Home » Games » Seria o Apex Legends apenas um sucesso passageiro?

Seria o Apex Legends apenas um sucesso passageiro?

Após um início avassalador, o Apex Legends registrou uma grande queda na quantidade de horas transmitidas pelo Twitch e mercado já passa a olhar para o jogo com um certo receio.

24/04/2019 às 8:45

No início de fevereiro a Respawn Entertainment lançou o Apex Legends, um jogo battle royale que se passava no universo da franquia Titanfall. Chegando ao PC, PlayStation 4 e Xbox One sem divulgação anterior, o título rapidamente conquistou vários jogadores, prometendo se tornar um dos maiores sucessos de 2019. A atenção despertada foi tão grande que ele praticamente reviveu o Titanfall 2, nos fazendo acreditar que estava nascendo ali um novo fenômeno da indústria.

Eis que poucas semanas após a chegada do Apex Legends, um levantamento feito pelo StreamElements descobriu que em março, portanto apenas um mês após o lançamento do jogo, a quantidade de horas de streaming assistidas no Twitch caiu de 40 milhões para apenas 10 milhões.

Com a transmissão de partidas de jogos sendo hoje uma forte maneira de divulgar um novo título, a explicação para uma queda tão grande pode estar justamente na maneira como a EA tratou o game que distribui. Isso pode ser visto por exemplo na quantidade de jogadores de elite que continuam fazendo streaming enquanto jogam, já que de acordo com o relatório, no final do período levantado apenas dois dos top 10 continuavam no Apex Legends.

Só para que você tenha ideia do quão agressiva foi a Electronic Arts neste sentido, relatos garantem que Tyler “Ninja” Blevins teria recebido US$ 1 milhão da editora apenas para jogar o Apex Legends por algumas horas no dia do lançamento. Contando com mais de 13 milhões de seguidores no Twitch, o sujeito é hoje a maior celebridade entre os streamers, mas o valor seria bastante alto mesmo para ele, que supostamente fatura US$ 500 mil por mês com as suas transmissões.

Vale citar ainda que no mesmo dia diversos outros jogadores famosos — entre eles Michael “Shroud” Grzesiek e Ali “Myth” Kabbani —  se dedicaram ao battle royale da Respawn, mas não sabemos exatamente quais deles foram pagos para fazer isso. No entanto, como o produtor líder do estúdio, Drew McCoy, admitiu que a ideia era fazer com que em 4 de fevereiro as pessoas que gostam de videogames não tivessem como fugir do Apex Legends, é de se imaginar que o gasto com divulgação tenha sido bem alto.

Pode ser então que essa queda no interesse fosse esperada pela EA, mas o fato é que analistas de mercado já estão recomendando que investidores não comprem ações da empresa achando que o jogo será capaz de bater de frente com o Fortnite. Para a WY Captial, o Apex Legends teria sido supervalorizado e se olharmos para o gráfico acima, não fica difícil entender o motivo para eles pensarem assim.

Para piorar a situação da EA, a Epic tem mantido uma quantidade insana de atualizações para o seu jogo e com a realização da Fortnite World Cup, que distribuirá US$ 1 milhão semanalmente em prêmios, o Apex Legends terá que entregar muito mais para ter a mínima chance de continuar ousando encarar um gigante como este.

Já pelos lados do PUBG

Mas enquanto o Fortnite e o Apex Legends parecem travar uma luta particular, outro competidor fortíssimo segue enchendo os cofres dos seus criadores. Completando um ano desde a saída do seu estado de Acesso Antecipado, o PlayerUnknown's Battlegrounds mostrou força ao ultrapassar a casa de 400 milhões de jogadores ao somarmos todas as plataformas em que está disponível e mais do que isso, que o seu público segue disposto a gastar com o game.

Segundo um relatório financeiro divulgado pela PUBG Corp., no último ano o título teve uma receita de US$ 920 milhões, sendo US$ 310 milhões de lucro. A maior parte dessa grana veio do PC, que registrou US$ 790 milhões de receita, com os dispositivos mobile sendo responsáveis por US$ 65 milhões e o restante ficando com os consoles e outras fontes.

Com 53% deste faturamento vindo da Ásia, o número total representa um aumento de 314% em relação ao ano anterior, o que mostra que mesmo com tantos competidores no mercado, o título que deu início à febre dos battle royales segue firme e forte. Outro detalhe interessante é que ao contrário daqueles que hoje podem ser considerados seus principais concorrentes, o PUBG não parece muito preocupado em implementar uma grande quantidade de novidades.

Fonte: Screen Rant e GamesIndustry.

relacionados


Comentários