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Disney acertou a mão: trailer novo de Aladdin

23 semanas atrás

Algumas semanas atrás o estagiário sobrinho de alguém foi incumbido de editar e soltar um teaser de Aladdin, na versão live action da Disney. O resultado foi... menos do que ideal, mas ao menos rendeu o hilário vídeo "Gênio do Aladdin feito em 15 minutos".

Óbvio que a Disney iria resolver a animação horrenda que nos jogou no mais profundo recôncavo do Vale da Estranheza. Se há algo que podemos confiar é que a lojinha do Tio Walter entende de animação, mas havia outros potenciais problemas que estavam me deixando temeroso com o filme. O principal deles: realismo.

Claro que não estou querendo que uma história de um garoto chinês (sim, Aladdin se passa na China) que acha um djin e vira um príncipe seja 100% realista, mas estamos lidando com um gênio mentalmente desequilibrado que derruba até a quinta parede. Funcionou muito bem na animação, mas será que funcionaria com atores?

É uma preocupação meio irracional, afinal de contas A Bela e a Fera funcionou perfeitamente numa França provinciana imaginária do século 17 onde havia feiticeiras, objetos encantados e diversidade étnica, mas o Gênio coloca tudo no 11.

Quer saber? Funcionou. No novo trailer temos mais tempo mostrando o Gênio e o estagiário ficou longe dos computadores,. O pessoal da animação não ficou tímido, nas poucas imagens de Friend Like Me fica evidente que a meta era atingir o mesmo grau de surrealismo da sequência original, que tão bem se encaixou com a insanidade galopante e genial de Robin Williams.

Quanto ao Gênio de Will Smith, vamos aos fatos: 1 - Ele não é Robin Williams e 2 - Ele é Will Smith, e conseguiu fazer o gênio dele. Isso mesmo, me convenceu, está insano e usando seus poderes da mesma forma anacrônica do original, remodelando a realidade com uma facilidade que deixaria Thanos com inveja.

Quanto ao resto do elenco, não tem jeito, dificilmente conseguiriam repetir as escolhas d'A Bela e a Fera e algumas são apenas impossíveis.

O Aladdin de Mena Massoud foi uma Escolha de Sofia, nenhum ator do mundo conseguiria ter a mesma presença de um Tom Cruise idealizado de 16 anos. Críticos mais exigentes podem apontar que Massoud não é chinês, mas esse barco já partiu faz tempo. No trailer ele meio que some, comparado com a animação, mas não havia alternativa.

Já a Jasmine...

No longínquo ano de 1992 eu saí do cinema depois de assistir Cool World/Mundo Proibido, do Ralph Bakshi. O filme era uma espécie de Roger Rabbit pra adultos feito com orçamento de conserto de geladeira, com Kim Bassinger fazendo a voz da sedutora Holli Would. Na história os personagens animados podiam vir para o mundo real como gente de carne e osso, mas como mesmo a Kim Bassinger poderia competir com isto?

Conversando com um amigo, ele desvendou o desconforto que estávamos sentindo em relação ao filme: "ela é mais gostosa no desenho". (calma crianças isso foi dito em 1992)

Traduzindo para a linguagem politicamente correta dos tempos modernos, Naomi Scott é uma excelente atriz e uma bela mulher, mas ela não tem como competir com uma personagem animada desenhada com proporções impossíveis.

Não que o figurino tenha ajudado, A Jasmine do filme parece uma figurante de filme de Bollywood, a qualquer momento vai começar uma dancinha.

Todos esses eu já aceitei como inevitáveis e não vão comprometer o filme. Tudo bem ter memória afetiva, mas não dá pra exigir o impossível. O que não está dando pra engolir é o Jafar.

Marwan Kenzari tem zero porte de vilão, está péssimo, Jafar tem cara de taxista figurante de Lei e Ordem e voz tão fina que desconfio que seja advogado nas horas vagas.

Walt Disney sempre dedicou especial atenção a seus vilões, ele sabia que uma história era tão boa quanto seu antagonista, e Aladdin parece estar pecando nesse quesito.

Claro, eu posso estar errado, e provavelmente estou, mas só vou descobrir dia 23 de maio, quando o filme estrear.

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