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Nova série Star Trek do Capitão Picard será diferente e muito contemplativa

Showrunner diz que nova série Star Trek do Capitão Picard que estreia em 2019 será ”extremamente diferente” de Discovery, além de “muito contemplativa”.

26 semanas atrás

O showrunner Alex Kurzman declarou que a nova série do Capitão Picard será “extremamente diferente”, e ao mesmo tempo “muito contemplativa”, pra usar suas palavras exatas. Tudo bem, a gente já sabia que ela não iria se parecer em nada com Star Trek: Discovery, mas essa segunda pista é interessante e promissora, pois deixa a série mais próxima de Star Trek: A Nova Geração, apesar dela se passar cerca de 20 anos no seu futuro.

Nova série Star Trek de Jean-Luc Picard será extremamente diferente, diz showrunner. Vão ter que se esforçar muito, afinal, o próprio Capitão já viveu seus dias como Locutus de Borg.

Kurzman fez uma comparação entre as duas séries: “é um ritmo extremamente diferente de Discovery. Discovery é uma bala. Picard é uma série muito contemplativa. Ela vai encontrar seu balanço entre a velocidade de Discovery e a natureza do que foi a Nova Geração, mas acredito que irá encontrar o seu próprio ritmo.” A declaração foi feita em uma entrevista feita pela Entertainment Weekly.

O showrunner tenta descrever como será a nova produção: “sem revelar muito sobre ela, as pessoas têm feito muitas perguntas sobre Jean-Luc Picard e o que aconteceu com ele, e a ideia de tomar um tempo para responder a estas questões depois das muitas, muitas coisas com as quais ele teve que lidar em A Nova Geração é muito animadora. ‘Mais pé no chão’ não é a maneira certa de descrever isso, pois a segunda temporada de Discovery também tem suas raízes. Ela vai se parecer mais... com o mundo real? Se essa for a forma certa de colocar isso.”

Agora que podemos imaginar mais ou menos como será o clima da nova série Star Trek com o Capitão Picard, já podemos ficar mais ansiosos. Resta a saber: quando a série chegará as telas? Bem, não teremos que esperar muito, já que Picard (pra usar o nome provisório citado por Kurzman na entrevista) deve estrear até o final do ano que vem, segundo uma declaração do diretor criativo da CBS, David Nevins, feita semana passada na conferência anual UBS Global Media and Communications.

Nas palavras do diretor: “em 2019, não teremos só um ‘Star Trek,’ e sim dois ‘Star Treks.’ ‘Discovery’ no começo do ano, e a série de Picard que vai começar no final do ano.” E olha que ele nem incluiu nessa conta o resto do conteúdo que está sendo produzido pela CBS pra ser exibido com exclusividade no seu canal de streaming nos Estados Unidos, como os recentes Short Treks, quatro curtas que estão sendo exibidos no canal CBS All Access, isso pra não falar na série animada Lower Decks, que foi encomendada ao Mike McMahan, um dos produtores de Rick and Morty.

Olha que eu nem citei (ok, agora vou citar) os rumores (infelizmente ainda não confirmados) sobre um possível spin-off mostrando a ex-Imperadora Philippa Georgiou de Michelle Yeoh, como uma agente da mítica Seção 31. É mesmo um tempo glorioso pra ser um trekker.

Por falar em Short Treks, passei a semana passada nos Estados Unidos, então assisti aos três episódios já exibidos, e devo fazer uma resenha em breve. O mais recente foi The Brighest Star (A Estrela Mais Brilhante), que nos dá mais detalhe sobre Saru, e inclusive nos apresenta a outros kelpians (ou kelpinianos, se você preferir o sabor desta palavra) da sua família, além do seu planeta natal, Kaminar.

O próximo (e último) Short Trek será sobre Harry Mudd, The Escape Artist, e estreia em janeiro. Pelo menos que eu saiba, estes curtas ainda não têm previsão sobre data de estreia ou sequer a confirmação de que irão passar na Netflix, que faz a distribuição mundial de todo o conteúdo Star Trek da CBS. Por enquanto, só é possível assistir legalmente aos curtas nos Estados Unidos e Canadá.

Kurzman recentemente assinou um contrato para uma missão de cinco anos e vai cuidar de tudo que diz respeito a Star Trek, e até agora, entre erros e acertos, o saldo é bem positivo. Em uma comparação tosca, ele representa e significa para Star Trek na CBS o que Kevin Feige é para a Marvel na Disney, ou seja, o poderoso chefão criativo de seu universo particular.

Fica a torcida para que a franquia faça cada vez mais sucesso e continue indo audaciosamente além das previsões de alguns pessimistas, que uns anos atrás, achavam que a gente nunca mais veria Star Trek no cinema e muito menos na telinha.

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