Kevin Feige: “a Marvel continuará produzindo filmes para toda a família”

“Em time que está ganhando não se mexe”, esta é a estratégia da Marvel Studios para suas futuras produções. Segundo o presidente Kevin Feige, o sucesso alcançado pela 20th Century Fox ao apostar em Logan e Deadpool como produções com censura 18 anos, com altas doses de sexo, violência e palavrões a rodo não exercerá influência sobre os rumos que o estúdio tem tomado, que é oferecer diversão para todas as idades.

Até porque convenhamos, a Disney não é besta ao ponto de manchar sua imagem com obras violentas.

Segundo o produtor, o sucesso de ambos os filmes não se apóia apenas em seu conteúdo mais adulto por conta da classificação. Na entrevista Feige disse que Deadpool e Logan alcançaram tamanha projeção “por conta dos riscos que assumiram, das chances aproveitadas e dos limites criativos que ultrapassaram, o que poderia acontecer com qualquer produção”. De certa forma, o presidente da Marvel Studios dá a entender que o momento em que ambos foram lançados, a receptividade do público e a qualidade do produto como um todo são os principais fatores. A classificação indicativa é só um entre muitos fatores.

Isso posto, Feige deixou claro que a Marvel Studios não mudará sua atual estratégia e continuará produzindo filmes com classificação indicada para toda a família, até porque a companhia precisa permanecer alinhada com a filosofia da matriz Disney. Não é interesse da casa do Mickey abraçar produções apenas para uma seleta parte do público e querendo ou não, os filmes da Marvel já são bastante variados sem precisar serem 18+: Capitão América 2: O Soldado Invernal é um filme de espionagem (tem até Robert Redford, vejam vocês), Homem-Formiga é um Onze Formigas e Uma Vespa e Guardiões da Galáxia uma aventura completamente descompromissada, que por sinal contém piadas bem adultas. Basta lembrar da menção à luz negra na nave do Peter Quill/Senhor das Estrelas.

Cada um na sua: sucesso da Fox ao apostar em filmes 18+ não muda nada na Marvel Studios, até porque a Disney é uma “empresa de família”

Dá para produzir um filme com indicação PG-13 sério e menos infantil? Claro que sim, basta roteiristas, produtores e diretores botarem a cabeça para funcionar. Nos filmes da Marvel tem gente morrendo direto (ainda que sem uma gota de sangue) e nem sempre o bem vence o mal e espanta o temporal, ainda que suas produções sempre procurem soluções mais “para cima”. A LucasFilm também precisa seguir tais diretivas da Disney mas mesmo assim segue pegando “pesado”; apesar do saldo positivo em Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força a morte de Han Solo foi um golpe duro, ainda que necessária para o plot.

Logo, quem deseja ver um filme mais sangrento vindo da Marvel pode esperar sentado, ou pedir para a Fox continuar com o bom trabalho em suas próximas produções.

Para Feige, o fato de Josh Brolin acumular função como Thanos e Cable não é problema algum

Falando nisso, Fiege também comentou sobre a recente escalação do ator Josh Brolin como Cable, o mutante telepata viajante do tempo em Deadpool 2. Como ele já ocupa a cadeira estelar de Thanos, o Titã Louco no MCU levantou-se a possibilidade da Marvel Studios não ter gostado muito da ideia, mas a verdade é que a companhia não está nem aí. O presidente do estúdio lembrou que “não há nada escrito em contrato” que o impediria de aceitar certos papéis, mesmo o de outro personagem da Marvel Comics explorado por um estúdio que não eles. Se isso fosse regra a Fox poderia muito bem ter encrencado com Chris Evans ter largado o Tocha Humana para virar o Capitão América, mas isso não ocorreu.

Feige lembrou de Harrison Ford, que interpretou Han Solo e Indiana Jones para a LucasFilm e ninguém nunca encrencando com isso (embora George Lucas não estivesse inicialmente inclinado a repetir o ator em Os Caçadores da Arca Perdida — ele preferia Tom Selleck — mas cedeu a pedido de Steven Spielberg) como o exemplo mais cabal, logo não é interessante criar uma confusão porque o ator que será peça-chave nos próximos filmes do MCU vai trocar a Manopla do Infinito por armas, muitas armas.

Por fim Feige mencionou estar contente com Joss Whedon dirigindo o futuro filme da Batgirl e revelou uma curiosidade: o diretor ligou para ele meses antes do anúncio oficial, “algo que ele não precisava fazer” segundo o próprio mas que ele apreciou bastante, e isso demonstra o tipo de pessoa que ele é e o que ele pode fazer pela Warner, ao comandar uma produção que provavelmente se distanciará do tom dark e soturno de Zack Snyder.

No mais, Feige comentou sobre a permanência do diretor James Gunn com a Marvel Studios, indo além do já confirmado Guardiões da Galáxia vol. 3 e a confirmação de que Tom holland estará presente como Peter Parker/Homem-Aranha também em Vingadores 4 (título provisório), que estreia em 2019; sobre o aracnídeo ele acrescentou que os spin-offs de Venom e Gata Negra e Silver Sable não têm nada a ver com a Marvel, sendo iniciativas únicas e exclusivas da Sony Pictures.

O presidente da Marvel Studios sabiamente não comentou nada sobre as declarações da produtora Amy Pascal, sobre a intenção da Sony em remover o Aranha do MCU e voltar a produzir os filmes sozinha no futuro, até porque ela não mais responde pelo estúdio japonês. Resumindo, “não comentamos boatos”.

Fonte: The Hollywood Reporter.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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