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Apple pode priorizar telas da BOE, no lugar de Samsung e LG

Segundo analista, envios de telas para iPhones e iPads da BOE serão priorizados; no futuro, Apple não mais dependeria da Samsung (e LG)

06/01/2023 às 11:48

A Apple teve que engolir a Samsung por vários anos, após muito chumbo trocado entre as companhias, por processos de patentes e designs copiados, entre outras coisas. Gradualmente, Cupertino foi restringindo o espaço da gigante sul-coreana em sua cadeia de suprimentos, limando-a de componentes-chave, no que a perda dos SoCs, estes assumidos pela TSMC, foi o golpe mais duro.

iPhone 14 Pro e 14 Pro Max (Crédito: Divulgação/Apple)

iPhone 14 Pro e 14 Pro Max (Crédito: Divulgação/Apple)

Hoje, a Samsung só marca presença em dispositivos móveis da maçã com as telas OLED, e ainda assim, divide o fornecimento com sua eterna rival LG, porque a Apple não deseja depender apenas de uma companhia, muito menos de um desafeto. Porém, um terceiro player, a chinesa BOE Technology, garantiu um lugar na cadeia, inicialmente limitado, mas que foi crescendo com o tempo.

A BOE já fabricava displays LCD para iPads e MacBooks, e começou a produzir telas OLED para a Apple a partir da linha iPhone 12, lançada em 2020. O motivo era simples, não era interesse de Cupertino depender para sempre de componentes produzidos por rivais diretos; além de ser obrigada a depender da Samsung como principal fornecedora, por conta da excelência da mesma em displays, na época, a LG ainda fabricava celulares.

Foi a BOE que forneceu a tela OLED equipada no Huawei P30 Pro, e dada a qualidade do componente, era interesse da maçã contar com um fornecedor que não lhe trouxe problemas ao longo do tempo, ou que não concorria com ela no mesmo mercado, a fim de reduzir o conflito de interesses. No entanto, os chineses cometeram um deslize em 2022, o que a fez cair no conceito da Apple.

Em fevereiro daquele ano, a BOE foi pega por ter alterado, sem comunicar a cliente, o design dos circuitos internos da película de filme interna, aumentando a largura destes, fazendo com que a manufatura se tornasse mais simples. Isso foi feito quando o governo chinês ampliou o lockdown devido à Covid, tornando mais difícil a compra de semicondutores pela empresa.

A Apple, claro, não gostou. As compras de telas OLED para as linhas iPhone 13 e 14 foram imediatamente paralisadas, e a empresa foi completamente excluída da remessa de displays para a linha iPhone 15, que ela seria a principal fornecedora, com a LG assumindo a demanda. Posteriormente, os chineses prometeram que isso não se repetiria, e a maçã deu à empresa uma segunda chance, reinstaurando-a à sua cadeia de suprimento.

iPhone XR (Crédito: Ronaldo Gogoni/Meio Bit)

iPhone XR (Crédito: Ronaldo Gogoni/Meio Bit)

Corta para 2023: segundo o analista Ming-Chi Kuo, que costuma ser certeiro (na maioria das vezes) em previsões e análises de vazamentos referente à Apple, a BOE deverá ser alçada à condição de principal fornecedora de telas OLED para a linha iPhone 16, a ser lançada em 2024, e simultaneamente, ela aumenta sua participação nos componentes para a linha iPhone 15, a próxima da fila.

A intenção é bastante clara: assim como aconteceu com a TSMC, a BOE seria posicionada como a preferida de Cupertino para o fornecimento de componentes, para gradualmente depreciar de forma intencional a Samsung, ao ponto de, no futuro, dispensar os serviços dela, e por tabela, também da LG.

Com as telas OLED sendo o último feudo restante da Samsung em iPhones e iPads, o favorecimento da BOE servirá como a tão esperada deixa para a Apple, finalmente, chutar para fora de sua lista de fornecedores a antiga parceira, hoje persona non grata que ela é obrigada a aturar, de forma definitiva. Em contrapartida, a LG poderia ser mantida como um backup da maçã, por não mais atuar no mercado de dispositivos móveis.

Claro que, por se tratarem de chutes e rumores, é bom levar tais informações com um certo grau de ceticismo, mas é fato que a Apple não deseja depender da Samsung para qualquer coisa, se a BOE atender aos requisitos exigidos de qualidade em telas; em caso positivo, a Sammy, e talvez também a LG, terão que no futuro, procurar outros compradores para seus displays voltados a dispositivos móveis.

Fonte: Phone Arena

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