Resenha gamer tripla — teclado Omen 1100, mouse Omen 600 e headset Omen 800, da HP

A HP está entrando de cabeça no mercado gamer, através da linha Omen que conta com desktops, notebooks, aceleradores gráficos, monitores e claro, acessórios. Entre esta última temos o teclado mecânico Omen 1100, o mouse Omen 600 e o headset Omen 800, que prometem performance adequada para a jogatina nossa de todo dia.

Eu testei o kit por três semanas e estas são minhas impressões.

Teclado Omen 1100

Há muito tempo atrás teclados mecânicos eram a norma, para com a evolução serem substituídos pelos atuais mais simples. No entanto, não é apenas o fator saudosismos quando dizemos que os antigos periféricos eram superiores: a resposta tátil é muito melhor em teclas mecânicas e o conforto é bem maior, o que pode ser percebido neste modelo. Eu sinceramente lamentei ter de devolver este teclado, que está entre os melhores que já utilizei.

A HP fez um bom trabalho ao se concentrar em oferecer um teclado sem frescuras, com tecnologia anti-ghosting que evita o cancelamento de ações quando duas ou mais teclas são pressionadas ao mesmo tempo. Tal funcionalidade é essencial na hora de jogar, mas também é extremamente útil na hora de utilizar softwares profissionais de edição de áudio ou vídeo.

O teclado, por conta de seu DNA gamer é totalmente retroiluminado na cor vermelha, que ilumina todas as teclas a partir da que foi pressionada, assim, o usuário pode continuar digitando mesmo em situações com pouca luz e não precisa por exemplo jogar sob luz forte, tal recurso permite que ele veja onde cada tecla está.

As teclas WASD, devidamente destacadas em vermelho servem como principal ponto de referência, e no fim das contas a experiência de digitar, seja escrevendo um longo texto ou curtindo seu FPS favorito é deveras prazerosa. O fato dele ser cabeado garante a fidelidade dos comandos e o mínimo de atraso possível, embora diferente do Alloy FPS da HyperX o mesmo seja embutido; ainda assim, o periférico é bastante leve e portátil.

O único porém é que o Omen 1100 sofre do mesmo problema de quase todos os teclados mecânicos disponíveis no Brasil, as teclas seguem o padrão americano e não o ABNT2. Claro, entre os gamers há uma grande parcela de usuários que preferem tais modelos mas no meu caso, que utilizo o teclado para escrever (muito) é preferível que este seguisse o padrão brasileiro, com o qual já me acostumei.

De resto, este é um teclado de muito boa qualidade e que embora ainda não esteja disponível no mercado brasileiro, suas características fazem do Omen 1100 uma opção deveras atraente para todas as situações.

Mouse Omen 600

O mouse é ergonomicamente confortável e leve (você pode ajustar o peso), e o fato de voltar a usar um dispositivo cabeado depois de uma década é a mesma provida pelo Omen 1100, mas o Omen 600 deixou mais a desejar em um aspecto: ele limita o DPI (a quantidade de pontos por polegada capaz de detectar em movimento) entre 800 e 12.000, reservando 400 DPI apenas para o “botão sniper”, o primeiro na lateral esquerda que não pode ser programado.

Como o teclado, o Omen 600 conta com luzes LEDs e aqui elas podem ser programadas a gosto do usuário e reproduzem uma grande quantidade de tons, entre dois efeitos de iluminação. Para quem não curte é possível desativar a função via software, como de costume.

Ainda que o Omen 600 não ofereça maiores ajustes na parte de DPI, ele ainda é uma opção muito interessante para gamers e profissionais, sendo suficientemente sensível para detectar o menor movimento e com o botão de FPS no topo permitindo a mudança durante a jogatina; no entanto, a meu ver o aparelho é muito simples para quem busca uma solução muito mais customizável como o G300S da Logitech, por exemplo.

