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5 melhores jogos metroidvania já lançados

Um dos gêneros mais adorados, os games metroidvania voltaram com tudo e aqui listamos cinco títulos modernos que deveriam ser jogados por todos

26/07/2019 às 9:04

Eu costumo dizer que a ascensão dos indies foi ótima para diversos gêneros, mas acho que nenhum se beneficiou tanto do desenvolvimento independente quanto os games metroidvania. Depois de passar por alguns anos sem receber grandes representantes, esse tipo de jogo voltou com força total nos últimos anos e entre tantas opções, quais títulos escolher?

Games metroidvania - Hollow Knight

Pensando nisso resolvi elaborar uma lista com cinco jogos que considero fundamentais para qualquer pessoa que adore os games metroidvania ou que esteja querendo conhecê-los melhor. É importante citar que nem todos aqui foram desenvolvidos por estúdios independentes e para não ficarmos muito presos ao passado, optei apenas por jogos mais recentes e que estão disponíveis nas plataformas atuais.

Mas antes de ir aos escolhidos, vale a pena fazer uma breve explicação sobre esse estilo de jogo que é adorado por muitas pessoas.

O nascimento de um gênero

Funcionando como um subgênero dos jogos de ação/aventura, metroidvania é um termo oriundo da fusão de duas séries extremamente populares, a Metroid e a Castlevania. Aproveitando mecânicas de ambas, esse tipo de jogo costuma ser caracterizado por oferecer um vasto mapa com áreas interconectadas e que para ser explorado totalmente exige a utilização de certos itens, armas ou habilidades que são adquiridos conforme avançamos.

Isso faz com que a volta a áreas visitadas anteriormente costume ser constante e para aqueles que gostam de encontrar segredos espalhados pelos cenários, os games metroidvania são um prato cheio. Muitas vezes contando com designs de níveis fantásticos e uma jogabilidade viciante, um bom metrodivania consegue fazer com que a pessoa queira continuar jogando sem parar, só para ver qual nova habilidade desbloqueará ou que tipo de cenário encontrará pela frente.

Embora o primeiro jogo a trazer esses elementos tenha sido o Xanadu: Dragon Slayer II, que a Nihon Falcom lançou em meados da década de 80, aquele que ficou conhecido por dar origem ao termo foi o Castlevania: Symphony of the Night. Como o clássico da Konami foi dirigido por Koji “IGA” Igarashi, algumas pessoas preferem chamar esse tipo de jogo de igavania, mas particularmente prefiro o termo mais comum.

Koji Igarashi

Explicação feita, vamos à lista.

Hollow Knight

Desenvolvido pela modesta Team Cherry, o jogo teve boa parte do seu desenvolvimento financiado através de uma bem sucedida campanha no Kickstarter e foi lançado em 2017. Nele acompanhamos a saga de um inseto cavaleiro que parte numa missão para desvendar os mistérios do reino de Hallownest, um lugar com uma longa e complexa história por trás e serve como ótimo pano de fundo para a aventura.

Apesar de nunca ter gostado muito da direção artística de Hollow Knight, reconheço a sua qualidade e principalmente, a dedicação da pequena equipe em criar um mundo extremamente rico e com uma aparência de desenho animado. Destaque também para a quantidade de conteúdo presente no game, já que você precisará de várias dezenas de horas se quiser aproveitar tudo o que ele tem a oferecer.

Hollow Knight é uma verdadeira lição de como fazer um jogo cheio de qualidade, com muita atenção aos detalhes e uma jogabilidade extremamente divertida e desafiadora. Uma verdadeira obra de arte!

Plataformas disponíveis: Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, Windows, macOS e Linux.

Dead Cells

Após surgir como em acesso antecipado no Steam, esta criação da Motion Twin é o típico caso de jogo que nasceu sem causar muito alarde, mas que logo começou a chamar a atenção de muita gente devido ao boca-a-boca.

Em Dead Cells seremos uma criatura que assumirá um corpo abandonado em um calabouço e o nosso objetivo será encontrar uma maneira de fugir do local. O detalhe é que ao contrário dos outros títulos mencionados aqui, este funciona como um rogue-like, onde poderemos comprar habilidades com o dinheiro adquirido durante as partidas e se morrermos seremos obrigados a voltar lá no início.

