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Governo iraniano diz ter vencido a StarLink – será mesmo?

Da guerra eletrônica à repressão moderna: como a StarLink virou alvo de bloqueios e contramedidas

19 semanas atrás

StarLink é a tecnologia do momento, mas para entendermos como ela foi anulada, como funciona guerra eletrônica, jammers, contramedidas, precisamos voltar no tempo, lá para os idos do Século XIX.

A imagem apresenta uma cena espacial de grande impacto visual, caracterizada por um fundo cósmico profundo e estrelado que ocupa a maior parte do quadro — um céu noturno infinito pontilhado com milhares de estrelas brancas e cintilantes, dispostas em padrões aparentemente aleatórios mas densamente distribuídas no espaço escuro.À esquerda da composição, destaca-se uma antena parabólica de grandes dimensões, fixada sobre o que parece ser a estrutura externa de uma nave ou estação espacial. A superfície refletora da antena está profundamente danificada: coberta por manchas escuras e irregularmente texturizadas, que parecem sangue congelado ou algum tipo de substância viscosa vermelho-escura, como se fosse resultado de um ataque violento ou destruição. No centro da antena, há um pequeno disco circular com as letras "JAM" gravadas em preto, destacando-se contra o fundo desgastado; esse símbolo é claramente identificado na imagem, sugerindo que este equipamento era usado para interferência ou bloqueio de sinais (já que “jam” significa “bloquear” em inglês). Da base da antena projetam-se dois braços finos e metálicos, cada um terminando numa pequena peça cilíndrica branca, possivelmente sensores ou dispositivos de comunicação. Um desses braços atravessa diagonalmente o campo de visão, conectando-se à antena principal, enquanto outro fica mais próximo ao topo, formando linhas geométricas que adicionam dinâmica à estrutura mecânica. Ao lado direito da tela, observamos apenas partes fragmentadas de outra estrutura espacial — provavelmente também pertencente à mesma instalação ou nave — cujos contornos são ásperos e cheios de detalhes industriais: painéis retangulares, tubulações curvas, componentes engessados e formas angulosas que revelam complexidade técnica. Essa construção exibe evidências claras de deterioração e uso prolongado, com superfícies cinzentas e enferrujadas, contrastando com o branco frio das estrelas ao fundo. O contraste entre os elementos artificiais e o ambiente natural do cosmos cria uma atmosfera sombria, tensa e quase cinematográfica — talvez tirada de um filme de ficção científica ou terror espacial. O cenário evoca perigo, abandono e violência, onde tecnologia humana foi confrontada com forças desconhecidas ou mesmo corrompida pela própria natureza do universo. Em resumo, esta é uma cena poderosa, rica em simbolismo: uma antena marcada pelo caos (“JAM”) flutua solitária no vácuo intergalático, rodeada pelas constelações eternas, enquanto restos de uma civilização alienígena ou humanista ainda tentam comunicar-se — ou já foram silenciadas — num mundo onde tudo pode mudar sem aviso prévio. A imagem transmite não só beleza astronômica, mas também dor, decadência e inevitabilidade.

Radar Jamming de raiz (Crédito: MGM)

O rádio era uma tecnologia absolutamente de ponta, altamente experimental, e encabeçando tudo estava Guglielmo Marconi, cientista e engenheiro italiano formalmente conhecido como o criador do rádio, por ter montado o primeiro circuito prático de transmissão e recepção.

Em 1899 ele foi convidado pelo New York Herald para usar sua tecnologia na America’s Cup, uma das mais tradicionais competições de iatismo do mundo. O jornal queria colocar um transmissor em um barco acompanhando a corrida em alto mar, que através de código Morse repassaria as posições dos competidores e outras notícias, de minuto a minuto.

O experimento foi um sucesso, e nos anos seguintes empresas concorrentes instalaram sistemas semelhantes. Em 1901, durante as finais da competição, algo inédito aconteceu: quando os operadores da Marconi tentaram transmitir as mensagens, um sinal forte se sobrepôs às ondas deles, ruído intenso e sinais espúrios impediam que qualquer mensagem fosse enviada.

O culpado foi um sujeito chamado John Pickard, operador telegrafista de uma empresa concorrente, que teve a ideia de interferir no sinal usado pela empresa de Marconi.

