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Samsung QLED Q7FN: a TV de pontos quânticos "baratinha" — Review

A Q7FN, a TV QLED intermediária com conexão única da Samsung traz boa definição de som e imagem, e um preço que não machuca tanto o bolso

25 semanas atrás

Em 2018 a Samsung apresentou a segunda geração de suas TVs QLED. Entre elas, a linha Q7FN, com modelos de 55, 65 e 75 polegadas é a intermediária, mas trás recursos presentes nos modelos mais de ponta, como o One Connect com conexão única saindo da TV, HDR1.500 e Modo Ambiente, e o que é melhor, por um preço mais atraente do que na época do lançamento.

Sasmung Q7FN

Afinal, a Samsung Q7FN vale o investimento? Eu a testei por um mês e conto minhas impressões a seguir.

Design e Conexões

A Samsung Q7FN é, sob todos os aspectos, a versão plana da Q8CN, o modelo curvo mais indicado para gamers. Quem não faz questão de tal modelo, e acha as TVs planas mais do que suficientes se dará muito bem com esta, que possui uma versão de 55 polegadas, própria para ambientes menores. Este foi o modelo testado, e ela se acomodou confortavelmente na minha sala de estar.

No meu caso de uso, onde a porta de saída e a janela ficam do lado esquerdo da sala, ter uma TV curva ou plana não faz diferença, pois a lux externa vai incidir sobre o painel de qualquer jeito. A qualidade de imagem não é definida pela curvatura, logo, a única diferença prática entre os modelos é de fato o design.

Sasmung Q7FN

Design este, é preciso dizer, muito elegante. A Samsung optou por uma base de metal, com um suporte frontal em forma de barra cilíndrica que casa muito bem com a maioria dos ambientes. Se você optar por fixa-la na parede, terá a seu dispor o suporte No-Gap proprietário, que consiste em uma pequena peça com um único gancho; com ela, o espaço ocupado pelo televisor é mínimo, já que ela possui menos de 5 cm de espessura.

O One Connect também faz parte do design limpo da Samsung Q7FN. A caixa acessória, que pode ficar escondida em sua estante traz todas as conexões que outrora estavam presentes na TV, mas com uma vantagem em relação à primeira geração: o cabo One Connect agora fornece não só o sinal dos periféricos à TV, mas também a alimenta. Assim, o televisor só possui um único conector, e um fiozinho solitário e transparente saindo de trás dela, que pode ser escondido com o suporte.

Conexão única da Sasmung Q7FN

O cabo One Connect padrão possui 5 metros de comprimento, mas se você quiser deixar o receptor ainda mais longe, pode utilizar um outro de 15 metros, vendido separadamente, sem perda alguma na qualidade do sinal.

Do lado do One Connect, estamos muito bem servidos: ele conta com quatro portas HDMI 2.0B, uma porta Ethernet Gigabit, uma saída de áudio digital, uma porta vídeo componente e a conexão RF coaxial para a antena. Do lado esquerdo, há três portas USB 2.0, sendo uma delas (a do meio) capaz de alimentar drives externos.

De modo geral, as chances de você ficar sem opções de portas são bem pequenas.

One Connect da Sasmung Q7FN

Graças ao One Connect, a Samsung pode oferecer muito mais opções de conexão para periféricos, e sem prejudicar o visual de sua sala. Claro que arrumar a bagunça dos cabos vai depender dos móveis que você possui, mas no fim das contas, ele é uma solução muito inteligente.

Controle Remoto

O controle remoto da Samsung Q7FN merece uma menção à parte. Num primeiro momento eu torci o nariz, pois trata-se do exato mesmo modelo presente nas TVs mais simples da companhia sul-coreana. Curiosamente, a Q8C de 2017 trazia o modelo de controle mais caprichado, e mesmo sua versão mais recente sofreu um downgrade nesse aspecto. O modelo com acabamento metálico é agora exclusivo da linha Q9FN, a topo de linha.

Só que isso não chega a ser um problema no dia a dia. O controle é universal, e graças ao padrão HDMI-CEC (que a Samsung chama de Anynet+), você pode controlar praticamente qualquer dispositivo conectado. Com ele, eu acessei os menus da TV, da Fire TV Stick e do PS4 Pro, embora obviamente ele não sirva para jogar.

Controle remoto da Sasmung Q7FN

Ele possui um botão dedicado para o Modo Ambiente (mais a seguir), e outro que aciona os comandos de voz; sobre isso, é importante salientar que o Bixby, a assistente virtual da Samsung ainda não fala português, e para utiliza-la, é preciso configurar a TV para o inglês. Na nossa língua, você terá acesso aos comandos de voz básicos.

