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Nomes bizarros de distribuições Linux

Por: em 16/03/08 na(s) categoria(s): Linux, Miscelâneas


 

Qual nome você deu/dará ao seu filho ? Óxto ? Jucicleide ? Wandermilson César ?

Nomes de gosto duvidoso e bases esdrúxulas não são exclusividade de brasileiros criativos: certas distribuições Linux possuem nomes incrivelmente bizarros e inconvenientes. Tentando fugir dos clichês não muito criativos como "Windows","Office", ou "iWhatever", tal qual uma mãe empolgada que pensa que seu filho é especial, merecedor de todo destaque e que "João", "José", ou até mesmo "Fabio" não são suficientemente distintos para fazer jus ao seu rebento-celebridade, os criadores de distro Linux escolhem a dedo seus nomes; e acredite, coisas como ^[U|Ku|Xu|Edu|Flux|Sci|Go|Nu|Myth]buntu$, Fedora, Mandriva ou até mesmo o quase insuperável Damn Small Linux não são as coisas mais esquisitas em matéria de nome que nós podemos encontrar no mundo do Pinguim.

Temos bons representantes, então, modestamente eu resolvi fazer meu Top Ten:

10 – O Chainsaw Linux, "Linux Serra Elétrica".

9 – Fazendo par com o Ubuntu Satanic Edition, está o Devil Linux.

8 – O clean Limpus. (Piada Zorra Style)

7 – O brasileiríssimo Dizinha, que é o apelido de uma amiga minha, aliás.

6 – O slogan do Tiny Sofa Linux é "Imagine a world full of tiny sofas".

5 – Não é Linux, mas, quase: Nem por isso o Nexenta deixa de ser kitsch. Seu símbolo é uma girafa.

4 – Por motivos de associação, que só fazem sentido em nossa língua, o Bengalinux fica em quarto.

3 – O chinês Pentoo. Sua função é de ser um "Penetration testing framework", de acordo com seu site. Pronuncie rapidamente e entenderás.

2 – O representante japonês, o pokemônico Momonga.

1 – O mais estranho deles: Tinfoil Hat. Talvez não pareça bizarro até você ver o significado.

O Loobuntu ganharia menção honrosa, se existisse de verdade. Aliás, em breve provavelmente deve ser possível escrever um texto destes apenas usando variantes do Ubuntu.

Fontes: Pesquisa no Distrowatch e no Google

Viva! 1/3 dos Asus Eee virão com Linux (ou Droga: 2/3 virão com XP, você escolhe)

Por: em 15/03/08 na(s) categoria(s): Hardware, Indústria, Linux


Para os freetards que odeiam a Microsoft a notícia de que 2/3 dos novos Asus Eee virão com Windows XP pré-instalado soa como uma derrota, ainda mais com afirmações como a de Alvin Kwock, analista da JP Morgan:

"Um Eee PC rodando Windows é mais atraente porque o público simplesmente não está acostumado com computadores baseados em Linux"

Por outro lado, nunca um computador tão popular foi vendido com Linux nativo, e nunca em tanta quantidade. Foram 300.000 em 2007 e a projeção é de 5 milhões de unidades em 2008. Yes, Virgínia, 1,6 milhões de maquininhas rodando Linux, e rodando BEM, não aqueles casos de fabricantes que colocam Linux nos laptops pra aproveitar o hype e depois vemos gente reclamando que Webcam não funciona, suporte de energia não está habilitado, etc.

A perspectiva da Asus é vender os novos Eee por algo em torno US$400,00. Os modelos mais simples custam US$200,00 e dão de dez a zero no OLPC, que custa US$180,00, e no Classmate, mais caro do que isso.

E se algum OLPCtard reclamar, peça para ele rodar o XGL/Compiz, conforme mostra o vídeo do Asus Eee que achei aqui:






Impressionante o bastante para vocês? Para mim já vendeu o peixe.

Fonte: ZDNet

A Microsoft é uma mãe

Por: em 14/03/08 na(s) categoria(s): Indústria, Linux


Sinceramente, não entendo todo o rancor que o mundo livre guarda da Microsoft. Nem com um produto gratuito os caras conseguem fazer frente à gigante de Redmond! A cada vez que surge um boato de investigação de monopólio, há festas e queima de fogos por todo o planeta.

dvd_10693"Ah… a Micro$oft só é o que é porque usou de meios ilícitos…" ou então a pérola "… se a IBM não fosse tão cega, tinha tomado o mercado…" são ouvidas diariamente. O curioso é que o interlocutor não percebe que nessa linha alternativa de tempo, estaria hoje reclamando da Big Blue…

Bom, essa introdução não foi só para atiçar os ânimos da pinguinzada. É que, mais uma vez, a empresa está oferecendo uma chance à concorrência. Sim! Porque esse negócio de monopólio é balela… a concorrência é que não quer concorrer.

