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Habemus Plutão! (e Hail Hydra!)

Será que o orçamento de efeitos especiais da NASA acabou? Não, pelo contrário, começaram a chegar as imagens em alta resolução de Plutão e suas luas. No caso Hydra, uma batata congelada captada no limite da câmera, mas melhora, acredite, melhora muito!

4 anos atrás

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Esta é Hydra, uma das luas de Plutão, infelizmente a NASA não escreveu o software pra baixar as fotos em alta resolução e… — nah, ridículo, ninguém seria tão incompetente. Hydra é uma pedra de gelo com 45 km × 30 km. A imagem acima é apenas a primeira, outras virão com resolução bem maior.

A New Horizons estão mandando dados sempre que pode, mas como estourou a franquia da TIM, a velocidade está limitada a 1 kb/s, e um ping de 8,85 horas torna tudo difícil, daí os 16 meses (e não anos, Bom Dia Brasil) para baixar todos os dados.

Hoje (15/07) a equipe apresentou as primeiras imagens melhores, entre elas Caronte, que até então vista do Hubble era assim:

pluto001

A New Horizons fotografou Caronte assim:

nh-charon

Caronte tem poucas crateras de impacto, isso surpreendeu muita gente, indica que há atividade geológica ainda. Em breve virão imagens com 5x mais resolução, mas nessa já dá pra ver uma geologia muito interessante pra um corpo tão pequeno, com meros 1.200 km de diâmetro.

Agora algo assustador: Caronte foi descoberta em 1978, depois de Star Wars ainda estávamos descobrindo luas de tamanho considerável.

Uma das imagens prometidas com maior resolução é o canyon que aparece no canto superior direito, mais ou menos na posição 2 h. Aquelas paredes têm 10 km de altura, muito provavelmente hã Caminhantes Brancos do outro lado.

Agora, Plutão. Ontem a imagem mais detalhada que tínhamos era esta:

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Esqueça, obsoleta, velha. Chegou o primeiro frame do mosaico em resolução maior:

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Como? Não dá pra ver? ENHANCE!

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nh-plutosurface

As montanhas na imagem tem 3,5 km de altura, são feitas de gelo de água, com uma camada de nitrogênio e metano por cima. A baixa gravidade e o frio extremo permitem algo tão grande feito de gelo, na Terra elas desmoronariam sob o próprio peso.

Outra surpresa é a ausência de crateras. Isso indica que essa área é geologicamente muito nova, no máximo uns 100 milhões de anos. Plutão não é um planeta morto, como se imaginava. Corpos pequenos até então só deveriam ser geologicamente ativos perto de gigantes gasosos, chacoalhados e torturados pela gravidade. Agora sabe-se que não é necessário.

Agora será assim, todo dia uma descoberta, um pesadelo pro pessoal que acha que tem todas as respostas, ainda mais quando cada pergunta respondida gera novas perguntas e mistérios, e ao invés de se decepcionar os cientistas adoram.

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