Ronaldo Gogoni 10 anos atrás
Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, a China mesmo sendo fabricante de consoles de videogame legalmente não pode consumí-los. O governo chinês baniu o comércio e produção de consoles em 2000, "atendendo o clamor da população que temia que os jovens chineses desperdiçassem suas vidas nos videogames".
Entretanto essa proibição é mais no papel do que efetiva, já que existem diversas lojas que vendem consoles locais ou contrabandeados, em sua maioria variações piratas dos videogames tradicionais. Mesmo a Nintendo lançou o iQue Player, um console barato em conjunto com um engenheiro local, a fim de driblar a proibição. Isso sem considerar o ecossistema de games para PC.
Entretanto o governo estaria estudando por fim ao banimento de forma oficial, segundo notícia do South China Morning Post. De acordo com documentos, o glorioso governo popular da China permitiria que Sony, Microsoft e Nintendo comercializassem seus produtos internamente mediante transferência de suas fábricas para Xangai, que o governo define hoje como "zona livre", e ainda assim os games serão submetidos às autoridades dos Ministério da Cultura local, a fim de que os games não sejam demasiadamente violentos ou, mais provável, contenha material subversivo.
Como o desejo é ganhar dinheiro, não creio muito que as empresas irão se opor a esse movimento do governo chinês. Procuradas, Sony e Microsoft admitiram que o mercado interno da China é interessante e estão estudando como proceder. Como a Zona Livre de Xangai é um projeto fortemente apoiado pelo premiê Li Keqiang como forma de tornar o mercado chinês mais atraente para o mundo, o mais provável é que não só as fabricantes de videogames aceitem como outras empresas também, desde que as vantagens compensem.