Ilegal não era, as freqeências de rádio ainda não estavam reguladas pelo governo. O espectro eletromagnético ainda era terra de ninguém.

Esta é uma fotografia em preto e branco, com aparência antiga e de alta qualidade documental, capturando um momento histórico ao ar livre sob uma tenda grande com bordas onduladas, típica de eventos públicos ou exposições do século XIX ou início do XX.A cena ocorre num terreno irregular coberto por grama seca e terra, sugerindo que o evento aconteceu em um local aberto — talvez um campo, parque ou área de exibição temporária. Ao fundo, percebe-se uma paisagem natural composta por árvores e colinas suaves, indicando que a foto foi tirada em um ambiente rural ou semi-rural. No centro da composição está uma mesa simples de madeira, apoiada sobre quatro pernas retangulares. Sobre ela repousam dois objetos principais: à esquerda, parece ser um modelo mecânico complexo, possivelmente um pequeno motor, uma máquina de vapor ou até mesmo um protótipo de veículo; ele possui estruturas metálicas visíveis e componentes que parecem estar conectados por tubulações. À direita deste objeto, há outro dispositivo menor, também montado sobre uma base, cuja função não é clara pela imagem mas pode ser um instrumento científico ou técnico. Ao redor desta mesa estão reunidos aproximadamente dez homens, vestidos com roupas formais da época: - **À esquerda**, um homem alto e robusto veste um uniforme militar formal escuro (possivelmente naval), com galões nos braços e botas altas; seu olhar está voltado para os outros participantes. - Próximo a ele, um segundo homem usa um casaco claro de estilo europeu da época, com gola e punhos bem definidos; tem barba e cabelos curtos, e parece estar observando atentamente o equipamento na mesa. - Entre eles, mais atrás, outra figura masculina aparece com traje elegante, inclinando-se ligeiramente sobre a mesa como se estivesse examinando algo próximo aos dispositivos expostos. - No lado oposto, um homem de terno longo e chapéu fedora (ou boina) destaca-se pelo seu porte ereto e postura confiante, enquanto conversa com alguém perto dele. Ele parece ser o foco central da atenção dos presentes. - Mais à direita, um oficial militar com uniforme escuro adornado com botões dourados e medalhas no peito, além de uma espada presa à cintura, demonstra autoridade. Seu capacete é característico das forças armadas nacionais daquela era. - Outros indivíduos completam o grupo: alguns usam ternos civis, outras camisas sociais sem gravata, e ainda há mulheres entre os espectadores – duas delas são particularmente notáveis: uma jovem com roupa social leve, capuz e blusa justa, e outra mulher mais velha usando um vestido tradicional, ambas observando as apresentações com interesse. O cenário geral transmite uma atmosfera de prestígio, cerimônia pública ou exposição científica/tecnológica. As expressões faciais variam desde o entusiasmo ao respeito profundo, refletindo a importância do evento. A luz solar incide diretamente sobre os personagens, criando sombras claras nas laterais, evidenciando que a sessão fotograficamente foi realizada durante o dia. Os detalhes finos — como as texturas das roupas, os padrões dos sapatos, os ornamentos militares, e inclusive o desgaste perceptível da própria tela da tenda — reforçam a autenticidade histórica da imagem. Embora seja difícil identificar exatamente quem são essas pessoas ou qual o contexto específico dessa exposição, a fotografia oferece uma janela fascinante para entender a cultura tecnológica e institucional da Europa ocidental no final do século XIX ou começo do século XX.

Marconi demonstrando esse tal de "rádio" (Crédito: Domínio Público)

O caso chamou a atenção dos militares, incluindo os ingleses, que dois anos depois fizeram experimentos de interferência eletrônica.

O primeiro uso em combate quase aconteceu em 1904, durante a Guerra Russo-Japonesa, quando os russos deram a volta ao mundo para tomar uma piaba federal. Era o cerco de Port Artur, na China. Um destróier japonês estava usando sinais de rádio para refinar as coordenadas de alvo para os encouraçados. O cruzador auxiliar Ural, da Marinha Russa detectou a transmissão e pediu autorização para interferir nos sinais. Com medo do seu próprio sinal alardear sua posição, o covarde Almirante Rozhestvensky negou autorização.