A verdade é que após uma semana de uso, o controle remoto da Fire TV Stick não foi mais tocado, e o do PS4 Pro foi utilizado apenas para jogar; tudo o mais, o controle da Q7FN assumiu para si.

Tela

Hora de falar do principal. A Samsung Q7FN traz um display VA (LCD LED) de 55 polegadas, com um padrão RGB (nada de pixels brancos) reforçada com uma camada de pontos quânticos. A tecnologia QLED foi a solução da Samsung para bater de frente com os displays OLED da rival LG, mantendo um custo de produção civilizado. No fim das contas temos um "LCD LED+", que não perde em quase nada para os concorrentes.

Este televisor pode reproduzir em 4K e HDR com índices de brilho bem altos, de até 1.500 nits, com uma relação entre as partes mais claras e os tons de preto muito bons. Embora um painel QLED ainda não consiga reproduzir o preto "100% real" de um OLED, ele chega muito, muito perto.

Enfim, dá para dizer que mesmo não sendo os topos de linha da Samsung, os televisores da linha Q7FN são suficientemente bons para serem considerados premium-like.

Sasmung Q7FN

Claro, tal abordagem tem sua própria cota de pontos negativos. Por se tratar de uma painel VA, o ângulo de visão não é dos melhores, e ao se deslocar um pouco para a lateral é possível notar distorções nas cores. Por outro lado, reclamações feitas contra a geração anterior, como um local dimming mal comportado, desta vez estava bem contido.

Digamos assim: se você tiver uma sala pequena, sem incidência de reflexos, a tela da Samsung Q7FN vai se sair muito bem; e vale lembrar que a Samsung garante total imunidade ao burn-in, oferecendo uma garantia de dez anos para problemas do tipo.

Performance

No dia a dia, a Samsung Q7FN não faz feio. As boas notícias começam desde a instalação de periféricos, onde ela reconheceu o Chromecast, a Fire TV Stick e o PS4 Pro tão logo eles foram espetados no One Connect, e os identificou por ícones dedicados. A configuração dos canais (para quem ainda assiste TV aberta) também é bem suave, e em poucos minutos o aparelhos estará pronto para uso.

Claro que resolvi forçar a barra, e mais uma vez conectei o Raspberry Pi ao televisor. De novo, o sistema não reconheceu o aparelho e tal qual nas vezes anteriores, não liberou o sinal de vídeo enquanto não fosse feita uma configuração manual para o dispositivo.  Continua sendo um pequeno inconveniente, mas as chances de você espetar algo que ela não reconheça seguem bem baixas.

Para filmes e séries, você terá à disposição um painel que reproduz 4K em uma taxa de atualização de 120 Hz e HDR, e com uma performance de som muito boa, graças ao sistema 4.1 de 40 W. Claro que ele não chega nem perto da performance de uma Soundbar, e muito menos de um Home Theater, mas comparado a outras TVs, sua capacidade sonora individual é bem satisfatória.

Sasmung Q7FN

Na hora da jogatina, esta TV oferece um Modo Jogo pré-configurado, que reconhece automaticamente quando um console está ligado (no caso o PS4 Pro; o mesmo não aconteceu com o Raspberry Pi, mas convenhamos, isso era o esperado) e oferece taxa de atualização de até 60 Hz, sem o HDR ativo. Neste modo, o input lag fica abaixo de 20 milissegundos, o que é excelente para títulos onde uma resposta rápida é crucial, como FPS e jogos de luta.

Embora a Q8CN seja vendida pela Samsung como o modelo ideal para gamers, estes não sentirão falta de absolutamente nada se optarem por um modelo da linha Q7FN, o que chega a ser hilário; a única, ÚNICA diferença entre elas é o painel curvo.

Uma das novidades desta linha é o Modo Ambiente: com ele, você pode deixar sua TV ligada, em um modo de baixo consumo que exibe um fundo que se mescla à parede de sua sala, compondo um ambiente mais harmônico. Como dissemos antes, um TV desligada deixa o ambiente mais feio, e com este recurso, você tira uma foto da parede, manda pelo app e a TV regula a apresentação de acordo.

Modo Ambiente da Sasmung Q7FN

Você pode escolher um fundo harmônico, ou apresentações de imagens, mas tal qual o modo de descanso do Chromecast, a utilidade disso é questionável; se você prefere dar à TV um ar de instalação combinando com a sala, beleza, mas se prefere economizar energia, o melhor é mantê-la desligada mesmo.