É a refilmagem do que aconteceu com o Windows 3.0, com Windows NT 3.0, com o Windows Me, com a primeira versão do Windows XP, com o Windows Vista e, agora, bradando aos quatro ventos, estão oferecendo três anos para que surja uma empresa decente, com um produto que nem precisa ser tão decente assim, até que seja lançado o Windows 7. Se bem que, conhecendo a pontualidade da equipe do Ballmer, chuto aí uns cinco anos.

Em todas essas situações, a Microsoft tinha um produto inferior, capenga, mal-feito, ruim (escolha o adjetivo) mas fazia os olhos do público brilharem ao enaltecer as glórias que a próxima atualização traria. E isso acontece há 20 anos!

Vejamos hoje: o Windows XP está fortemente entranhado na indústria e nos lares, mas o Vista, apesar de ter boas idéias, está longe de ser tão usável (uns dois Service Packs, ao menos). Há um hiato de uns 3 (como disse, chuto 5) anos até aparecer uma nova versão. Parece uma ótima chance para que surja um adversário, certo?

Talvez seja a hora da Canonical acelerar como nunca o desenvolvimento. Inclusive, parte do investimento deveria ir para um jogo. Um jogo bom. Um que fosse tão revolucionário que obrigaria a gurizada a instalar o tal sistema operacional só para jogá-lo. "Toda plataforma precisa de um software matador".

Infelizmente, todo mundo já sabe quem morre no final.

Primeira tela do Kurumin NG

Por: em 13/03/08 na(s) categoria(s): Linux


Através do contato de Júlio César Bessa Monqueiro, foi divulgada a nota oficial: Não tem mais volta, o Kurumin NG vem aí e já existe até a primeira screenshot:


13-03-08 Kurumin NG

O download do primeiro BETA será disponibilizado em aproximadamente duas semanas e a versão final está planejada para o início de maio. Aos que estiverem dispostos a colaborar (silêncio absoluto e bola de feno voando), visite este tópico. Mais detalhes em GuiaDoHardware.net.

Serviços Microsoft Live – agora no seu celular Vivo Linux (entre outros)

Por: em 13/03/08 na(s) categoria(s): Celular, Comunicação Digital, Linux


Se você é um freetard que comprou o A1200 e o Motorokr U9 para se livrar de soluções proprietárias e malignas, agora é um bom momento para se matar. Já se você comprou por gostar dos aparelhos, pode comemorar.

A Microsoft, junto com a Vivo e Motorola anunciaram um acordo onde 49 aparelhos celulares ganharão clientes Live, podendo acessar Windows Live Messenger, Windows Live Hotmail e Windows Live Spaces.

Live Blog da coletiva Vivo+Motorola+Microsoft

Os aparelhos como o U9 e o A1200e já virão com um cliente instalado, os outros poderão baixar do site da Vivo.

A idéia é que o consumidor pague R$8,90 por acesso ilimitado de emails (inclusive com anexos) do Hotmail, navegação no Windows Live Spaces (inclusive envio de fotos E vídeos) e MSN liberado.

Agora a parte boa MESMO: O preço, de R$8,90 por mês vale também para usuários do pré-pago.

Vai rolar um test-drive de 10 dias gratuitos. O serviço já está disponível para o U9, até o final da semana estará disponível para o Z6, W5, MOTORAZR2, V8, W510, K1 e U6, e até o final do mês para todos os 49 da linha.

O Messenger permitirá somente conversas de texto, nada de usar o pacote de R$8,90 para fazer VOIP, espertinho ;)

Fonte: ON10

Edição de Áudio e vídeo no Linux.

Por: em 13/03/08 na(s) categoria(s): Áudio Vídeo Fotografia, Linux, Software


TuxROCK Uma das coisas mais problemáticas para quem migra do Windows para o Linux é encontrar programas. Não que eles não existam, acontece que a primeira coisa que todo mundo fala é : “No Linux você não procura programa na Internet, vai no gerenciador de pacotes e instala”… Ok, isso é verdade, porém antes de ir ao gerenciador de pacotes é importante saber o nome do aplicativo não é?

Tudo bem, gerenciadores de pacotes “de qualidade” costumam dividir tudo em categorias, facilitando muito a pesquisa por programas desconhecidos. Mesmo assim não é lá grande coisa, geralmente sem screenshots as pessoas costumam ficar desconfiadas, até porque a coisa mais comum no sistema do pinguim são programas sem nenhuma interface gráfica. E, no geral, os usuários acabam reclamando do sistema e desistindo de “procurar na web”….

