinho, conhecida como “Cross of Saint George” ou “Iron Cross”, usada pelos países membros da Alemanha Federal nos anos 1960–1990; isso indica que o veículo pertence às Forças Armadas da Alemanha. **Estruturas Lateral e Inferior** As laterais do corpo do veículo apresentam painéis abertos e fecháveis, com botões e controles visíveis, além de tubos de escape e dispositivos de ventilação dispostos longitudinalmente. Na parte frontal inferior, há placas identificadoras com inscrições em letras maiúsculas pretas sobre fundo branco (“BZK-BF”), seguidas de números e caracteres específicos (possível número de série). Uma placa menor também aparece abaixo dessa, parecendo ser um código de registro local ou de fabricante. Os trens de tração são compostos por correias metálicas grossas e duráveis, conectadas aos roletes circulares grandes nas extremidades inferiores do chassis. Cada par de rodas tem um design aerodinâmico, com furos centrais para fixar componentes mecânicos internos. As rodas estão articuladas entre si através de engrenagens de metal fosco, formando uma sequência contínua que permite movimento horizontal e ajuste de ângulo. **Detalhes Técnicos Adicionais** Observamos vários elementos técnicos espalhados pelo chassi: - Um farol dianteiro situado próximo ao centro da frente. - Um ventilador de resfriamento instalado logo atrás da cabine. - Dispositivos elétricos suspensos perto da caixa de comando. - Painéis transparentes onde podem estar inseridos sensores ópticos ou microfone. - Pequenas lanternas coloridas penduradas ao lado dos pneus. Tudo isso sugere que este é um sistema avançado

Gepard, para os íntimos (Crédito: Wikimedia Commons)

O Flugabwehrkanonenpanzer Gepard, que chamaremos só de Gepard, tem esse nome em referência ao animal gepard, conhecido em português como Chita, ou preferencialmente Guepardo, para não ser confundido com a macaca. O Guepardo é o animal mais rápido da Terra, seguido da Galinha Etíope, mas o Gepard não é conhecido por sua velocidade, e sim letalidade.

As origens do Gepard podem ser traçadas até o Flakpanzer IV "Wirbelwind", um sistema antiaéreo criado na Alemanha Nazista que consistia em um chassis de Panzer IV e 4 canhões de 20mm de tiro rápido em uma torre giratória.

Flakpanzer IV "Wirbelwind" (Crédito: Wikimedia Commons)

Seu objetivo era proteger comboios de ataques aéreos, algo viável em um tempo onde os aviões voavam muito baixo e muito (relativamente falando) lentos, mas mesmo com essas limitações, os canhões de 20 mm do Wirbelwind deixavam a desejar, e logo surgiu o Flakpanzer IV "Ostwind", com um único canhão de 37mm, com cadência de 250 tiros por minuto.

Como só produziram 44 deles, entre 1944 e 1945, não mudaram exatamente o rumo da Guerra, mas trouxeram boas ideias, e assim que a Guerra esfriou, a preocupação da Europa eram tanques, aviões e helicópteros russos cruzando as planícies da Ucrânia, algo que felizmente nunca aconteceu.

No pós-guerra a OTAN usava o M42 Duster, um blindado antiaéreo americano, mas ele rapidamente se tornou obsoleto, como todos os sistemas anteriores a mira era feita no olhômetro, ele era pouco mais que um tanque com um canhão em cima. 40mm, sinistro, mas basicamente um canhão convencional e mais nada.

