Resenha: Happy — uma das séries mais erradas do ano, imperdível!

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A lata de lixo da história da TV está cheia de séries onde personagens animados fofinhos interagem com atores reais. Em geral são prestam. E não, ALF não resiste ao Teste dos 15 anos. Por isso mesmo a princípio a premissa de Happy deixa a gente com alguns pés atrás.

A última coisa que eu quero ver é um unicórnio voador fofinho azul, ainda mais sem estar bêbado, mas depois de uns 2 minutos você percebe que Happy é uma espécie de Roger Rabbit dos Infernos.

Qual a premissa: uma garotinha é sequestrada por um psicopata vestido de Papai-Noel do Mal, que pega as criancinhas provavelmente não pra fazer mingau, embora fique meio evidente que de alguma forma elas serão comidas. Talvez assadas.

Essa garotinha tem um amigo imaginário chamado Happy, um unicórnio meio retardado extremamente irritante e extremamente bem dublado por Patton Oswalt. Happy vai atrás de ajuda, mas quem enxergaria um unicórnio imaginário?

Entra em cena Nick Sax, interpretado por Christopher Meloni. Nick é o total oposto de Elliot Stabler, o detetive tão certinho que passou umas 28 temporadas em Lei e Ordem: SVU e nunca carcou a Olívia benson.

Nick é um canalha, Nick é um degenerado. Ex-policial condecorado ele caiu em uma espiral de álcool, drogas, autoabuso, tendências suicidas e autodestruição. Sua fonte de renda é trabalhar como assassino particular, matando degenerados como ele.

Durante uma missão Nick é baleado, mas acaba matando quatro jovens mafiosos, e um conta um segredo. Ele tem um ataque cardíaco massivo, e acorda na ambulância vendo… o Happy. Daí em diante ele tem que se convencer que o bicho imaginário é real, fugir da máfia que quer acabar com ele, e acaba decidindo salvar a tal garotinha.

Happy é baseado na ótima série em quadrinhos de mesmo nome escrita pelo degenerado Grant Morrison, Na primeiríssima cena ele está diante do espelho e se imagina cometendo suicídio, explodindo a cabeça com duas Deagles, e dançando ao som de Jingle Bell com um chafariz de sangue e um grupo de coristas.

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Happy é visceral e violento, mas é uma violência de quadrinhos, é tão exagerada que vira cômica. Nick bate muito e apanha mais ainda, sangue não falta e isso assusta bastante o pobre Happy, que tecnicamente é inocente.

Uma série que poderia ser uma história policial convencional se tornou uma das melhores comédias do ano, daquelas que a gente ri do protagonista se dando mal o tempo todo. Qual será a jornada do anti-herói Nick Sax? Não faço idéia, só sei que irei acompanhar cada passo e falar várias vezes “Não acredito que fizeram isso”.


JoBlo TV Show Trailers — HAPPY! Official Trailer (HD) Christopher Meloni, Patton Oswalt SYFY Series

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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