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Apple ultrapassa Microsoft e volta a valer US$ 1 trilhão, mesmo não vendendo tanto iPhone

Mesmo escondendo números de vendas dos produtos, a Apple revela receita menor. E ainda assim vale um trilhão de dólares.

01/05/2019 às 23:00

Na terça-feira (30/04), a Apple apresentou o relatório financeiro do segundo trimestre fiscal de 2019 (Q2 FY 2019), período que correspondeu ao primeiro trimestre civil deste ano, abrangendo os meses de janeiro a março.

Vamos aos números:

RELATÓRIO FINANCEIRO DA APPLE
Período →Q2 FY 2018
(janeiro a março de 2018)
Q2 FY 2019
(janeiro a março de 2019)
Diferença
ReceitaUS$ 61,1 bilhõesUS$ 58 bilhões– 5%
LucroUS$ 13,8 bilhõesUS$ 11,6 bilhões– 16%

Assim como os videogames da Nintendo, podemos considerar os produtos da Apple como bens duráveis mas supérfluos. Calma, sou fã das duas mas convenhamos: só quem compra eletrônico caro entre janeiro e março é aquele povo que aproveita as promoções de fim de estoque ou mesmo está a substituir um produto danificado.

No caso da Nintendo, ao menos os lançamentos em software chamam a atenção; já a Apple… conseguiu inovar ao lançar um iPad “dobrável” antes do Huawei Mate X e aquele protótipo beta chamado Galaxy Fold.

De qualquer forma, vamos ao sumário de receitas da Apple por setor:

SUMÁRIO DE RECEITAS DA APPLE
Período →Receita
Q2 FY 2018
Receita
Q2 FY 2019
diferença
em relação a
Q2 FY 2018
iPhoneUS$ 38 bilhõesUS$ 31,1 bilhões– 17,3%
iPadUS$ 4,1 bilhõesUS$ 4,9 bilhões+ 21%
MacUS$ 5,8 bilhõesUS$ 5,5 bilhões– 4,5%
ServiçosUS$ 9,2 bilhõesUS$ 11,5 bilhões+ 16%
Outros produtosUS$ 4 bilhõesUS$ 5,2 bilhões+ 30%
TOTAL:US$ 61,1 bilhõesUS$ 58 bilhões– 5%

O “crime” de cobrar entre 800 e mais de mil dólares pelos novos iPhones XS e XR não compensa: no primeiro trimestre civil de 2019 o povo preferiu comprar os smartphones menos caros da empresa. Ou simplesmente as vendas dos iPhones como um todo caíram. Antes de esconder os números de vendas, a tendência era de queda mesmo.

Laguna_Apple_iPhone_2020

Antigamente o tio Laguna acreditava que a Maçã de Cupertino dominaria o mundo… (crédito: TechnoBezz)

A receita da venda dos iPads aumentou graças à grande diversidade de modelos — os novos contam inclusive com suporte ao Apple Pencil — e à obsolescência programada de tablets não tão antigos. O meu iPad mini 3 está uma bela carroça com o iOS 12.2. Até penso em trocar, mas o preço de um mais atual é mais que o dobro do que paguei. Vou seguir até onde puder e provavelmente migrarei para um tablet Windows 10. Comprei um KNote 5 da AllDoCube ano passado e o único defeito dele é pesar 1,5 kg.

Voltando à Apple: olhando friamente, o lucro do Q2 FY 2019 é basicamente igual à receita dos Serviços no mesmo trimestre. Vejo isso como uma tendência: no futuro, quem vai sustentar a Maçã de Cupertino serão os milhões de assinantes do Apple Music, Apple Pay, iCloud e afins. A Microsoft semana passada alcançou o valor do trilhão de dólares graças ao bom desempenho dos excelentes serviços — Azure, Office e Xbox que o digam.

Hoje, dia 1º de maio, a Apple voltou ao patamar do US$ 1 trilhão graças aos papéis valendo US$ 212,68 cada. E mesmo com a receita dos iPhones em queda. É um luxo estar e permanecer entre as Top 3, mas prefiro não mais colaborar muito: troquei a bateria do meu iPhone 6S de guerra (3,5 anos de uso) e vou postergar a compra de um novo smartphone até onde der.

Fonte: 9 to 5 Mac.

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