Então lhes trago boas noticias: inicio hoje uma coluna de apresentação de programas diversos do mundo Linux. Infelizmente a freqüência será menor que o ideal, mas “qualquer pouco já é muito” quando se trata de informação.

Hoje: Programas de edição de Áudio e Vídeo

Antes de mais nada, é interessante ressaltar que acessando o SourceForge.net, em qualquer uma dessas categorias vamos ter uma quantidade absurda de opções. Então vou tentar resumir alguns aplicativos e quem quiser fazer alguma indicação nos comentários será muito bem vindo….

Cinelarra Cinelerra é um editor de vídeo completo, provavelmente a mais conhecida das soluções livres para a plataforma e,certamente, uma das melhores.

Importa e exporta em diversos tipos de arquivo de vídeo (avi, mpg, m1v, m2v, mov etc.) e áudio (wav, mp3 etc.).

Cinelerra possui recursos de tratamento de vídeo, cor, brilho, contraste, gradient, zoom, e áudio possui compressor, denoise, sound level, sincronismo e captura direta de dispositivos externos entre muitos outros recursos. Muito recomendado para quem gosta de criar efeitos mais profissionais, e possui uma interface muito produtiva. À primeira vista parece ser complicada, mas depois de um tempo todo o processo de edição se torna muito simples, mesmo assim não é indicado para usuários “leigos” que desejam diversas facilidades.

A principal vantagem do programa é quantidade de material disponível na internet, facilitando assim o aprendizado.

O Cinelerra é muito usado para composição e edição de vídeo em tempo real e é possível criar vários daqueles efeitos que vemos em programações vo vivo.

 

 

Kino

O Kino também é um dos mais conhecidos. Ele basicamente é usado para captura de vídeo via firewire, é um software super simples e muito poderoso e a qualidade da captura é excelente, raramente acontecem problemas de “travadinhas” no vídeo no momento da captura, mesmo com um dispositivo de captura simples. Ele lê usando o FFMPEG e e MEncoder, permitindo acessar arquivos vindos de vários outros programas de edição.

Sua principal qualidade é exportar conteúdo de volta para fitas miniDV, e pessoalmente não conheço nenhum outro programa com essa capacidade, mesmo no Windows.

Seu principal problema é a interface, que sofre do mesmo mal de muitos programas Linux: é horrível. Felizmente é muito produtivo e nas mãos de um profissional faz coisas maravilhosas.

Ele não é um software de edição muito completo, geralmente é usado com em conjunto com outros programas de edição como o Cinelerra.

Site oficial: http://www.kinodv.org/

 

 

Jakacolorcorrector O Jahshaka é uma poderosa ferramenta para composição de vídeo, assim como é o After Effects. Possui várias ferramentas de edição, como pintura digital, composição com objetos 3D, animações, chroma key, efeitos visuais, etc. Importa e exporta em diversos tipos de arquivo de vídeos (avi, mpeg, wmv, ogm, rmbv etc.), áudio (wav, mp3, ogg, etc.), imagens (png, jpg, gif, etc) e modelos 3D (3ds) e manipula até mesmo arquivos em Flash.

Sua próxima versão (3.0), já está em produção faz quase 2 anos e deverá vir cheio de novos recursos (a foto ao lado é um SS do editor de cores do Jahshaka 3.0). Não tem uma data fixa para lançamento da nova versão, mas provavelmente será lançado ainda este ano. Essa versão foi toda reformulada para usar a OpenLibraries, o que deve aumentar muito as contribuições da comunidade.

O Jahshaka é um programa bem completo, suporta reprodução em tempo real (com hardware OpenGL) e também possui ferramentas para exportar diretamente em DVD. Tem um ótimo editor de áudio interno, roda em Windows, Linux e OS X, foi construído usando Qt e é licenciado pela GNU GPL.

O download pode ser feito no SourceForge.net, e também está disponível nos repositórios algumas distribuições.

Site oficial: http://jahshaka.org/

Comunidade Brasileira: http://www.jahshakabrasil.com/

 

 

kdenlive-0_5 Como o pessoal do KDE adora criar programas (criam de tudo, sempre para poder integrar o máximo possível as funcionalidades ao seu Desktop), criaram o KDEnlive, um programa muito interessante que lembra o Movie Maker em termos de funcionalidades. É simples, porém não menos eficiente. Está longe de ser um editor de vídeo profissional, mas já dispõe de muitas ferramentas interessantes e uma boa quantidade de efeitos para criar vídeos amadores. É um ótima opção para quem deseja fazer uma edição simples porém com qualidade.