A imagem apresenta uma cena de campo militar em um ambiente tropical ou subtropical, com montanhas ao fundo sob um céu azul claro e nuvens dispersas. O foco principal é um veículo blindado americano da Segunda Guerra Mundial — especificamente, um M24 Chaffee, um tanque leve do Exército dos Estados Unidos — estacionado sobre terra batida e arenosa, possivelmente num acampamento ou base temporária.O carro está posicionado em primeiro plano, ocupando a maior parte da composição. Sua pintura é escura, provavelmente verde-oliva ou marrom escuro, típica das forças armadas americanas na época. Na lateral direita (da perspectiva do observador), há inscrições claras: “U.S ARMY 12P 381”, indicando sua pertencência à Força Armada Americana e o número de identificação. Um grande símbolo da Estrela de cinco pontas branca, característico do exército norte-americano, destaca-se no lado do casco, próximo ao canhão. Na parte superior do veículo, dois soldados estão posicionados: um sentado perto do compartimento do motorista, apoiado nas estruturas metálicas; outro, mais distante, parece estar em pé sobre o teto do tanque, olhando para frente, vestindo uniforme camuflado, colete e botas militares. Ambos parecem estar equipados com capacetes e têm aparências consistentes com os soldados da era da guerra fria ou guerras recentes após as guerras mundiais. No topo do veiculo também se vêem antenas verticais que são utilizadas como sistemas de comunicação por rádio. No centro do veículo, o canhão principal está elevado, apontando ligeiramente para cima, enquanto outra arma automática pequena — talvez um fuzil pesado ou um lançador de granadas — está instalada na posição frontal do tanque. A estrutura mecânica inclui roletes de tração robustos, rodas grandes e engrenagens visíveis nas laterais, mostrando detalhes técnicos complexos e usados intensivamente durante operações terrestres. À esquerda da tela, parcialmente oculto pelo próprio tanque, encontra-se outro veículo similar, mas menos bem iluminado, sugerindo que este pode ser apenas parte de uma frota menor de unidades de combate. Ao fundo, há alguns edifícios rústicos com telhados de palha, construídos com materiais simples, indicativos de áreas habitadas pelos civis locais, ou mesmo bases improvisadas pela força militar localizada. Um homem em pé, visto de costas, está posicionado logo atrás do tanque centralizado. Ele usa um uniforme semelhante aos outros soldados presentes e tem cabelo curto, cortado de forma moderna para aquela época. Seus braços estão cruzados, e ele parece estar observando algo fora do quadro, possivelmente coordenando atividades ou aguardando ordens. Mais longe, ainda mais ao fundo, percebe-se um grupo de soldados reunidos junto a um veículo de transporte de carga aberto, carregado com caixotes ou contêineres de madeira. Este último possui pneus largos e tracção suave, adequado para viagem em território difícil. Ao redor do cenário natural, a paisagem mostra colinas cobertas de vegetação densa, especialmente arbustos baixos e árvores esparsas, formando uma floresta misturada entre campos abertos. As cores predominantes são tons de vermelho avermelhado, castanhos e marrons naturais combinados com o cinza metalizado do tanque e o branco das nuvens no horizonte. Em geral, toda a cena transmite uma atmosfera de tensão e preparação, com elementos de realismo histórico e documental, capturando momentos cotidianos dentro de uma operação militar. Os detalhes tecnicamente precisos permitem inferir que esta fotografia foi feita em algum momento posterior às Guerras Mundiais, sendo muito possível que tenha sido realizada durante conflitos regionais ou testes de mobilidade militar nos anos 50/60. Além disso, a presença de vários indivíduos indica que houve alguma organização logística envolvendo múltiplos membros da equipe.

M42 Duster (Crédito: Robert L. Drieslein Collection / Wikimedia Commons)

No começo dos Anos 1960 a Alemanha começou a projetar o Gepard. Usaram um chassis de tanque Leopard. No lugar da munição do tanque, instalaram um motor auxiliar somente para gerar energia para os sistemas eletrônicos e os motores de rotação da torre.

A torre de tiro contava com dois canhões automáticos de 35mm Oerlikon GDF suíços, com uma taxa de tiro de 550 projéteis por minuto, num total de 1100, o que definitivamente estraga o dia de quem está na outra ponta.

Ao contrário dos sistemas antigos, o Gepard contava com um -na verdade, dois- radares. Um com cobertura de 360 graus e alcance de 15Km, e outro, também com 15km de alcance, usado para rastreio e direcionamento de tiro. Basicamente um identifica todos os alvos na região, o outro acompanha e direciona as armas.

O alcance máximo dos canhões é de 5,5Km.