Além do peso, o mouse possui uma ergonomia agradável e o cabo é bastante resistente, bem como o corpo em si: segundo a HP os interruptores mecânicos do Omen 600 suportam até 50 milhões de cliques, o que é um número respeitável para quem utiliza o periférico com maior intensidade. Vale mencionar também que a HP enviou o mousepad Omen 100 para utilizar junto com o mouse, que é bem grande (360 x 300 x 3,8 mm) e confortável. Já o Omen 300, que é bem maior (900 x 400 x 3,8 mm) pode ser utilizado para apoiar até mesmo o teclado, revestindo boa parte da sua mesma.

O Omen 600 possui preço sugerido de R$ 199,00, ficando bastante próximo inclusive em características ao Pulsefire FPS da HyperX, inclusive cometendo erros parecidos. No entanto, há espaço para melhorar com o tempo. Já o mousepad Omen 300 pode ser adquirido por R$ 149,00.

Headset Omen 800

Confesso, este headset me assustou no início pelo tamanho avantajado. No entanto ele não é nem um pouco desengonçado, chega a ser bastante confortável e não pesa na cabeça uma vez que você o está usando. A qualidade dos fones é muito boa, e eles isolam bem o som externo.

O Omen 600 foi testado com games e música, e em ambos os casos não foi possível discernir distorções de som ou estouros eu volumes mais altos. O controle é bastante simples, oferecendo apenas o ajuste de volume e o botão para mutar e nada mais. No fim, a performance se som é basicamente Ok para um dispositivo de sua categoria, não decepciona mas também não impressiona.

O microfone chama a atenção por ser retrátil, mas fora isso é um componente bastante básico. Ele capta a voz com clareza e ao comparar gravações feitas com este fone e com o bom e velho LX-3000 da Microsoft, o primeiro amigo de todo podcaster as diferenças foram poucas. Claro, ele oferece mais qualidade mas não é um dispositivo próprio para quem precisa de fato captar áudio de modo mais profissional. Para isso os microfones de mesa continuam sendo as melhores opções.

Mas voltando à performance de áudio, o Omen 600 cumpre o que promete e reproduz inclusive áudio binaural (como em Hellblade: Senua’s Sacrifice) com perfeição e qualidade, é possível perceber habilmente de que direções as vozes vêm.

O Omen 800 conta com dois conectores P2, um para a saída do microfone e outro para a entrada dos fones de ouvido, junto com um adaptador para usuários que só possuem uma entrada P2 em seus computadores disponível. Para quem pode fazer uso das duas em separado é muito melhor fazê-lo, principalmente para quem precisa gravar sua voz em softwares externos. Ele só não conta com um conector USB, mas ainda pode ser utilizado nos consoles de mesa (o PS4 exige um adaptador adicional, para a porta P1 do DualShock 4).

O preço sugerido de R$ 399,00 pode ser um pouquinho elevado para uma performance mediana, embora ele ofereça uma excelente capacidade de isolar sons externos. O som é bom, não causa distorções e a qualidade do microfone é OK, no entanto tendo em vista que ele sai pela metade do preço do Cloud Revolver S da HyperX (que promete áudio 7.1), eu diria até que é uma opção interessante para quem procura um produto de boa qualidade por um preço não tão alto.

Conclusão

O kit de acessórios da linha HP Omen não são os melhores de suas categorias, mas entregam performance decente e qualidade por preços bem mais civilizados do que outras opções de concorrentes, similares mas mais caras. Em outros casos, modelos com faixas de preço muito próximas tendem a não ser tão bons.

Se você está procurando atualizar seus periféricos para algo mais voltado a games, se procura um teclado mecânico de qualidade e um headset bom e de preço justo e um mouse mais ágil, a linha Omen da HP pode ser uma opção interessante. E com o tempo, a linha poderá se tornar ainda melhor e manter os valores acessíveis.

Agradecimentos à HP por gentilmente nos ceder o teclado Omen 1100, o mouse Omen 600, o mousepad Omen 100 e o headset Omen 800 para testes.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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