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Exército dos EUA vai testar arma que só dispara se for pra acertar

Que tal uma arma que sempre acerta o alvo? É o que o Exército dos EUA está planejando testar em breve, cortesia de uma empresa israelense, IA e muito software

31/01/2020 às 19:39

Armas de fogo estão entre os dispositivos mais simples, confiáveis e antigos. Revólveres do Século XIX funcionam perfeitamente hoje, uma Colt 1911 ainda é a melhor pistola, e canhões foram usados por mais de 200 anos, mas agora a tecnologia parece que vai invadir de vez essa área.

Uma área especialmente pesquisada é o auxílio de mira. Atirar é complicado, ao menos se você pretende atingir alguma coisa. Requer anos de treino e prática constante, do contrário você terá sorte se acertar o mesmo país que estiver mirando. Elevar a qualidade de tiro de uma tropa é muito caro, então que tal uma solução tecnológica?

A empresa israelense Smart Shooter, inc aperfeiçoou uma tecnologia que alguns anos atrás era enorme pesada e custava US$22 mil, agora está melhor, mais barata e mais eficiente. Em essência, eles são cheaters, criaram um aimbot pra vida real.

Um sistema de inteligência artificial, reconhecimento de imagem, sensores medindo ângulo da arma, velocidade do vento, temperatura, umidade, etc detecta os alvos, o soldado seleciona qual o de seu interesse, e ele passa a ser rastreado mesmo em movimento.

Uma retícula indica quando a arma está apontada exatamente para o ponto aonde o tiro acertará o alvo.

O sistema é inteligente o bastante para que a arma não dispare se apontada para algo que não seja o alvo selecionado, o que é essencial em situações de reféns ou combate em áreas urbanas com muitas vítimas colaterais em potencial.

Em uma reportagem para a TV, o jornalista usando o sistema acertou um alvo em movimento a 100 metros de distância. Enquanto veterano, com 1200 horas de combate no BF4, eu posso garantir que isso não é nada fácil.

Claro, no ambiente caótico de um combate real o sistema pode ser desligado com um clique, ou colocado em modo de auxílio, sem travar o gatilho, e é importante que ele seja desligável sem causar prejuízo ao funcionamento da arma, pois como Murphy é maior que tudo, vai ter unidade com defeito, soldado que esqueceu de trocar as baterias, gente que esqueceu como se usa o negócio...

Em parceria com a Sig Sauer a Smash está participando da competição do exército americano para o desenvolvimento da Next-Generation Squad Weapon (NGSW). Pretendem colocar as primeiras unidades em testes com esquadrões de combate no começo de 2023.

Essa obviamente é a perspectiva otimista, como todo bom programa militar pode dar tudo errado, como o caso da falecida XM25, uma arma tão zicada que um fornecedor de componentes se recusou a enviar as peças depois que descobriu que a arma seria usada contra pessoas.

Fonte: Military.com

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