A imagem apresenta um objeto que parece ser uma munição de grande calibre, segurada com cuidado por duas mãos vestidas com luvas cirúrgicas azuis. O fundo é neutro e uniforme, em tom claro — provavelmente branco ou cinza pálido — o que destaca a peça central.O objeto tem forma cilíndrica alongada, com uma extremidade pontiaguda no topo (apontando para cima na foto), característica típica de projéteis como granadas ou mísseis antipessoal, mas também pode se tratar de um míssil ou bala de artilharia. A base do corpo principal da munição é verde-escura, quase preta, com acabamento liso e leve reflexão de luz, sugerindo material metálico pintado ou revestido. Na parte inferior, há uma etiqueta branca retangular colada à superfície, contendo texto impresso: “35X228 9”. Esse código numérico é provável indicar especificações técnicas, talvez referentes ao diâmetro (em milímetros) e ao tipo de carga ou modelo específico. Na região intermediária da munição, próximo à extremidade superior, observam-se dois anéis coloridos distintivos: - Um anel mais amplo, de cor amarela vibrante. - Acima dele, outro anel menor, de cor rosa suave ou magenta. Esses anéis são elementos visuais importantes; podem representar marcas de identificação, categorização técnica, ou até mesmo indicações sobre o tipo de explosivo utilizado dentro da munição (por exemplo, cargas de alta energia versus baixa). No ápice da munição, onde termina a haste cilíndrica, encontra-se um componente metálico prateado e afiado, formando uma ponta estreita e bem definida – semelhante a um canhoto ou núcleo projetor. Essa ponta não está coberta pelo revestimento verde e possui um brilho metálico intenso, contrastando fortemente com as cores escuras do restante do corpo. As mãos que sustentam a munição estão posicionadas de maneira estratégica: - Uma mão está localizada na base da munição, oferecendo apoio firme; - Outra mão envolve o corpo central, apoiando-a lateralmente, mantendo equilíbrio e segurança durante a manipulação. Os dedos das luvas estão levemente dobrados sob o peso do objeto, evidenciando sua massa considerável. As luvas são de borracha nitrila ou similar, com textura finamente costurada nos dedos, permitindo boa aderência e proteção contra contato direto com materiais potencialmente perigosos. Não há sinais de danos físicos, nem manchas, nem rachaduras visíveis na superfície externa da munição, sugerindo bom estado de conservação ou uso recente. Em resumo, trata-se de uma munição militar pesada, possivelmente destinada a sistemas anti-tank ou armamentos de longo alcance, sendo exibida com rigor técnico, como seria feito em laboratórios de análise forense, museus militares ou centros de pesquisa de defesa nacional. --- **Observações adicionais:** Dado o contexto visual e os detalhes descritos, esta munição poderia pertencer a modelos específicos utilizados pela Força Armada Brasileira ou outras agências militares internacionais, embora seja impossível afirmar definitivamente seu fabricante apenas com base nesta fotografia. Os números "35x228" remetem às medidas padrões usadas nas especificações balísticas brasileiras, especialmente associadas aos lançadores M107/AMOS, enquanto o número final "9" poderá corresponder a versão específica ou série produzida. Importante notar: **esta imagem deve ser tratada com extrema cautela**, pois representa um item potencialmente perigoso. Sua exposição pública sugere fins educativos, científicos ou documentais, sempre que acompanhada por procedimentos de segurança adequados.

Munição de 35mm do Gepard. Se isso pega no olho... (Crédito: Reprodução Internet)

Cada um leva 320 cartuchos de munição antiaérea, e 20 cartuchos perfuradores de blindagem em um compartimento separado, podendo ser selecionado pelo operador. É usado para autodefesa contra tanques e blindados, mas assim como o exército alemão da 2ª Guerra, os operadores do Gepard descobriram que o bicho é ótimo contra infantaria e veículos leves.

Infelizmente, apesar de ser um excelente veículo de combate para seu tempo, os tempos mudam, e a tecnologia evoluiu. Aviões voavam mais alto, helicópteros passaram a levar mísseis, e logo o Gepard se descobriu em uma posição insustentável: os mísseis russos tinham um alcance maior que as armas do Gepard. Os Hinds Mi-24 podiam pairar em segurança, identificar os radares do Gepard, disparar seus mísseis e destruir os veículos, sem que os tiros de resposta chegassem a eles.

Como paliativo, as unidades de Gepards passaram a ser acompanhadas de tropas com mísseis Stinger, e até foi proposta uma variação do Gepard levando mísseis, mas faltou grana e a Alemanha desistiu.

