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Breaking News: acidente em Baikonur deixa russos sem acesso à ISS

Deu ruim em Baikonur. Durante o lançamento de um foguete Soyuz uma estrutura importante foi destruída e agora os russos estão sem acesso ao Espaço!

29 semanas atrás

Em 27/11/2025, decolou de Baikour, Cazaquistão (wawawewa) um foguete Soyuz da missão MS-28, levando a bordo os cosmonautas Sergey Kud-Sverchkov, Sergey Mikayev e o astronauta americano Christopher Williams, como parte da reposição normal de tripulação da Estação Espacial Internacional. Em tempos de crise diplomática, com os países se estranhando, a cooperação espacial é um dos raros pontos positivos entre Estados Unidos e Rússia, mas nem tudo são flores.

A decolagem foi perfeita como costuma ser com o Soyuz, um foguete que é a mais pura tecnologia pé-de-boi russa; se alguém falar que usa peças de trator, provavelmente é verdade. Vê-se no Soyuz a herança e história desde o R-7 Semyorka, primeiro míssil balístico intercontinental soviético, projetado pelo gênio Sergey Korolev e foi modificado para lançar o Sputnik.

Modernizado sempre que necessário, o Soyuz ainda é o carro-chefe da exploração espacial russa, que vem enfrentando problemas sérios faz tempo, incluindo durante a queda da União Soviética, quando os russos tiveram que exibir propaganda na sua central de lançamento, para cobrir os custos das missões.

Com as sanções do ocidente, a coisa piorou ultimamente. Sem falar que boa parte da indústria aeroespacial russa ficava... na Ucrânia. A Energia, uma das principais empresas do setor na Rússia, está à beira do colapso. A Soyuz está afundada em dívidas, ausência de encomendas e problemas de gestão de qualidade.

Nem sempre foi assim, com o fim do programa do Ônibus Espacial e a demora em se produzir uma alternativa, os Estados Unidos se viram em 2011 sem uma forma de enviar astronautas para a Estação Espacial Internacional, e tiveram que apelar para os russos, que alegremente venderam passagem nas Soyuz. Só que abraçando o espírito capitalista, meteram a faca.

Entre 2006 e 2008 um voo turístico na Soyuz custava US$ 21 milhões. Quando a NASA começou a voar astronautas de Baikonur, o custo subiu para US$ 62 milhões em 2013. Em 2025, Putin cobra US$ 90 milhões por cabeça. Ou melhor, cobrava.

Durante o lançamento de 27/11, algo deu muito errado na plataforma 31, em Baikonur.

A Plataforma de Serviço Móvel foi destruída, obliterada, atomizada, além da capacidade de qualquer martelinho de ouro.

Antes e depois da plataforma (Crédito: Reprodução Internet)

O que é a Plataforma de Serviço Móvel?

O Soyuz fica suspenso sobre a trincheira de fogo, uma canalização de concreto que direciona os gases da exaustão durante a decolagem. Para que os técnicos tenham acesso às partes inferiores do foguete, foi projetada uma plataforma metálica sobre trilhos. Ela se move até debaixo do foguete, os técnicos trabalham, e quando for hora de decolar, a plataforma é recolhida para uma "gaveta" de concreto, protegida por um escudo de aço. Ao menos é o que deveria acontecer.

Várias imagens da Plataforma de Serviço Móvel da plataforma Soyuz em Korou, na Guiana Francesa (Crédito: ESA)

A plataforma de lançamento em Baikonur não é a única que os russos possuem, eles têm um cosmódromo em Plesetsk e outro em Vostochny, mas há problemas.

A Estação Espacial Internacional orbita a uma inclinação de 51,6 graus, e mudar de inclinação demanda muita energia. Pesetsk é projetado geograficamente para órbitas polares. Vostochny deveria ser a resposta russa a Baikonur, um cosmódromo em uma latitude de 51 graus, que em teria seria mais eficiente que a base de lançamento no Cazaquistão, fora as vantagens de soberania, não ter mais que pagar aluguel e serviços, etc.

Exceto que a boa e velha corrupção russa tornou Vostochny um elefante branco, com obras atrasadas, estrutura não-concluída e projetos adiados. Eles têm uma plataforma capaz de lançar foguetes Soyuz, mas que nunca lançou nada para a Estação Espacial Internacional.

Calma que piora: A ÚNICA plataforma russa certificada para lançar humanos é... Baikonur. Mesmo que Vostochny fosse adaptado para lançar naves Soyuz para a Estação Espacial, há toda uma imensa série de requisitos para enviar cosmonautas de lá. A coisa é tão séria que nem as naves Progress de carga decolam de Vostochny, é tudo de Baikonur.

Várias fontes já disseram que a construção de uma nova Plataforma de Serviço Móvel pode levar dois anos. Nesse período os russos estão impossibilitados de enviar suprimentos e cosmonautas para a ISS.

Não é o fim do mundo, os Estados Unidos ficaram dez anos dependendo dos russos para isso. Agora o jogo virou. Na pior das hipóteses, a SpaceX reinstala os 3 assentos extras na Dragon, e ela volta a levar a tripulação original de sete pessoas, ao invés de quatro. Com certeza Trump vai fazer um precinho camarada para seu camarada Putin.

Ou então, se a coisa azedar de vez, os russos vão ter que usar um trampolim para ir ao espaço.

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