A Primeira Guerra Mundial foi relativamente leve em termos de interferência eletrônica, os rádios de combate mal funcionavam, havia pouco em que interferir, mas 20 anos depois a coisa mudou de figura.

A Segunda Guerra foi palco de inovação furiosa, com sistemas de criptografia, radares, rádio de comunicação, sistemas de navegação, rádio-altímetros, tudo que alguém pudesse imaginar, era prototipado, testado e avaliado.

Os ingleses perceberam que os bombardeios alemães estavam ficando mais precisos. Um avião de reconhecimento eletrônico voando sobre território inimigo detectou um sinal de rádio apontado na direção de uma fábrica da Rolls Royce. Depois acharam outro transmissor apontando na mesma direção.

Era o sistema Knickebein, primitivo mas eficaz. Acompanhando a intensidade dos dois feixes de rádio, o bombardeiro alemão identificaria o ponto de maior intensidade, quando os feixes se cruzavam, em cima do alvo. E aí, bombs away, ou o equivalente em alemão.

O que restou de uma das antenas do sistema Knickebein.

Os ingleses começaram interferindo nos sinais com ruído, os alemães alteraram as frequências. Mais tarde os ingleses aprenderam a reproduzir os sinais dos transmissores alemães, emitiam sinais mais fortes mascarados como os inimigos, e redirecionavam os bombardeiros para áreas descampadas.

Vários sistemas de radionavegação foram desenvolvidos pelos nazistas, mas os aliados ficaram tão bons em desenvolver contramedidas, que por volta de 1940 os alemães desistiram da tecnologia.

Em campo, sistemas de interferência eram usados para tentar limitar as comunicações do inimigo. Muitas vezes esses sistemas eram combatidos com o uso de linhas terrestres de telefonia, e até os bons e velhos mensageiros.

No cenário mais estratégico, nem sempre era interessante interferir nos sinais. Os aliados se beneficiaram muito em deixar as linhas de comunicação limpas, para que os nazistas transmitissem suas mensagens via ENIGMA em paz, apenas para serem devidamente decodificadas pelos matemáticos em Bletchley Park.

No ar, uma física britânica de nome Joan Curran descobriu que simples folhas de papel-alumínio eram suficientes para confundir o radar inimigo. Com codinome “Window”, mais conhecido como Chaff, esse tipo de contramedida é usado até hoje.

Nos grandes ataques noturnos com bombardeiros, caças Mosquito equipados com embaralhadores de radar acompanhavam as formações, para confundir os caças noturnos alemães, que dependiam do equipamento para achar as formações inimigas.

O pós-guerra tornou a Guerra Eletrônica um campo essencial do combate moderno. Não só as comunicações, mas as próprias armas dependiam de sinais eletrônicos, que poderiam e deveriam ser interceptados.

Caças com radares de tiro, mísseis passivos (ui!) guiados por radar de terra ou do avião lançador, tudo isso era estudado, analisado, combatido e aprimorado em resposta.

Uma das melhores contra-medidas usadas para combater radares inimigos foram os mísseis AGM-45 Shrike e, depois, o AGM-88 HARM.

Míssil AGM-88 HARM (Crédito: USAF)

Ambos utilizam o princípio de guiagem através do sinal de radar inimigo. Os mísseis detectam o transmissor de radar, e miram nele. O inimigo tem duas opções: Desligar o radar ou ser morto.

As versões modernas do HARM possuem diversos recursos, incluindo um sistema de navegação inercial que memoriza a localização do transmissor do radar inimigo, então mesmo que desliguem tudo, será tarde demais.

No combate ar-ar, bombardeiros passaram a levar sistemas de contramedidas para embaralhar os radares inimigos, já os mísseis ganharam um modo chamado “lock on jam”, que ao invés de usar o próprio radar, usa o transmissor inimigo como guia.

Sistemas de detecção instalados em caças conseguem identificar radares inimigos com base em suas assinaturas de rádio, com isso plotam gráficos indicando alcance teórico e letalidade de cada sistema. Ao contrário do que os filmes mostram, mísseis não são facilmente rastreáveis.