Site oficial: http://www.kdenlive.org/

 

 

 

 

AviDemux O AviDemux é uma ferramenta bem simples, muito parecido com o Virtual Dub para Windows em termos de funcionalidades. É capaz de manipular os arquivos de vídeo mais comuns (Avi, Mpeg, Asf,etc). O interessante do AviDemux é a possibilidade de automatizar tarefas com scripting, o que ajuda muito quem quer fazer uma edição simples em vários vídeos, como adicionar uma introdução em um lote de vídeos, por exemplo.

Possui versão para Linux, BSD, Mac OS X e Microsoft Windows sob a licença do GNU GPL.

Site oficial: http://www.avidemux.org/

 

 

 

ManDVD

Não adianta falar de edição de vídeo sem falar em autoração de DVD. No Linux existe o MANDVD, que é um software livre muito bom e possivelmente o mais amigável de sua categoria.

Seu maior problema é não possibilitar que se adicione mais de um menu ao DVD. Mesmo assim é um excelente software e promete muito nas próximas versões.

O ManDVD é voltado para usuários sem experiência em autoração de DVD e está muito longe do DVDlabPro. Entretanto é uma solução muito melhor que a maioria dos programas similares no Windows , como os que são incluídos na suite do NERO.

 

audacity Claro, não adianta criar um menu sem um som adequado. Às vezes desejamos adicionar uma música ou um trecho de algum arquivo de áudio qualquer, para isso temos o Audacity. É um excelente programa para captura de áudio e edição, possibilitando também adicionar vários efeitos, eco, amplificar o som, criar mudanças na velocidade, etc. Sua principal característica é a facilidade e é recomendado para quem não possui experiência em edição de áudio e ainda assim deseja ter um trabalho de qualidade.

Está disponível para Mac OS X, Microsoft Windows e Linux sobre a licença GNU GPL.

Site oficial: http://audacity.sourceforge.net/

 

 

hydrogen Caso queria algo um pouco mais profissional, existe o Hydrogen que é dedicado à criação de padrões rítmicos, e canções no geral. Ele foi baseado na Qt3 então é uma excelente alternativa para quem usa KDE e suporta até 64 instrumentos simultaneamente. Já existe uma nova versão sendo preparada nos moldes da Qt4 e também adicionando novas ferramentas de edição de som.

Seu maior trunfo é a enorme quantidade de ferramentas para edição de música. Além é claro de ser gratuito licenciado através da GNU GPL para Linux, OSX e Windows. É o típico programa que tem capacidade de concorrer com seus amigos proprietários.

Site oficial: http://www.hydrogen-music.org/

 

Ardour

Outro software de edição profissional tão bom quanto o Hydrogen é o Ardour. Seu principal diferencial em relação ao Hydrogen é a interface: além de exibir vários gráficos de áudio, possui uma seleção de ferramentas por janela muito diferente do Hydrogen agradando então a gregos e troianos. Outra coisa muito interessante no Ardour é a capacidade de integração com outros softwares de edição como o JAMin.

O Ardour também é licenciado pela GNU GLP, e está disponível para Linux e OSX (Sem Windows??)

Site oficial: http://ardour.org/

 

Bem, eu gostaria de apresentar muitos outros programas, porém esses 9 mostrados hoje já demonstram muito bem a evolução das ferramentas de edição no Linux. Só mostrei softwares livres, não por questões filosóficas ou algo parecido, mas simplesmente por muita gente associar o nome com softwares de má qualidade. Esses são em grande parte projetos novos se comparados à "concorrência", criados simplesmente para ser uma ferramentas gratuita, assim como os muitos programas "freeware" por aí. Alguns deles receberam ótimas colaborações e o projeto acabou ganhando um foco mais profissional, como o Cinelerra, Jahshaka e Hydrogen. É muito interessante ver que programas que simplesmente deveriam ser comparados com o “winavi” ou "Movie Maker" acabaram ganhando ferramentas de alto nível, (comparáveis ao da excelentíssima suíte da Adobe para Windows) e ainda com a grande vantagem de serem gratuitos.

Ou seja, se você não é um profissional na área de edição de áudio e vídeo, não perca seu tempo pirateando ferramentas como o After Effects, até porque não vai conseguir aproveitar todas funcionalidades dele. As soluções livres serão mais que suficientes para se criar trabalhos maravilhosos. E se você é um profissional na área, por favor, teste também esses softwares, opine e ajude a melhorá-los. Quem sabe em um futuro próximo você não precisará pagar as altíssimas licenças de seus softwares, ou adquirir somente as de alguns softwares mais baratos para complementar seu trabalho?

E vocês, profissionais ou não, conhecem algum ferramenta de áudio e vídeo gratuita boa? (Mesmo que não seja para Linux).