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Apple pode dar acesso gratuito a suas séries pelo app TV

Rumor diz que conteúdo da Apple será distribuído apenas pelo app proprietário TV, disponível em iPhones, iPads e Apple TVs modernas.

44 semanas atrás

A Apple não entra em nenhum jogo para perder: segundo a CNBC, a maçã está disposta a sacudir violentamente o mercado televisivo com suas produções originais, e para isso está disposta a distribuir seu conteúdo de forma gratuita e exclusiva através do app TV, presente apenas em iPhones, iPads e modelos mais recentes da Apple TV.

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A ideia de atrelar seu conteúdo televisivo ao app do iOS não é uma ideia surpreendente e sequer é uma novidade, tanto os shows exclusivos da Taylor Swift quanto sua versão de Carpool Karaoke e o reality show Planet of the Apps (sua primeira atração 100% original, já cancelado entretanto) não foram veiculados em nenhum outro lugar a não ser dentro de seu próprio Jardim Murado, portanto era de se esperar que para ter acesso à suas futuras produções, o consumidor seria obrigado a tirar o escorpião do bolso e comprar um iGadget compatível.

A informação nova diz respeito a como a Apple planeja oferecer suas séries, shows e documentários. O app TV funciona hoje como um agregador de serviços, um guarda-chuva comum em que o usuário pode acessar diversos canais e serviços, assinar os que lhe interessa e apreciar sua programação dentro de uma interface uniforme; segundo informes ele passará por um grande reformulação, de modo a oferecer os shows originais como opção para o consumidor.

A cereja do bolo, a Apple não pretende cobrar um centavo para que o espectador assista suas produções. Em teoria, atrelar seu conteúdo a seu hardware seria mais do que suficiente para garantir a viabilidade do serviço, além de incentivar ainda mais pessoas a comprarem iPhones, iPads e Apple TVs. Tal estratégia (exclusividade ligada a seus dispositivos) funciona para a Nintendo, por exemplo.

A Apple não poupou dinheiro: ela investiu US$ 1 bilhão em produções originais e conta com nomes como Steven Spielberg (que está produzindo um remake de Amazing Stories), M. Night Shyamalan, Ronald D. Moore (Jornada nas Estrelas: A Nova Geração, Battlestar Galactica), Oprah Winfrey, Jennifer Aniston e Reese Witherspoon (que vão apresentar um talk-show caríssimo, com custo estimado de US$ 12 milhões/episódio) e vários outros medalhões da TV e cinema.

Fundação / Apple / Isaac Asimov

Trilogia da Fundação, a obra-prima de Isaac Asimov e um dos trunfos da Apple pode ser uma das séries postas atrás de um paywall

Embora esses nomes e produções sirvam para atrair a curiosidades dos espectadores, a Apple não é boba. A médio prazo ela estaria planejando utilizar as séries voltadas para toda a família como um atrativo de modo a fidelizar o consumidor. A seguir a companhia começaria a produzir franquias atraentes, que serviriam como a "ponta de lança" do serviço; a ideia é ter um produto que o usuário associe imediatamente com o app TV e seus dispositivos.

Resumindo, a maçã pretende imitar a estratégia da HBO com The Game of Thrones, da Amazon Prime Video com The Grand Tour e The Man in the High Castle e da Netflix com Stranger Things. E essas produções, diferente das demais seriam atreladas a uma assinatura, podendo até mesmo contar com temas mais "controversos" para a maçã (sexo, drogas, violência, palavrões, etc). As gratuitas seriam apenas as de classificação livre, o que até faz sentido e as produções mais valiosas seriam atrações premium. É provável que as séries mais esperadas, caras e valiosas, como Trilogia da Fundação fiquem atrás desse paywall.

Segundo a reportagem, o app TV reformulado será liberado no início de 2019, junto com as primeiras produções originais da Apple. A maçã não comentou o assunto.

Com informações: CNBC.

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