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Para Igarashi, jogos single-player não estão em perigo

Criador do Castlevania: Symphony of the Night diz que os jogos voltado para um jogador não correm risco de sumir e afirma, "sempre haverá pessoas que gostam de jogar mais games single-player do que multiplayer."

41 semanas atrás

Num ano em que já tivemos títulos do calibre de um God of War, Spider-Man e ainda veremos o Shadow of the Tomb Raider e o Red Dead Redenption 2, pode parecer sem sentido falar sobre a possibilidade do fim dos jogos single-player. No entanto, diversas empresas continuam apostando pesado em obras focadas no multiplayer, o que fez por exemplo com que o Call of Duty: Black Ops 4 abandonasse uma campanha principal e vez o outra o tema volta a ser debatido.

Quem saiu em defesa dos jogos para um jogador dessa vez foi Koji Igarashi, criador do Bloodstained: Ritual of the Night e um dos principais responsáveis pelo Castlevania: Symphony of the Night. Após participar de um painel na PAX West intitulado “O single-player está morto; Vida longa ao single-player” , IGA fez a seguinte declaração:

Acho que as coisas não mudarão, porque existe uma diferença entre as pessoas que jogam games single-player e as pessoas que jogam games multiplayer, tanto quanto há diferença entre as pessoas introvertidas e extrovertidas. Não existe nada que precisemos fazer [para garantir que os jogos single-player possam se sustentar]. Sempre haverá pessoas que gostam de jogar mais games single-player do que multiplayer.”

Igarashi disse também que enquanto as grande editoras podem bancar a produção de jogos multiplayer de grande porte, as desenvolvedoras independentes acabam optando investir na criação de single-players. Desta forma esses estúdios podem fazer o jogo que quiserem, sem a interferência de uma empresa que bancará a produção e que no fundo só estará interessada no retorno financeiro.

Aliás, o game designer até falou que antes da sua equipe iniciar um Kickstarter para o Bloodstained: Ritual of the Night, eles chegaram a conversar com várias editoras maiores, mas que todas disseram que não havia mercado para um jogo com aquelas características. Felizmente a campanha de financiamento coletivo mostrou-se extremamente bem sucedida, inclusive com a 505 Games depois aceitando publicar o jogo.

Na minha opinião, o ponto aqui é justamente essa ideia de que existem pessoas que gostam tanto de um, quanto do outro estilo de jogo. Com um mercado tão grande e em franca expansão, é óbvio que existe espaço para todos e por isso gostaria muito que as empresas continuassem apostando nos jogos para um jogador. Porém, reconheço que fazer conta com o dinheiro dos outros é algo muito fácil.

Imagine colocar dezenas de milhões de dólares na produção de um jogo e ele vender apenas algumas centenas de milhares de cópias. É claro que isso pode acontecer também (e vive acontecendo) com um jogo multiplayer, mas o sucesso de um PlayerUnknown's Battlegrounds ou um Fortnite Battle Royale serve para explicar porque tantas empresas estão se aventurando pelo gênero — incluindo aí a Activision e o já citado Black Ops 4.

Isso me leva a um segundo ponto, que não é possibilidade do single-player acabar, mas simplesmente do estilo perder relevância. Da mesma maneira como veremos acontecer com o Call of Duty, será que com o tempo as editoras e desenvolvedoras não preferirão transformar suas franquias que antes eram voltadas para o single-player em jogos unicamente multiplayer? Já pensou um Uncharted Battle Royale ou um God of War no mesmo molde?

Melhor nem dar a ideia…

Fonte: GamesIndustry.

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