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NASA pensa em usar SpaceX para resgatar astronautas ilhados no espaço (clickbait)

A NASA está pensando em um plano B para trazer de volta os tripulantes da Soyuz, depois do acidente na ISS. E o plano envolve a SpaceX

28/12/2022 às 15:21

A agência TASS confirmou o que a NASA e todo mundo já esperava: O vazamento de líquido refrigerante na nave Soyuz MS-22 foi causado por um agente (não do tipo secreto) externo, atingindo um radiador e resultando na despressurização total de uma das unidades de refrigeração da espaçonave.

Refrigerante vazando da Soyuz MS-22 (Crédito: NASA)

A causa, com quase certeza, foi um micrometeorito ou algum fragmento de lixo espacial.

Não é viável fazer reparos, não há como garantir que um remendo suporte as condições normais de vôo, e também não há refrigerante de reserva para repor o que foi vazado pro espaço. Mesmo assim, ninguém corre perigo. Em teoria a Soyuz seria o veículo de escape para dois cosmonautas e um astronauta, dos sete tripulantes da Estação Espacial Internacional, mas em caso de algum desastre, ataque Borg ou Jason, há a Dragon.

A cápsula da SpaceX tem quatro assentos para tripulantes, mas em caso de “OMFG vamos todos morrer”, dá pra enfiar mais três, amarrar bem e escapar. E é quase isso que a NASA está pensando.

A Soyuz MS-22 deveria pousar com seus três tripulantes em 23 de março de 2023, após rendidos pela tripulação da Soyuz MS-23, que decolará 19 de fevereiro do mesmo ano.

A Rússia tem duas possibilidades: Tenta retornar com a MS-22 do jeito que está, apostando na boa e velha tecnologia pé-de-boi russa. Ou então condenam a nave, mandam a MS-23 sem tripulação, e atrasam seu programa na ISS em seis meses.

A NASA parece ter dúvidas quanto à primeira opção, e segundo a Reuters, fez consultas quase informais sobre a possibilidade da Dragon retornar com mais gente do que subiu.

A cápsula Endurance está no momento acoplada a ISS, após decolar em outubro de 2022 na missão Crew-5, levando dois americanos, um japonês e uma russa. Ela deverá voltar pra Terra em março.

As Dragons voam configuradas para quatro passageiros, mas foram projetadas originalmente para sete pessoas, mas a NASA preferiu trocar assentos por espaço de carga. Conhecendo a SpaceX, devem ter coberto os furos de fixação com silvertape, provavelmente a instalação dos novos assentos e conexões do sistema de suporte de vida de emergência devem ser triviais.

Interior da Dragon, com 7 tripulantes, versus a Soyuz, com 3. (Crédito: SpaceX/Roscosmos)

Em último dos últimos casos, a Dragon Resilience está sendo preparada para a missão Polaris Down, em março. Jared Isaacman ficará desapontado, mas ela pode ser enviada vazia, para recolher os “náufragos”.

Claro, a chance de isso acontecer é mínima. Os russos são patologicamente orgulhosos, eles basicamente condenaram a tripulação do submarino Kursk à morte, ao se recusarem a pedir ajuda internacional, até o último momento. Essencialmente o mesmo que fizeram em Chernobyl.

O provável é que eles acelerem a construção da Soyuz MS-24, retornem o povo com a MS-23 enviada vazia, e a presença russa na Estação será mantida por alguns meses pelo cosmonauta Andrey Fedyaev, que deverá subir com a Crew-6, em fevereiro de 2023.

Se algo de bom pode ser tirado disso é que a MS-22 será testada em condições reais, iremos efetivamente descobrir se uma Soyuz danificada consegue pousar em segurança. Dizem que Dmitry Rogozin, ex-chefe do programa espacial russo, até já colaborou com uma simulação da Soyuz sendo destruída na reentrada.

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