Por fim, temos o lado Smart. A Samsung utiliza o Tizen como sistema operacional de suas TVs atuais, e ele oferece uma grande gama de aplicativos compatíveis. Todos os principais estão lá, do YouTube à Netflix e Amazon Prime Vídeo, da Globoplay à FOX, do Spotify ao Facebook, e claro, há soluções nativas, como recursos SmartThings para a Internet das Coisas.

Loja de apps da Sasmung / Sasmung Q7FN

Com a TV como central de controle, o usuário pode controlar lavadoras, ares-condicionados, geladeiras, lâmpadas e etc. pelo celular; aparelhos da Samsung compatíveis possuem integração nativa, enquanto os de terceiros podem ser conectados com um hub adicional. Segundo a Samsung, o recurso suporta até 200 aparelhos IoT diferente, dela e de outros fabricantes.

A navegação é bem fluída, as animações são agradáveis e o sistema aprende com as suas preferências, marcando os canais mais assistidos na dashboard inicial, ao apertar o botão Home. Assim, você poupa tempo selecionando manualmente suas emissoras favoritas.

Para a Glorious PC Gamer Master Race, as TVs Samsung são compatíveis com o app Steam Link, e de forma surpreendente, todos os modelos 2018 e os futuros da companhia receberão suporte ao AirPlay 2 e vídeos do iTunes, tão logo a Apple anuncie seus planos para streaming e produção de conteúdo.

Entretanto, é preciso constatar o óbvio: em termos de disponibilidade de apps, o Tizen ainda está um pouco atrás do webOS da LG, e ambos ainda não são tão bem servidos quanto o Android TV, presente em televisores da Sony. Você irá encontrar os softwares mais mainstream, mas corre o risco de não achar algum app mais específico.

Conclusão

É curiosa a intenção da Samsung de posicionar a linha Q7FN como uma intermediária (a linha Q6FN, que possui um One Connect igual aos modelos de 2017, é a linha de entrada), quando ela possui uma série de capacidades que a posicionam como um modelo premium. No entanto, isso não se refletiu no preço de lançamento: a linha chegou custando R$ 8.099 na versão de 55 polegadas, e salgados R$ 31.999 na de 75".

Sasmung Q7FN

Hoje, no entanto já é possível adquirir a 55Q7FN por mais civilizados R$ 4.899, enquanto a 65Q7FN pode ser encontrada pelo preço médio de R$ 8.387 (originalmente, R$ 14.999). Ainda são modelos caros, mas com valores mais alinhados aos de suas concorrentes diretas, principalmente a linha 2018 de TVs OLED da LG. E por fim, a 65Q8CN ainda é bem mais cara, saindo por R$ 13.048 e baixou muito pouco (no lançamento, ela custava R$ 14.999).

Se você acha interessante a tecnologia QLED, principalmente por ser a prova de burn-in, acha o Tizen uma solução suficiente boa hoje em dia e não faz questão de um televisor curvo, a Samsung Q7FN de 55 polegadas, ou mesmo a de 65" pode ser uma boa pedida para a sua sala de estar.

Especificações

  • Modelo: Samsung 55Q7FN;
  • Painel: LCD LED (VA) de 55 polegadas (139,7 cm), com tecnologia de pontos quânticos (QLED);
  • Resolução: 3.840 x 2.160 pixels;
  • Taxa de atualização: 120 Hz
  • HDR: até 1.500 nits de intensidade de brilho;
  • Som: 40 W, dividido entre quatro-alto falantes de 10 W (4.1) e com suporte a Dolby Digital Plus;
  • Conexões: DLNA, BLE, Wi-Fi, Wi-Fi Direct, Bluetooth e HDMI-CEC;
  • Porta na TV: One Connect;
  • Portas no One Connect: quatro HDMI 2.0B, três USB 2.0, uma vídeo componente, uma para áudio digital, uma Ethernet Gigabit e uma RF coaxial;
  • Consumo de energia: 170 W (máximo);
  • Sistema operacional: Tizen;
  • Dimensões: 122,7 x 78,5 x 28,4 cm (com base), 122,7 x 70,5 x 4,7 cm (sem base);
  • Peso: 21 kg (com base), 17,5 kg (sem base).

Pontos Fortes:

  • Boa definição de imagem e qualidade de som satisfatória;
  • One Connect com um único cabo saindo da TV diminui em muito a bagunça dos cabos;
  • Modo Ambiente dá um toque mais elegante à sala de estar;
  • Suporte futuro ao AirPlay 2 e conteúdos da Apple, quem diria!

Ponto Fraco:

  • Tizen ainda traz menos apps que o ideal.

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