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Doom e o segredo para conquistar os antigos fãs

Tendo servido como um ótimo recomeço para a franquia Doom, um dos segredos para o sucesso do jogo lançado em 2016 estaria na sua "forma de preparo".

19/02/2020 às 8:02

Criar um novo capítulo para uma das séries mais emblemáticas da indústria está longe de ser uma tarefa simples. Além de conquistar o público mais novo, um jogo como o Doom (de 2016) tinha a obrigação de agradar os fãs de longa data e depois de encarar a sua campanha, a sensação que tive foi de que as pessoas envolvidas na criação daquele jogo sabiam o que estavam fazendo.

Doom

Eis que agora, estando há pouco dias do lançamento do promissor Doom Eternal, o produtor executivo Marty Stratton explicou qual foi o segredo para a equipe da id Software ter conseguido criar um jogo tão fantástico quanto aquele FPS que chegou às lojas há alguns anos:

Penso que quando você vê marcas e elas sofrem um pouco… como alguns dos novos filmes Star Wars e muitos fãs não estão felizes, isso acontece porque acho que eles não estão sendo cozinhados com os mesmos ingredientes. E os verdadeiros fãs conseguem entender isso, o que significa que eles não o acompanharão na jornada em que você está tentando os levar […]

Nós estávamos cozinhando com os mesmos ingredientes. Muito tempo foi gasto trabalhando para descobrirmos ‘quais são os elementos principais da marca Doom?’ Não apenas o jogo Doom, ou o [Doom] 1, ou o 2, ou o 3, ou o 64, mas a marca Doom como um todo. O elemento metal, a irreverência, o poder, todas essas coisas diferentes. Descobrir quais esses ingredientes são, é tudo o que fazemos… garantir que o jogo utilize esses princípios fundamentais e então os fãs os aceitarão e o acompanharão neste jornada.

Ainda de acordo com Stratton, uma das partes mais divertidas do trabalho deles é justamente descobrir o que faz com que o público goste de suas criações e que a ciência necessária para tornar um projeto atraente é o que faz com que o trabalho de um designer seja tão interessante.

Com o custo de produção dos jogos tendo atingido várias dezenas de milhões de dólares e alguns títulos se mantendo relevantes por alguns anos, faz todo o sentido uma desenvolvedora de grande porte se preocupar tanto em “prender” o consumidor nas suas criações. É por isso que alguns profissionais tem se especializado em buscar e implementar maneiras de tornar os jogos mais atrativos e — por mais que alguns se incomodem com a palavra — viciantes.

De qualquer forma, concordo com Marty Stratton quando ele diz que um dos principais objetivos de um projeto que visa reviver uma franquia como a Doom deve ser buscar novidades, mas sempre respeitando suas origens. Quando isso é feito, é quase certo que todos ficarão felizes, do público que só conheceu a franquia agora, aos fãs que a acompanham há décadas.

Fonte: IGN.

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