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Os jogos e filmes favoritos de Miyamoto em 2015

Shigeru Miyamoto diz quais jogos mais lhe agradaram em 2015, mas decepciona por escolher apenas criações da sua empresa.

10 anos atrás

splatoon

Eu sempre gostei muito de saber quais obras mais agradaram as pessoas responsáveis por criar os jogos e filmes que gosto e quando se trata de alguém tão criativo quanto Shigeru Miyamoto, essa curiosidade ganha proporções bem maiores.

Recentemente o game designer conversou sobre o assunto com o pessoal do site GameInformer, mas ao revelar quais foram os seus favoritos do ano passado, confesso ter ficado um pouco decepcionado com as escolhas. Primeiro, vamos aos games:

Não tenho visto muitos jogos. Dois eu tenho sido muito feliz com eles. Um é o Splatoon. Tivemos uma equipe bem jovem trabalhando com esse jogo; eles introduziram um novo gênero de jogos de tiro, particularmente no mercado japonês.

 

E então o Super Mario Maker, que o Sr. [Takashi] Tezuka trabalhou, temos visto muitos pais jogando junto com seus filhos. Isso me fez muito feliz.

Tudo bem, são jogos que foram bastante elogiados tanto pela crítica quanto pelo o público, mas será que o Miyamoto não poderia ser um pouco menos corporativista? Será que durante um ano inteiro ele realmente só jogou games da Nintendo ou que nada feito por outras empresas o agradou?

Por falar nisso, Shigeru Miyamoto é sem dúvida um dos maiores game designers da história, possivelmente o maior, mas essa sua dificuldade em reconhecer a qualidade dos outros é algo irritante. Talvez a minha memória esteja me traindo, mas não lembro de um dia ter visto ele elogiando o trabalho feito em outras empresas.

Quanto aos filmes, o japonês também preferiu cair no lugar comum, dizendo que muitos bons filmes foram lançados em 2015, mas nomeando apenas o Star Wars: O Despertar da Força. Sim, eu também adorei o filme, mas a sensação é de que mais uma vez Shigsy tentou apenas ser político.

Pelo menos nesta reposta ele fez uma defesa um pouco mais interessante, dizendo por exemplo que gostou de ver o retorno de alguns atores que apareceram no Episódio IV e que respeita a maneira como os envolvidos na produção tentaram nos fazer ter a mesma sensação que tivemos ao ver os primeiros filmes, além de ao contrário do que tivemos na segunda trilogia, no Episódio VII não existe um foco nas CG e nos gráficos gerados por computador.

Enfim, o triste é saber que no ano que vem ele provavelmente citará o Star Fox Zero e o novo The Legend of Zelda, o que me faz pensar se Shigeru Miyamoto é egocêntrico demais para enxergar o mundo além das paredes da sua empresa ou se ele está apenas tentando defender o seu peixe.

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