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Ubisoft não voltará a criar jogos mais curtos

CEO da Ubisoft diz que objetivo da empresa é focar em jogos de mundo aberto que possam nos oferecer muito conteúdo e diversas experiências menores.

37 semanas atrás

Se você tivesse que escolher entre um jogo lhe entregar um enorme mundo aberto com bastante conteúdo para ser explorado como quiser, ou uma história mais focada, cuja campanha termina em pouco mais de uma dezena de horas, com qual ficaria? Pois de acordo com o CEO da Ubisoft, o objetivo da sua empresa é deixar de produzir títulos com durações mais curtas.

Ubsioft - Assassin's Creed Odyssey

Depois de levar a franquia Ghost Recon para este caminho e jogos como o Gods & Monsters e Beyond Good & Evil 2 já terem deixado claro que também serão imensos, os fãs de experiências mais lineares passaram a se perguntar se um dia voltaremos a ter algo mais no estilo de um Assassin's Creed Unity.

Para tirar essa dúvida, o site GamesIndustry resolveu conversar com Yves Guillemot e a resposta dada por ele foi bem clara:

Não, o nosso objetivo é garantir que tenhamos um Unity dentro de um Odyssey. Se você quiser uma história de 15 horas, poderá ter isso, mas você também poderá ter outras histórias. Você vive naquele mundo e busca aquilo que quiser buscar. Você tem uma experiência, muitas experiência no estilo do Unity.

Um detalhe interessante é que mesmo com o custo de desenvolvimento para títulos assim tendo aumentado bastante, afinal um jogo como o Assassin's Creed Odyssey contou com a colaboração de 10 estúdios para ser criado, o preço pelo qual eles são vendidos não teve acréscimo.

Segundo Guillemot, a explicação para isso está no tamanho do mercado, já que atualmente uma quantidade imensa de pessoas tem acesso às suas criações e este número tem crescido ano após ano. Nas opinião do executivo, novos mercados tem sido abertos e os jogos tem se mantidos vivos por muito mais tempo do que antigamente. É por isso que a Ubisoft tem continuado aumentando os investimentos, já que sabem que o returno será alcançado por um período maior graças aos DLCs e expansões lançadas posteriormente.

Como consumidor e grande apaixonado por jogos de mundo aberto, só posso comemorar essa postura, mas sei também que tudo isso vale enquanto os jogos da empresa estiverem se saindo bem comercialmente. Ou você acha que Guillemot e o resto do alto escalão da Ubisoft continuarão com a mesma política caso duas ou três dessas grandes produções fracassem em sequência?

O fato é que desenvolver jogos de grande porte, os famosos AAA, tem se tornado uma atividade cada vez mais cara e arriscada, por isso não me surpreendo quando vejo empresas apostando alto na criação de títulos menores e focados nas microtransações. Por outro lado, os games como serviço podem ser uma maneira de contornar esse problema e como o próprio Assassin's Creed Odyssey tem mostrado, uma produção de qualidade e abastecida com conteúdo interessante pode ser uma excelente forma de continuar lucrando, mesmo tanto tempo depois do seu lançamento.

Fonte: PCGamer.

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