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Infelizmente, chance de um Dragon Age Remaster é pequena

Segundo diretor, será difícil rematerizar os primeiros Dragon Age e motivo estaria na engine utilizada em suas criações

1 ano e meio atrás

A chegada de um novo capítulo fez com que reacendesse o interesse de muitas pessoas pela série Dragon Age, mas há detalhe que serve como barreira para que os primeiros jogos não sejam aproveitados. Como lá se vão 15 anos desde o lançamento do primeiro, encará-lo hoje em dia pode não ser uma experiência tão satisfatória e por isso uma remasterização seria a solução. O problema é que algo assim é improvável.

Crédito: Divulgação/BioWare

Algo que vinha ajudando as pessoas a terem alguma esperança por uma remasterização dos primeiros Dragon Age foi o lançamento do Mass Effect Legendary Edition. Após negar por vários a possibilidade da saga do Comandante Shepard ser remasterizada, em 2021 a EA finalmente disponibilizou o retorno da trilogia. Então, porque o mesmo não poderia acontecer com as histórias que se passam em Thedas?

Pois a explicação foi dada pelo diretor de criação John Epler, durante uma entrevista ao site da revista Rolling Stone. Segundo ele, o principal problema está na maneira como os dois primeiros jogos foram criados, ou melhor, no kit de desenvolvimento usado neles.

Enquanto a trilogia Mass Effect foi criada usando a Unreal Engine, para o Dragon Age Inquisition e o The Veilguard a BioWare utilizou a Frostbite. Já no caso do Origins e do Dragon Age II, eles recorreram à Eclipse Engine, embora no segundo ela fosse conhecida internamente como Lycium Engine.

“Acho que sou uma das cerca de 20 pessoas que sobraram na BioWare que realmente usaram a Eclipse,” revelou Epler. “É algo que não será tão fácil quanto o Mass Effect, mas nós amamos os jogos originais. Nunca diga nunca, acho que é nisso que se resume.”

Dragon Age: Origins

Crédito: Divulgação/BioWare

Essa situação reforça o quão importante pode ser uma empresa trabalhar com um kit de desenvolvimento mais difundido, como é o caso da Unreal Engine. Uma das mais populares no mercado, encontrar profissionais que saibam trabalhar com essa ferramenta não deve ser um problema, o que consequentemente diminui o tempo de produção e o custo total do projeto.

Ter uma engine desenvolvida internamente tem lá suas vantagens, com o estúdio possuindo controle total sobre como ela funcionará e sem a necessidade de pagar royalties a terceiros. A própria Electronic Arts mostrou isso com a Frostbite, que ao longo dos anos passou a sustentar muitos títulos desenvolvidos pelos seus estúdios.

Por outro lado, quando uma ferramenta dessas não é adota pelas equipes, o tempo pode fazer com que o conhecimento sobre ela se perca e é isso o que estamos vendo agora com a Eclipse Engine. Em se tratando do Dragon Age: Origins e da sua continuação, um remake poderia ser a solução, mas isso exigiria um alto investimento e teria um grande potencial para desagradar os fãs mais antigos.

Dragon Age: Origins

Crédito: Divulgação/BioWare

Por isso, entendo o ceticismo de John Epler em relação à possibilidade de os primeiros títulos da franquia serem remasterizados.  Assim, o que nos resta — pelo menos até que alguém na BioWare mude de ideia — é aproveitar o jogo original e recorrer a alguns mods para tornar a experiência mais agradável.

Lá no Nexus Mods é possível encontrar uma infinidade deles e dois dos mais importantes são o Dain's Fixes e o Qwinn's Ultimate DAO Fixpack, por corrigirem vários problemas presentes no jogo. Já se quiser um visual melhor, uma opção é o Unofficial Remaster, só não espere um ganho muito grande.

Outra dica que pode ajudar quem quiser se aventurar por este clássico é a tradução feita pelo Nasher, do site Avengers of Balduran. Por se tratar de um jogo com uma quantidade tão grande de textos, a língua pode ser uma enorme barreira e que graças ao trabalho dessa pessoa, não existe mais.

Por fim, deixo aqui um excelente guia publicado na comunidade do jogo no Steam, onde o autor sugere vários desses mods e faz um passo-a-passo de como deixar o Dragon Age: Origins muito melhor.

Crédito: Divulgação/BioWare

Como lá se vão muitos anos que joguei o título que iniciou a franquia, estou pensando em recorrer a essas modificações para lhe dar uma nova chance. Encarar o jogo atualmente, após ter jogado o The Veilguard, pode ser uma boa maneira de constatar o que funcionou muito bem na época em que ele foi lançado, mas que talvez não seja mais tão legal, com as mecânicas utilizadas nos jogos tendo mudado tanto desde então.

A única coisa que queria entender é como a cópia do jogo desapareceu da minha conta da EA. Enquanto escrevia esse artigo tratei de entrar no aplicativo da empresa para baixar os arquivos, mas para minha surpresa ele não estava na biblioteca. Tenho certeza que havia registrado o título por lá, mesmo porque, lá atrás eles chegaram a distribuir o jogo para todos.

Como ainda tenho minha edição de colecionador guardada aqui, tratei de inserir novamente o serial pelo site, mesmo temendo me deparar com uma mensagem informando que o código já havia sido usado, mas felizmente deu tudo certo. Enfim, sabe como é... Tem coisas, que só a EA faz para você!

Agora é encontrar um tempinho para instalar os mods e principalmente, para poder revisitar Thedas. Só espero que com isso eu não acabe manchando as boas memórias que tenho dessa aventura.

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