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Disney quer 100% do Hulu, e pode manter conteúdos de outros estúdios

Disney negocia compra dos 30% do Hulu que pertencem à Comcast; serviço de streaming manterá catálogo de conteúdos licenciados

09/05/2019 às 9:30

A Disney quer controlar o Hulu, e isso não deve demorar a acontecer: de acordo com o CEO Bob Iger, a companhia já está negociando a compra dos 30% restantes do serviço de streaming que pertencem à Comcast, como forma de principalmente, torna-lo global.

No entanto, ele deverá manter todo o seu acervo, inclusive de produtos licenciados de outros estúdios.

disney hulu

Originalmente o controle da joint venture Hulu, LCC, que foi fundada em 2007, era dividido entre a Disney, a Fox e a NBCUniversal, com cada uma possuindo 30%; a Fiel da Balança era a WarnerMedia, que detinha 10% da empresa. Ele se consolidou como um concorrente da Netflix nos Estados Unidos, mas perdeu tração quando este se tornou global.

O motivo foi a onda de aquisições: em 2011, a Comcast assumiu o controle da Universal (a aquisição completa foi fechada em 2013), e em 2018, a Warner foi adquirida pela AT&T. O problema para a Disney, a mais interessada na expansão, é que ambas operadoras não tinham interesse nisso, mas a compra da Fox mudou o jogo.

A casa do Mickey passou a deter 60% do Hulu, e teoricamente assumiu o controle; a seguir, a AT&T tirou o seu da reta, e vendeu seus 10% de volta para a Disney, segundo Iger, e agora a empresa está com 70% do bolo nas mãos. Recentemente, o CEO afirmou que mudanças deverão ser feitas na distribuição de conteúdo interno, até para alinha-lo com a proposta da Disney+, como um serviço acessório.

Vai funcionar assim: enquanto a Disney+ será uma plataforma para toda a família, o Hulu será posicionado como um serviço com conteúdos para um público jovem e adulto, incluindo produções mais sérias e/ou sombrias. A prova disso foi a confirmação de duas novas atrações da Marvel, Motoqueiro Fantasma (eu sei, tecnicamente é "piloto" ou "motorista", já que Robbie Reyes dirige um Charger; a culpa é de "rider" valer para ambos, e vou usar o nome clássico) e Hellstorm, o Filho de Satã.

"Motoqueiro" Fantasma / disney hulu

O ator Diego Luna voltará ao papel de Robbie Reyes, logo, a série será um spin-off de Agentes da S.H.I.E.L.D.

Caso a Comcast venda a sua parte, entretanto, o usuário deverá ter o melhor de dois mundos: primeiro, o Hulu finalmente se tornará um serviço global como a Disney quer, para ser oferecido em conjunto com a Disney+, e segundo, como forma de atrair um público mais variado, os conteúdos licenciados, pertencentes à Warner, Universal e outros estúdios não serão removidos.

Isso foi inclusive definido em contrato: como cláusula para que a Disney colocasse a mão nos 10% da AT&T, ela assumiu o compromisso de manter todas as atrações da WarnerMedia que hoje fazem parte de seu catálogo, e é muito provável que a Comcast faça o mesmo com as produções da Universal.

Aliás, vale mencionar que por conta de contratos, a Disney+ não terá os seis primeiros filmes de Star Wars em seu acervo de início, porque a Warner não os vendeu de volta. Por outro lado, eles podem muito bem serem incluídos no Hulu, por conta dessa condição. E para Iger, é interessante ter outras produções para alavancar o seu produto; basta ver o exemplo da Netflix, que pagou US$ 100 milhões à AT&T para manter Friends em seu acervo (embora a série seja da Warner, os direitos de streaming são da Universal).

Claro que nada disso é 100% de certeza, já que tanto a Warner quanto a Universal estão construindo seus próprios serviços de streaming, mas seria muito bom ter uma plataforma de streaming a mais disponível, com opções de programas que não podemos ver de modo oficial por aqui, e conteúdos originais futuros.

Com informações: The Verge.

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