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EA: quando até uma gigante pode ser abocanhada

Rumor diz que após negociação com a Comcast fracassar, EA segue procurando uma compradora. Disney, Apple e Amazon estariam entre as interessadas

12 semanas atrás

Nós vivemos a era das grandes aquisições, uma época em que até uma Actvision Blizzard pode ser comprada por uma empresa ainda maior e ao que tudo indica, outras gigantes poderão ter o mesmo destino. Após vários rumores falando sobre a possibilidade de a Ubisoft passar a ser controlada por outra companhia, chegou a vez do mesmo ser especulado em relação a EA.

EA

Crédito: Divulgação/EA

Quem levantou a bola dessa vez foi o site Puck, que afirma que a primeira abordagem teria sido feita pelo CEO da Comcast/NBCUniversal, Brian Roberts. Segundo a publicação, a ideia não seria exatamente de uma compra, mas de uma fusão entre a EA e a NBCUniversal, com o diretor executivo da editora de games, Andrew Wilson, ficando no comando do conglomerado.

Apesar da conversa entre as empresas ter se estendido por algumas semanas, ela teria sido encerrada por discordância em relação não só aos valores envolvidos, mas também pela estrutura que surgiria da negociação. Ao ser contatado pelo jornalista que publicou o rumor, um representante da EA afirmou que eles não comentam rumores, muito menos histórias sobre fusões e aquisições, com uma declaração parecida tendo sido feita pelo pessoal da Comcast.

Porém, ao continuar investigando a história, o autor da matéria afirma ter conversado com funcionários da Electronic Arts que disseram que a intenção de venda não morreu com o fracasso de um acordo com a NBCUniversal. Se a informação obtida por Dylan Byers estiver correta, os executivos da editora seguiram buscando um comprador, com a intenção tendo se tornado ainda maior após a Microsoft anunciar que adquiriria a Activision Blizzard.

Com um valor de mercado estimado em US$ 36 bilhões, os executivos da EA teriam chegado a conversar com outros possíveis interessados, entre eles a Amazon, a Apple e a Disney. Porém, não seria apenas a venda que estaria nos planos, com a possibilidade de uma fusão — com Wilson continuando no controle da editora — supostamente sendo bem-vista.

Star Wars poderia voltar a ser exclusivo da EA (Crédito: Divulgação/EA)

Com a indústria de games tendo obtido ótimos resultado durante a pandemia, aqueles que controlam o dinheiro tem olhado com muito interesse para este mercado. Hoje, adquirir uma editora ou desenvolvedora parece uma aposta quase certa, mas chama atenção as possíveis interessadas pela EA não serem do ramo.

Nos últimos meses, as grandes aquisições de empresas do mundo dos games aconteceram por outras companhias da área, como a negociação (de US$ 12,7 bilhões) que deixou a Zynga sob as asas da Take-Two, a relativamente barata venda dos estúdios ocidentais da Square Enix para a Embracer Group ou a já citada compra da Actvision Blizzard.

No caso da EA, dentre as companhias que estariam envolvidas numa possível compra/fusão, aquela que acredito que poderia gerar um melhor resultado seria a Disney. Isso poderia garantir a manutenção do acordo entre as empresas para a criação de jogos baseados na franquia Star Wars, além de permitir o desenvolvimento de jogos de esportes usando a poderosa marca da ESPN.

Contudo, não resta dúvida de que qualquer empresa que comprasse a EA sairia muito mais forte da negociação. Possuindo uma grande quantidade de franquias extremamente populares e diversos estúdios espalhados pelo mundo, quem fechasse a compra entraria com força total no mercado de games, mesmo com boa parte do público criticando as políticas da Electronic Arts.

Nós podemos não gostar da maneira com a editora implementou as microtransações em alguns dos seus jogos, podemos ter ficado indignados com o destino de algumas empresas que ela adquiriu ao longo dos anos e reclamar da qualidade dos últimos capítulos de suas séries. Porém, marcas como FIFA (que em breve se chamará EA Sports FC), Dragon Age, Mass Effect, The Sims ou Battlefield carregam uma legião de fãs consigo e quem não gostaria de estar nessa indústria tendo elas sob o seu controle?

Série FIFA passará a se chamar EA Sports FC (Crédito: Divulgação/EA)

O curioso é pensar que até outro dia olhávamos para a Electronic Arts como a predadora, aquela que ia ao mercado e arrebatava quem visse pela frente, muitas vezes impondo sua sede por lucros cada vez maiores e não se importando com o DNA da aquisição. Isso fazia com que as compras feitas pela EA sempre fossem vistas com receio e fico me perguntando se as pessoas também temerão caso um dia surja a notícia de que essa gigante foi absorvida por uma companhia ainda maior.

Para aqueles que amam odiar a EA, essa possível inversão de papéis deve estar sendo comemorada, uma ironia do destino que poderá fazê-la pagar por todo o mal que causou durante os anos. Já eu prefiro torcer para que, continuando independente ou não, a empresa consiga se aproximar cada vez mais do seu passado, que volte para a época em que era conhecida pela qualidade do que produzia e em que tinha a arte até no nome.

Fonte: GamesIndustry

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