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Russos farão filme sobre Metro 2033

Após não concordar com roteiro americanizado da MGM, Dmitry Glukhovsky fecha acordo para conglomerado russo adaptar o Metro 2033 para o cinema.

26/08/2019 às 8:25

Em 2013 uma terrível guerra nuclear praticamente acabou com a Rússia. Para se proteger, a população local se escondeu nos túneis do metrô de Moscou e logo alguns grupos começaram a tentar controlar aquela sociedade pós-apocalíptica. Essa é a premissa de Metro 2033, um livro escrito por Dmitry Glukhovsky e que depois de ter sido transformado num excelente jogo, tinha tudo para dar origem a um ótimo filme.

Metro 2033

A primeira vez que ouvimos falar nesta possibilidade foi em 2016, quando a MGM tratou de garantir os direitos sobre a obra e dar início ao promissor projeto. O problema é que o ilustríssimo roteirista F. Scott Frazier decidiu levar a fascinante história de Glukhovsky para os Estados Unidos, o que desagradou o autor e percebendo que a sua criação seria brutalmente descaracterizada, deu um ponto final à adaptação, além de readquirir os direitos para o cinema.

Porém, naquela ocasião ficou alguma esperança de que tal filme ainda seria feito, já que o próprio Dmitry revelou estar conversando com outros interessados e para a alegria (ao menos inicial) dos fãs, agora sabemos que uma nova parceria foi fechada.

Com previsão de lançamento para 2022, o longa metragem será produzido pela TNT-Premier Studios Company, o canal TV-3 e a Central Partnership, todas subsidiárias da Gazprom Media Holding, que por sua vez responde como o maior conglomerado de mídia da Rússia. Servindo como conselheiro criativo do projeto, Glukhovsky disse o seguinte sobre o acordo:

Na Rússia eu não via produtoras que pudessem fazer uma boa adaptação dos livros para as telas. Simplesmente parecia impossível. Mas agora eu finalmente encontrei uma equipe na qual posso confiar o Metro. As nossas ambições acabaram se mostrando similares: criar um arrasa-quarteirões de classe mundial e chocar mesmo aqueles que leram a trilogia e a conhecem de coração. Então, para não lhes desapontar, estou pronto para me tornar o produtor criativo do filme e ajudar a criá-lo com meus conselhos e ações.

Além da participação do autor na criação do filme, o que ajuda a dar alguma esperança de que algo bom surgirá disso é o fato de empresas russas estarem envolvidas. Isso pelo menos garante que a história se passará onde deveria e sem qualquer maluquice do tipo “os americanos contra a ameaça comunista”.

A minha dúvida é em relação ao nível da produção e o elenco que será escalado para transformar o Metro 2033 em um filme. Em relação a primeira parte, o produtor Valeriy Fedorovich garantiu que eles investirão uma soma sem precedentes para criar e promover o longa mundialmente. Já quanto aos atores e atrizes, por mais que eu adore a ideia de ver o filme falado em russo em sem as cartas marcadas de Hollywood, será que o grande público aceitará um Artyom que não seja interpretado por, sei lá... um Keanu Reeves?

É claro que nada impede que o dinheiro vindo do gás natural sirva para contratar atores e atrizes de fora da Rússia, mas desconfio que não será o que vai acontecer e se pelo lado comercial isso pode ser considerado bastante arriscado, como espectador não consigo deixar de pensar que a adaptação só poderia dar certo desta maneira.

Fonte: Destructoid.

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