Com as fases geradas aleatoriamente e quase tudo o que adquirimos sendo perdido ao recomeçar, eu tenho uma certa resistência a considerá-lo um metroidvania, mas como ele conta com algumas habilidades que nos darão acesso a certas partes dos cenários, acho que ele se enquadra nos requisitos mínimos para se encaixar na lista de games metroidvania.

Um título bastante desafiador, repleto de segredos para serem descobertos e mecânicas para serem dominadas, além de contar com uma das pixel arts mais bonitas dos últimos tempos.

Plataformas disponíveis: PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch, Windows, macOS, Linux, iOS e Android.

Ori and the Blind Forest

Neste jogo seremos Ori, uma criatura que após cair de uma árvore durante uma tempestade passa a ser criada por Naru. Tudo ia bem com a dupla, até acontecer um desastre que afetou toda a floresta. Sem ter o que comer, o protetor do nosso personagem acaba morrendo de fome e sem muitas opções, Ori parte para explorar o lugar.

Além de uma história muito interessante e que teve inspiração em obras como O Gigante de Ferro e O Rei LeãoOri and the Blind Forest possui gráficos belíssimos, nos dando a sensação de estarmos jogando uma bela animação e ainda contando com um protagonista cheio de carisma.

Com uma jogabilidade clássica, o destaque vai para o sistema batizado como soul links e que nos permite salvar o progresso a qualquer momento. A sacada aqui é que esses pontos de restauração consumem células de energias que coletamos pelos cenários e como elas são escassas, será preciso pensar bem antes de gastá-las.

Uma continuação chamada Ori and the Will of the Wisps está prevista para ser lançada no dia 11 de fevereiro de 2020 e se ela tiver a mesma qualidade do anterior, deverá figurar entre os melhores games metroidvania já feitos.

Plataformas disponíveis: Windows e Xbox One.

Bloodstained: Ritual of the Night

A influência do Symphony of the Night em todos os jogos desta lista é evidente, mas se tem um que não teve o menor pudor em beber da sua fonte, este é o Bloodstained: Ritual of the Night. Funcionando como um sucessor espiritual do jogo que criou o termo metroidvania, o jogo se escora no clássico em quase todos os aspectos, da história ao estilo visual, passando pela trilha sonora e na própria jogabilidade.

O principal motivo para isso acontecer — e da maneira correta — é o fato de o criador do Bloodstained: Ritual of the Night ser o próprio Koji Igarashi. Após deixar a Konami o game designer teve a ideia de criar um jogo no estilo daquele que conquistou tantos admiradores e para isso ele recorreu ao financiamento coletivo. O resultado foi uma das campanhas mais bem sucedidas da plataforma e após alguns adiamentos e uma longa espera, recebemos um jogo espetacular.

Alguns defendem que o jogo não consegue superar o Symphony of the Night e por mais que a comparação aqui seja justa, acho que ela é irrelevante. Para mim, o importante é que o Bloodstained: Ritual of the Night é um dos melhores games metroidvania já feitos, com uma jogabilidade sólida, segredos por todos os lados e conseguindo aquela sensação que todo título do g6enero deve ter, que é nos deixar com vontade de continuar explorando.

Plataformas disponíveis: PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e Windows.

Salt and Sanctuary

Assim como o Dead Cells, Salt and Sanctuary também pode ser considerado um híbrido, mas ao invés de possuir elementos do estilo rogue-like aqui temos uma mistura de metroidvania com o que vimos na série Dark Souls. Contando com elementos de RPGs, o jogo permite até deixarmos mensagens nos cenários para outros usuários, podendo assim os avisarmos de perigos que estão por vir ou simplesmente os enganarmos.

Com uma atmosfera pesada e um alto nível de dificuldade, Salt and Sanctuary é o tipo de metroidvania que exige paciência e bastante dedicação por parte do jogador, quase sempre não perdoando equívocos cometidos, mas conseguindo entregar uma alta dose de satisfação a cada desafio superado.

Como inicialmente ele foi lançado apenas para o PlayStation 4, muitas pessoas não lhe deram muita atenção, mas felizmente o pessoal da Ska Studios corrigiu isso ao levá-lo para diversas outras plataformas e independentemente de em qual delas você for fazer isso, acredito que deveria dar uma oportunidade a esta pérola. Só fica o aviso: não vá atirar o controle na parede em um acesso de fúria, ok?

Plataformas disponíveis: PlayStation 4, PlayStation Vita, Nintendo Switch, Xbox One, Windows, macOS e Linux.

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