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Irã apresenta seu novo caça que nem o Brasil quer mais

O Irã anunciou um novo caça, totalmente desenvolvido no país. O único problema é que é basicamente um kibe voador.

52 semanas atrás

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Lá em 2013 o Irã apresentou ao mundo o Qaher-313, seu novo caça stealth ultra-avançado. O mundo por sua vez riu horrores, era evidente que quem projetou o tal avião não entendia nada de tecnologia stealth, nem de projetar aviões. O “protótipo” era tão pequeno que a cabeça do piloto ficava mais alta do que o encosto do assento ejetável, e os pés se esticariam até quase o bico, ocupando o espaço da antena de radar.

Não foi a primeira vez: o Irã é especialista em apresentar imagens photoshopadas e outras marmotagens como avanços tecnológicos. Às vezes eles dão sorte: capturam alguma peça de alta tecnologia americana fazem engenharia reversa e lançam um produto. Outras eles reinventam a roda, como quando copiaram um drone-bomba alemão da 2ª Guerra.

Agora eles capricharam. Com pomba e circunstância anunciaram um novo caça, 100% desenvolvido no país, o Kowsar:

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Se você viu Top Gun já reconheceu, é um MiG 28!

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Claro, o MiG 28 não existe, foi apenas o nome que deram para os F-5 que usaram como caças russos no filme, na época ainda não dava pra ligar pra Moscou e alugar um MiG. O F-5 era barato, tem aos montes e ninguém do Pentágono ficaria melindrado de emprestar pra uns caras de Hollywood.

Aqui mais uma bela imagem do bichinho:

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Como está claro e evidente, os iranianos kibaram totalmente o Northrop F-5 Tiger, no que eu chamaria de Kibe do Século, só igualado pelos soviéticos que copiaram o Boeing B-29 peça-a-peça, a ponto de os pedais de freio do “russo” Tu-4 terem "BOEING" estampados no metal.

Não digo que não seja um feito: o Brasil vem tentando por décadas copiar o programa espacial da Alemanha dos anos 40 e nem isso conseguimos, mas não há muito ganho real aqui para o Irã.

O F-5 foi desenvolvido nos anos 1950, e era um avião honesto. Sério, ele era bonzinho, esforçado e cumpria suas obrigações, mas na ponta do lápis ele era… medíocre. Um batedor de cartão, que só se destacaria no campo de batalha se fosse usado em quantidade. Tanto que ninguém se interessou por ele até 1962, quando os EUA criaram um programa para vender aviões para nações aliadas a preços atraentes.

Idealmente você não venderia seu topo de linha para países instáveis, então o F-5 foi a opção. Inclusive para o Brasil. Nós queríamos o F-4 Phantom, mas Washington disse não, e ofereceu o F-5, e em 1973 chegaram as primeiras unidades.

Desde então o Brasil vem comprando mais caças e modernizando na medida do possível, mas a situação é dramática, estamos falando de um modelo de avião que fez seu primeiro vôo 59 anos atrás, em algum momento percebe-se que não dá pra colocar controle de tração em um Fusca.

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Ninguém entendeu o que o Irã quis demonstrar com esse kibe. Que eles conseguem copiar tecnologia de 60 anos atrás? Não faria mais sentido kibar um F-15, ou mesmo um F-18? Ou será que a tecnologia dos anos 70 já é complicada demais pra ele? Se foi algo para intimidar os inimigos do regime, duvido que tenha funcionado.

Já se o objetivo era passar vergonha no meio aeronáutico, aí missão dada é missão cumprida!

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