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Palacete em São Paulo vai virar centro cultural tecnológico

Antigo palacete Franco de Mello, na Avenida Paulista, será convertido em centro cultural voltado à ciência e tecnologia

28/11/2019 às 11:30

O palacete Franco de Mello, último imóvel restante do primeiro loteamento da Avenida Paulista, será convertido em um museu e centro cultural voltado à ciência e tecnologia. Centro de uma disputa que durou quase três décadas, o casarão abrigará exposições e oficinas nos moldes do laboratório interativo Exploratorium de San Francisco, nos Estados Unidos.

Palacete Franco de Mello / centro cultural

Palacete Franco de Mello (Crédito: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo)

Construído em 1905, o palacete localizado no número 1.919 da principal avenida da capital paulista foi tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico do Estado de São Paulo) em 1992.

Desde então, o imóvel se tornou o pivô de uma disputa judicial, travada entre os herdeiros do barão do café Joaquim Franco de Mello, que buscavam o pagamento de uma indenização e reclamavam por não poder reformar o prédio, que se deteriorou nos últimos 27 anos (ele só foi desocupado meses atrás), e o governo do estado, que contestava os valores e ao mesmo tempo, não pretendia ele próprio bancar a restauração.

A briga teve fim em junho, quando o governo anunciou que assumiria a gestão do palacete e, a partir daí, passou a buscar propostas junto à iniciativa privada para decidir o que fazer com o prédio. Originalmente, a ideia era abrigar o Museu da Diversidade LGBT, proposta anunciada ainda na gestão Geraldo Alckmin em 2014. No entanto, o atual governador João Doria desistiu da iniciativa.

Agora, o governo do estado anunciou uma parceria com a CNI (Confederação Nacional da Indústria) e o Sesi-SP (Serviço Social da Indústria), para a instalação de um centro cultural com foco em pesquisa e tecnologia. A concessão do imóvel tem duração prevista de 35 anos e as instituições ficarão encarregadas do restauro e adequações do local, com supervisão dos órgãos de patrimônio. Há planos para a construção de um anexo, totalizando uma área de 5.000 m².

Palacete Franco de Mello / centro cultural

Detalhe do interior: características originais do imóvel tombado serão mantidas (Crédito: Folha)

O espaço, ainda sem um nome definido, deverá receber atividades de formação e capacitação para empreendedores e startups, além de e exposições de arte e tecnologia, seguindo os moldes do Exploratorium, laboratório e museu tecnológico que, desde 1969, se dedica à descoberta e experimentação científicas.

O espaço também deverá manter toda a estrutura original (um anexo será construído) e expor mobiliário do início do século XX. Segundo Doria, que confirmou a parceria junto a Robson Braga, presidente da CNI no sábado (23), o projeto conta com o apoio de instituições norte-americanas, como a Smithsonian Institution e o próprio Exploratorium.

De acordo com o governo do estado, a previsão é que as atividades do novo espaço cultural da cidade tenham início em junho de 2020.

Com informações: G1

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