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A curiosa ideia do casulo aéreo de transporte de humanos

Transportar feridos é uma prioridade, e muita criatividade foi usada nisso, como na 2a Guerra, quando casulos nas asas dos aviões serviam de ambulância.

18 semanas atrás

Às vezes o sujeito está no lugar errado na hora errada, a sorte acaba e ele precisa ser evacuado para um hospital de campanha o mais rápido possível, mas a ambulância aérea da AMIL não pousa no Afeganistão ou em outros buracos-quentes. Mesmo assim a ideia de usar transporte aéreo de emergência vem dos primórdios da aviação militar.

Na Segunda Guerra Mundial tanto os Aliados quanto os alemães testaram e usaram sacos especiais presos nas asas dos caças, para transporte de emergência de feridos. Rapidamente isso evoluiu para casulos especialmente projetados, presos nas asas nos suportes de bombas, como neste P-38:

O casulo era usado para transporte de pacientes e para voos de observação, onde técnicos treinados usavam câmeras para identificar estruturas inimigas. E antes que algum engraçadinho comente, não, não havia risco do piloto acionar sem-querer o botão de lançamento de bombas, os pinos de segurança eram mantidos durante o voo e haviam suportes adicionais.

A única parte ruim era em caso de emergência, quando o trem de pouso não pudesse ser acionado, mas havia uma bolsa com alguns lápis e um bloco de desenho para esses casos. (um iPad imaginário para quem pegar essa referência)

EXINT

Quando aeronaves de pouso vertical como helicópteros e Harriers se estabeleceram, ficou evidente que feridos poderiam ser evacuados com com bastante eficiência de zonas de combate, em condições que outras aeronaves não sobreviveriam.

Mais adiante alguém pensou: que tal usar esse tipo de equipamento para levar combatentes até o campo de batalha? Os casulos EXINT (Exfiltração/Infiltração) foram criados e instalados em aviões como o Sea Harrier, levando forças especiais como a SAS:

O casulo também é usado em helicópteros Apache:

A viagem nesse troço deve ser um desafio. Imagine o enjoo, a escuridão, a falta de climatização e nenhuma comunicação com a tripulação. O sujeito deve chegar com sangue no olho, imaginando que todo inimigo que vê é o gênio que inventou esse casulo.

Ah sim, também não faça a piada de que as empresas aéreas vão gostar da ideia. Elas já gostaram e bem antes do que você imagina.

O Polikarpov R-5 era um bombardeiro russo que voou entre 1930 e 1934, foi convertido em uma versão civil de carga e passageiros, com espaço para um piloto e dois assentos para viajantes. Um belo dia, um tal P.I. Grokhovskii teve uma ideia que a Aeroflot adorou: ele criou um casulo, que chamou de Kasseta, caixão (ele não era muito bom de marketing) que se encaixava debaixo das asas e levava até 16 passageiros de uma vez.

As pessoas voavam em um biplano, deitadas em um caixão debaixo da asa. Pense nisso quando reclamar que não tem mais almoço na ponte aérea.

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