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Comprovado: carregamos nossas baterias da maneira errada

As baterias de nossos smartphones duram cada vez menos? Parte da culpa é nossa, por não sabermos como carregá-las da maneira correta.

4 anos atrás

battery

Vocè já notou que seu smartphone já com alguns meses ou mais de um ano de estrada, independente da plataforma já não segura uma carga de energia com a mesma eficiência de quando foi tirado da caixa pela primeira vez. Claro que há o desgaste natural, aplicativos cada vez mais famintos por recursos e atualizações mal otimizadas (Android 5.0 e 6.0) que não conseguem gerenciar o consumo de forma satisfatória.

Só que não se enganem, boa parte da culpa também é nossa: nós simplesmente carregamos nossos gadgets da maneira errada.

A maior parte dos usuários acredita que deixar para carregar seu smartphone quando a carga está quase no fim, indo de quase 0 a 100% é a melhor alternativa e que fazer visitas regulares à tomada seria o cenário mais nocivo, comprometendo a vida útil do componente, mas isso não é verdade. A bem da verdade o cenário mais perigoso para as baterias é deixar seu smartphone ou tablet plugado durante a noite, quando a carga atinge 100% e assim permanece por muito tempo.

Especialistas da Battery University, uma frente da Cadex Technologies para conscientização de uso e compartilhamento de novas tecnologias envolvendo energia revelam que expor seu gadget a longos períodos de carregamento seria o mesmo que você permanecer horas e horas fazendo exercícios e puxando ferro na academia, além dos limites de seu próprio corpo. Em algum momento seus músculos vão gritar “chega!” e pedir por momentos de descanso, necessários para que relaxem e os resultados apareçam. Forçar além da barra resulta em estresse desnecessário e a longo prazo, danos severos.

Com a bateria é a mesma coisa. Uma vez que a carga atinge 100%, se ele permanecer conectado o sistema permanecerá em um estado de alto estresse, com o smartphone descarregando e carregando constantemente para que permaneça sempre com a carga cheia, porque a energia saída da tomada precisa ir para algum lugar.

A Battery University inclusive deixa um recado importante a todos: não carreguem seus gadgets a 100% a menos que seja estritamente necessário. Quanto maior a carga, maior o estresse ao qual a bateria é submetido, mais rápido é o desgaste e menos tempo seu smartphone sustentará uma carga. Pode parecer contraprodutivo, mas a melhor alternativa é carregar seu dispositivo em intervalos alternados, mesmo que várias vezes e desconectá-lo uma vez que a dose de energia pare em 80%, ou algo próximo disso. Exceda esse número apenas em último caso.

A Battery University informa que carregar o smartphone quando ele perde 10% de sua carga seria o melhor cenário, pois evitaria a exposição a estresse desnecessário. Claro que isso não é nada prático mas tenham em mente que ao mesmo tempo que deixar para carregá-lo uma vez que a bateria alcance 1% é tão nocivo quanto ir dormir e esquecer seu smartphone na tomada, ou deixá-lo conectado o dia inteiro.

E igualmente importante: baterias são sensíveis ao calor. Seu dispositivo foi projetado de forma a funcionar perfeitamente sem um componente que todo mundo usa, o case. Carregar o smartphone sem ele é a melhor alternativa, pois evita que a capa aqueça demais o dispositivo e prejudique não só a vida útil da bateria, como também outros componentes sensíveis.

No mais vale o bom senso, principalmente para donos de aparelhos com baterias embutidas: não force seu gadget além da conta. Evite deixá-lo conectado o dia inteiro ou noite adentro, não permita que a carga se esgote a níveis críticos e quando for carregar, tire a capa. Mesmo que isso signifique visitas regulares à tomada ou ao Powerbank, é melhor do que sua bateria deteriorar antes do tempo.

Fonte: Battery University.

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