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Taylor Swift usou reconhecimento facial pra identificar stalkers em show

Hoje em dia, artistas podem usar tecnologia de reconhecimento facial pra identificar seus maiores stalkers em um show, e foi exatamente o que Taylor Swift fez

48 semanas atrás

A cantora Taylor Swift deve ter uma vida difícil com seus stalkers, tanto que resolveu aderir a tecnologia de reconhecimento facial para tentar identificar seus haters e malucos em geral em um dos seus shows. A câmera estava escondida em uma tela de um quiosque oficial da cantora, onde clipes de Swift eram exibidos.

Taylor Swift usou reconhecimento facial para identificar seus stalkers em um dos seus shows

Qualquer pessoa que olhasse para a tela tinha sua imagem capturada e transmitida para um servidor em Nashville, onde os rostos eram analisados e comparados com um banco de dados com imagens de centenas dos stalkers e haters particulares da cantora. O fato ocorreu em um show de Taylor Swift no dia 18 de maio deste ano no Rose Bowl em Pasadena, na região de Los Angeles, Califórnia.

Quem garante a veracidade do caso é Mike Downing, chefe de segurança na Oak View Group, que é a empresa que administra várias casas de show, estádios e arenas nos Estados Unidos, incluindo o Madison Square Garden e o prório Rose Bowl. A assessoria de Taylor Swift foi procurada pela Rolling Stone, mas pelo menos até agora, preferiu não se manifestar sobre o assunto.

Mas será que ter seu rosto capturado e analisado em um quiosque de um show é algo legal? O The Verge acredita que como o evento é privado, a artista estava no seu direito de fazer isto. Não tenho conhecimento jurídico sobre o tema, mas sei que na hora de comprar um ingresso, o espectador geralmente consente com um acordo que diz que os produtores poderão usar a sua imagem para os mais variados fins, e é bem possível que algo assim já esteja incluído no pacote.

De qualquer maneira, é inegável que vivemos em um mundo no qual nossa privacidade cada vez mais será vendida ou trocada entre as corporações, isso quando o grande vigilante não é o próprio governo. Na China, por exemplo, a privacidade dos cidadãos é literalmente deixada de lado, e o país tem alcançado grandes avanços (ou atrasos, dependendo do seu ponto de vista) no reconhecimento facial de massas.

Por lá, a tecnologia é usada desde coisas singelas como evitar o roubo de rolos de papel higiênico (tudo bem que isso não se faz), até mais sofisticadas, como identificar um suspeito entre 60 mil presentes em um show no estádio Nanchang. O objetivo das autoridades chinesas é criar uma rede única de vigilância, que vai monitorar seus cidadãos (e também turistas), o tempo todo.

Voltando ao show de Taylor Swift, pra mim a iniciativa foi compreensível e até inofensiva, principalmente por não estar na bilheteria ou na roleta, e sim já dentro do evento, mas alguns podem achar que isso abre um precedente perigoso, no qual os artistas podem fazer sua própria filtragem para retirarem de um show de pessoas que eles considerem que não são bem-vindas.

A imagem que ilustra este texto é deste post.

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