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Dona do TikTok desmente boatos sobre venda do app

Site Bloomberg sugeriu que parte do TikTok seria vendida, para evitar desvalorização após órgãos dos Estados Unidos questionarem segurança do app

27 semanas atrás

O TikTok, o app musical que se tornou uma febre entre jovens do mundo não anda tendo uma semana agradável nops Estados Unidos: o app é o mais novo alvo de escrutínio do Comitê de Investimentos Estrangeiros (CFIUS), que cogita a possibilidade dele fornecer dados dos usuários ao governo chinês, país de origem da ByteDance, dona do software.

Nesse meio tempo, o site Bloomberg publicou uma notícia de que a empresa estaria cogitando vender parte do TikTok a investidores, o que foi desmentido.

TikTok

O TikTok é um aplicativo para iPhone (apps.apple.com) e Android (play.google.com) de edição de vídeos e rede social; ele permite que usuários gravem vídeos curtos, de 15 a 60 segundos, com um fundo musical dentre as várias canções disponíveis na sua biblioteca, todas licenciadas. Com ele, é possível realizar desde uma dublagem a sonorizar atividades diversas, e incrementa-lo com adesivos, filtros 3D e recursos de Realidade Aumentada.

O TikTok originalmente se chamava Musica.ly, e era mantido por uma empresa de mesmo nome originária de Xangai, mas que possuía escritório em Santa Monica. Em novembro de 2017, a chinesa ByteDance adquiriu o app, e em agosto de 2018, o fundiu ao TikTok original (que possuía uma versão para o mercado chinês, chamada Douyin), passando a ser um app global e único, o TikTok atual.

Hoje o app é uma febre entre jovens e influenciadores digitais, e se consolidou como uma das principais redes sociais na faixa etária de 15 a 29 anos.

Hoje, a ByteDance é a startup "unicórnio" mais valiosa do mundo, com um valor de mercado de US$ 75 bilhões; ela chegou a ultrapassar o Uber quando o app de transportes ainda encabeçava a lista (seu capital está avaliado atualmente em US$ 50 bilhões). Dado seu tamanho, não demoraria muito para os órgãos de segurança mirarem também na empresa, apontando riscos aos dados dos usuários, como ocorrem com outras companhias chinesas, tais como ZTE e Huawei, entre outras.

A desconfiança do CFIUS e outras agências é de que a ByteDance possa ser compelida a compartilhar dados de todos os usuários do TikTok com o governo chinês (se já não o faz), o que inclui nome, idade, endereço de e-mail, número do telefone, dados de localização, credenciais da conta (e há a suspeita de que o app coleta dados de outros serviços, como redes sociais de terceiros usadas para criar os perfis) e o conteúdo original criado na plataforma. A Marinha inclusive baniu o app, proibindo militares de acessarem a rede do governo com seus celulares, caso eles tenham o app instalado.

A reportagem do Bloomberg afirmava que a ByteDance não quer que aconteça com ela o mesmo que com a Beijing Kunlun Tech, que foi obrigada pelo CFIUS a vender sua parte no Grindr, e por isso estaria oferecendo várias alternativas para tranquilizar os órgãos de segurança, desde separar a operação do TikTok de seus outros produtos, à venda de uma parte majoritária a grupos de investidores, como o SoftBank Group ou o Sequoia Capital.

No entanto, a companhia respondeu à matéria, que chamou de “imprecisa” e “sem mérito”, dizendo que não há planos para vender o TikTok ou uma parte dele. Já Alex Zhu, responsável pelo app disse em uma nota que o Bloomberg foi contatado antes de publicar a matéria e alertado de que a fonte (que afirmava que a ByteDance esperava lucrar até US$ 10 bilhões com a venda) era imprecisa, mas a matéria foi para o ar mesmo assim.

De qualquer forma, a situação da ByteDance frente ao governo norte-americano pode degringolar para uma resolução desagradável para a empresa, dados os ânimos entre EUA e China.

Com informações: Bloomberg, CNBC.

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