Na guerra naval moderna temos um paradoxo; submarinos carregam sistemas de sonar ativos (ui!) que custaram bilhões de dólares em desenvolvimento, mas que nunca são usados. O objetivo é ouvir sem ser ouvido, ver sem ser visto, então usam sonares passivos a maior parte do tempo. Quando atingem profundidade de periscópio, raramente usam radares, mas um mastro de guerra eletrônica, que capta sinais emitidos por embarcações e navios inimigos. As comunicações são feitas via sinais direcionais comprimidos, ou mesmo links laser apontados para satélites.

Nos navios de superfície é comum trabalharem em regime EMCON, controle de emissões, sem transmissões desnecessárias.

No espaço, satélites espionam e analisam transmissões o tempo todo, seja de rádio em freqüências militares, transmissões automáticas de telemetria, e até mesmo sinais de telefonia celular.

Alguns anos atrás satélites comerciais com radar sem-querer descobriram ter capacidade de rastrear baterias de mísseis Patriot.

O Boeing EA-18G Growler é hoje “a” plataforma de guerra eletrônica, e pode fazer basicamente de tudo, de identificar e categorizar locais de lançamento de mísseis, a identificar um telefone celular em específico em meio a uma multidão, ou voar em formação com outros Growlers e convencer um radar inimigo que uma esquadrilha inteira está voando em sua direção.

A imagem apresenta um avião de combate da Marinha dos Estados Unidos, especificamente um F/A-18 Hornet (ou possivelmente uma variante como o F/A-18E/F Super Hornet), em voo sobre um território árido e montanhoso sob um céu azul claro com poucas nuvens.**Detalhes do Avião:** * **Código Identificador:** Na cauda vertical, destaca-se claramente a designação "572" em letras pretas no topo, abaixo da qual está a letra "X", indicando que se trata de um avião pertencente à unidade VFA-140 ou similar — embora os códigos específicos podem variar conforme as operações. * **Símbolo da Marinha dos EUA:** A fuselagem exibe a palavra “NAVY” pintada em preto na parte inferior da secção central, logo acima das turbinas dos motores. Também é visível o símbolo estrelado da Marinha nos flancos, próximo ao nariz. * **Emblema da Unidade / Grupo Operacional**: No centro da cauda, há um distintivo circular dourado com elementos gráficos complexos, provavelmente representando o emblema de uma unidade específica dentro da Força Aérea Naval. O padrão parece ser inspirado num grupo de combatentes ou escolta naval. * **Configuração Armamentária:** O avião está equipado com diversos sistemas de armamento: * Um sistema de mísseis guiados por radar instalado nas ponteiras laterais das asas; * Uma bomba tipo M61 para bombardeiros estruturais posicionadas sob cada asa; * Cilindros cilíndricos grandes pendurados debaixo do corpo principal – esses são provavelmente mísseis anti-navio ou granadas lançáveis de longo alcance; * Outras placas suspensórias menores estão fixadas aos lados inferiores das asas, sugerindo capacidades adicionais de ataque. * **Asas Estendidas/Reconfiguradas:** As asas têm forma típica de jato moderno, mas parecem estar configuradas numa posição mais baixa durante o voo, talvez preparando-se para manobrar ou ajustar velocidade aerodinâmica. * **Motores Ejetivos:** Os dois motores turbofan estão integrados às extremidades traseiras do fuselagem; seus tubos de escape são largos e robustos, característicos de aviões militares de alto desempenho. * **Pintura e Corpo Principal:** O avião tem cor cinza-tanque uniformemente aplicada, típico de configurações de camuflagem militar contra fundos terrestres claros. **Contexto Visual:** O avião voa bem acima do solo, oferecendo uma vista panorâmica ampla do cenário abaixo: * **Terreno Terrestre:** Abaixo do avião, observam-se extensos desertos e colinas rochosas com tons predominantemente marrom-acastanhados e bege escuro. As linhas ondulantes formadas pelas elevações geográficas criam texturas rústicas e dramáticas. * **Horizonte e Luz Natural:** O céu apresenta tonalidades suaves de azul pálido até levemente rosado próximos ao horizonte, sinalizando que pode ser amanhecer ou entardecer. A luz solar incide diretamente sobre o avião, destacando suas formas angulares e sombras projetadas sobre o chão. * **Composição Fotográfica:** A fotografia foi tirada de ângulo lateral superior, permitindo ver tanto detalhes técnicos do avião quanto sua relação espacial com o ambiente natural circundante. Há leve movimento dinâmico capturado pela câmera, transmitindo sensação de potência e agilidade. Esta cena evoca imagens de poder militar contemporâneo, onde tecnologia sofisticada opera em ambientes hostis, combinando precisão técnica com habilidade humana em condições adversas. É uma representação vívida da força aérea norte-americana em exercício realista e estratégico.