Os sistemas foram sendo descomissionados, e somente dois países continuavam com Gepards na ativa: Romênia e... Brasil, que adquiriu 34 veículos, com oito deles sendo enviados em caráter emergencial em 2013, para proteger o país de ameaças imaginárias durante a Copa das Confederações.

O tempo passa, e fora o Brasil, ninguém mais liga para o Gepard. Todos estão em armazéns, pois é mais caro destruir e reciclar do que armazenar, o que é uma sorte para a Ucrânia. Depois da invasão da Crimeia em 2014 e Donetsk em 2022, a Ucrânia se tornou alvo de ataques constantes de drones e mísseis de cruzeiro. Com o Irã fornecendo e licenciando a produção de drones Shaed, a Ucrânia se viu diante da cruel matemática da Guerra: Um míssil de US$ 500 mil usado para destruir um drone de US$ 20 não fecha a conta.

A Ucrânia usou tudo que tinha, inclusive caminhões com canhões antiaéreos ZPU-2, uma variação chinesa de um canhão soviético do pós-guerra, mas o que eles queriam mesmo -e imploraram- era o Gepard. Os estrategistas (do grego strategos, em inglês, strategy) ucranianos perceberam que o Gepard era simplesmente perfeito para abater drones e mísseis de cruzeiro subsônicos.

ZPU-2 "portátil" usado pelas forças da Ucrânia (Crédito: Reprodução Internet)

Ambos voam em trajetórias retas e previsíveis, são totalmente passivos (ui!) diante de sinais externos, o radar do Gepard consegue detectá-los com razoável antecedência.

Zelensky chorou e bateu pé até que a Alemanha começou a enviar lotes de Gepards para a Ucrânia. Mais tarde, os EUA compraram ou negociaram Gepards de países aliados, que ficaram felizes de esvaziar seus estoques.

Uma coisa feia foi a Suíça, que em nome da neutralidade por vários meses impediu que países vendessem munição para os Gepards ucranianos. Uma cláusula das Leis de Neutralidade da Suíça impede a venda de armamentos para países em guerra. Sim, eles pagam de isentões na paz, vendem arma até não poder mais, mas se o cliente entra numa guerra, aí são da paz, “se ferra aí”.

Isso foi no começo de 2022. A Alemanha acelerou a produção local de munição de 35mm para o Gepard nas fábricas da Rheinmetall, e no final de 2023 o problema já estava resolvido, hoje a Ucrânia tem munição de sobra para seus Gepards, e mais, agora eles contam com projéteis AHEAD, esse brinquedo aqui:

Foto detalhada em alllta resolução de um projétil AHEAD (Crédito: Swadim / Wikimedia Commons)

O conceito é muito interessante: Ao invés de uma ogiva explosiva única, o projétil carrega 162 sub munições de tungstênio e uma carga explosiva que transforma tudo em um cone expansivo de projéteis, estraçalhando tudo em seu caminho. Só que esse nem é a cereja do bolo.

Os projéteis não carregam sensores de proximidade, algo que ficaria caro e não funcionariam com alvos pequenos como drones. No caso, os radares passam as informações de localização e distância do alvo para um computador, que calcula o tempo que o projétil levará para chegar até ele. Esse tempo é então enviado para um transmissor na ponta do cano do canhão. Durante os mili-pentelhonésimos de segundo que o projétil leva para passar pelo transmissor, um sinal é enviado e o projétil é programado para explodir assim que o tempo determinado tiver passado.

Cada projétil é único, programado levando em conta a direção e velocidade do alvo.

Os ucranianos se tornaram tão bons que eles conseguem derrubar drones com rajadas de 5 projéteis, algo totalmente impensável na Segunda Guerra Mundial. Uma bateria antiaérea alemã de 37mm disparava em média 12000 tiros por avião abatido.

O Gepard se mostrou um caso raro de um equipamento obsoleto, ressuscitado por uma demanda criada por equipamentos bem mais modernos e sofisticados. Fica a lição: Só porque algo é velho, não quer dizer que não tenha utilidade. O Gepard saiu da aposentadoria para fazer aquilo que esperou uma vida para fazer: abater hardware russo.

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