Boeing EA-18G Growler (Crédito: US Navy)

O Growler trabalhou bastante nos últimos tempos, nos ataques americanos no Irã, e Venezuela, quando identificaram e desabilitaram mísseis terra-ar inimigos, instalações de radar e postos de comando, além de embaralhar a comunicação civil nas regiões próximas.

Entra StarLink

Em 23/2/2022 a Rússia atacou o sistema de satélites de comunicação VIASAT, afetando profundamente a capacidade ucraniana de manter comunicações no teatro de combate. Foi um ataque hacker ousado e bem-sucedido, em parte pelo fato da VIASAT utilizar satélites geoestacionários discretos.

Um oficial do governo ucraniano pediu ajuda e foi prontamente atendido; centenas, depois milhares de terminais StarLink foram enviados para o país, o que mais tarde se tornou oficial como o programa Starshield, da SpaceX, que hoje utiliza terminais Starlink até em drones.

Os russos tentaram contra-atacar, primeiro rastreando os terminais e bombardeando, mas a tecnologia phased array da StarLink permitiu um truque: um buraco no chão bloqueia o sinal em quase todas as direções, menos para cima, e o terminal consegue emitir um feixe restrito, quase indetectável.

Starlink se tornou uma pedra no sapato de Putin, a ponto dos russos desistirem de tentar interferir, e comprarem terminais via atravessadores, habilitarem com usuários-laranja, e instalarem para seus próprios soldados e até em drones. E em... cavalos.

Entra o Irã

As manifestações por liberdade em mais de 200 cidades do Irã, no começo de 2026 resultaram em incontáveis atos de repressão e violência, com dezenas de milhares de mortos. O governo de Teerã bloqueou todo o acesso externo à internet. Em resposta a SpaceX liberou acesso à StarLink para qualquer terminal em território iraniano, todos contrabandeados, claro.

Vídeos começaram a aparecer, posts relatando as atrocidades dos apoiadores do aiatolá, mas subitamente eles diminuíram, quase cessaram. O Irã se gabou de ter conseguido banido a StarLink, coisa que nem a Rússia havia feito.

O que aconteceu afinal?

O Irã posicionou jammers, equipamentos de interferência eletrônica em suas principais cidades, cobrindo as áreas mais comumente ocupadas por manifestantes. A polícia secreta apreendeu muitas antenas, inclusive cargas com algumas centenas que iriam ser distribuídas.

A solução seria viajar para fora da cidade, carregando o terminal StarLink, o que é perigoso, fatalmente seria barrado em alguma blitz. As pessoas preferiram não arriscar a vida.

Quanto ao jammer em si, nada de espantoso. Ninguém nunca disse que StarLink era à prova de interferência. Ao posicionar seus transmissores no meio das cidades, o Irã tem uma vantagem estratégia total; está combatendo antenas estáticas tendo total controle do território.

A Rússia poderia fazer o mesmo, se tivesse controle territorial ou aéreo da Ucrânia, mas aí meio que já teria vencido a guerra.

Para a StarLink, existem meios de contornar a interferência, através de frequency hopping e outras técnicas, mas isso demanda atualizar o firmware, coisa que só pode ser feita quando o Irã desligar os equipamentos, ou os iranianos começarem a procurar zonas sem interferência.

Isso já está acontecendo, mais vídeos estão surgindo, a maioria odiosos e horrendos demais para postar aqui. No final, é a batalha silenciosa, engenheiros versus engenheiros, que Winston Churchill chamou de Guerra dos Magos.

Conclusão

É possível bloquear a StarLink? Sim, mas somente em condições específicas. Infelizmente para o povo do Irã, o aiatolá tinha essas condições, mas mesmo a curto prazo, é um bloqueio ineficiente que já começou a vazar. Vivemos na Era da Informação, e para o bem ou para o mal, não dá mais para colocar esse gênio de volta na garrafa.

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